O que é Pooled Mining?

A mineração combinada é um método que possibilita aos mineradores validar transações e obter recompensas em duas blockchains compatíveis ao mesmo tempo, usando o mesmo poder computacional de Proof of Work (PoW). Por meio desse processo, uma única operação de mineração pode ser aceita tanto pela "parent chain" quanto pela "auxiliary chain". Exemplos frequentes são Bitcoin + Namecoin, Bitcoin + RSK e Litecoin + Dogecoin. Essa estratégia fortalece a segurança da auxiliary chain, otimiza a eficiência do hash rate e diminui os custos marginais para os mineradores.
Resumo
1.
A mineração combinada permite que mineradores minerem múltiplas blockchains simultaneamente sem exigir poder computacional adicional.
2.
Ela funciona ao incorporar a prova de trabalho da cadeia auxiliar nos blocos da cadeia principal, permitindo o compartilhamento do poder de hash.
3.
Aumenta a lucratividade da mineração enquanto aprimora a segurança da rede para blockchains menores.
4.
Bitcoin com Litecoin e Dogecoin são exemplos clássicos de implementações de mineração combinada.
5.
Exige que as cadeias auxiliares sejam compatíveis com o algoritmo de hash da cadeia principal, com alguma complexidade técnica.
O que é Pooled Mining?

O que é Merged Mining?

O Merged Mining é um processo em que mineradores utilizam o mesmo esforço computacional para gerar blocos e receber recompensas simultaneamente em duas blockchains proof-of-work compatíveis. É como fazer uma única prova cujo resultado serve para aprovação em duas disciplinas diferentes.

No contexto blockchain, “mineração” é a competição entre participantes, usando poder computacional, para registrar novas transações em um livro-razão público. “Proof of Work” exige que os participantes resolvam desafios criptográficos, comprovando o gasto de energia computacional. O merged mining permite que uma solução válida para a cadeia principal seja submetida — com provas adicionais — a uma cadeia auxiliar, possibilitando “um cálculo, múltiplas recompensas”.

Por que o Merged Mining surgiu?

O merged mining foi criado para resolver problemas de blockchains menores, como baixo poder de hash e vulnerabilidade a ataques, além de reduzir o desperdício de recursos computacionais dos mineradores. Ele permite que cadeias auxiliares usufruam da segurança e estabilidade de uma cadeia principal robusta.

No início, novas blockchains tinham dificuldade em atrair mineradores, resultando em baixo custo de ataque e geração instável de blocos. O merged mining possibilita que mineradores obtenham recompensas extras em cadeias auxiliares sem aumentar o consumo de energia ou hardware. Para as cadeias auxiliares, é como estar “conectada” a uma cadeia principal segura, reduzindo a exposição a ataques de poder de hash.

Como funciona o Merged Mining?

No merged mining, o minerador gera um resultado computacional que atende ao nível de dificuldade da cadeia principal. Depois, por meio de “provas auxiliares”, submete esse resultado à cadeia auxiliar, que o valida. Cada cadeia mantém blocos e recompensas separadas, permitindo ao minerador reivindicar ambas em uma única operação.

Os principais elementos são:

  • Cadeia Principal & Cadeia Auxiliar: A cadeia principal geralmente possui maior poder de hash (como Bitcoin ou Litecoin), enquanto a auxiliar adota algoritmo de mineração compatível e regras de merged mining (como Namecoin, RSK ou Dogecoin).
  • Dificuldade & Valor Alvo: Proof of Work exige resultados de hash abaixo de determinado valor alvo. No merged mining, o resultado deve cumprir primeiro os requisitos da cadeia principal; depois, dados extras permitem à cadeia auxiliar verificar que o cálculo veio de uma solução válida da principal.
  • Pools de Mineração & Submissão: Pools de mineração reúnem poder computacional dos mineradores e distribuem recompensas. Pools com suporte a merged mining enviam a mesma “solução” separadamente para cada cadeia.

Pense assim: o minerador resolve um desafio difícil e é reconhecido pela cadeia principal. Depois, apresenta a prova à cadeia auxiliar — “Eu realmente resolvi este problema” — e, se validado, recebe recompensas das duas cadeias.

Quais são os benefícios e custos do Merged Mining?

Para mineradores, o merged mining permite obter múltiplas recompensas usando a mesma energia elétrica e equipamento, maximizando a eficiência do poder de hash. Para cadeias auxiliares, os benefícios incluem maior segurança, produção de blocos mais estável e maior atratividade do ecossistema.

Os principais custos envolvem:

  • Complexidade de Configuração: A configuração de pools ou nós para merged mining requer ajustes e manutenção mais avançados.
  • Regras de Distribuição de Recompensas: Métodos de distribuição e taxas dos pools afetam os ganhos; é fundamental avaliar cuidadosamente.
  • Congestionamento de Rede & Atrasos: A submissão de resultados para duas cadeias pode gerar atrasos e afetar o tempo de confirmação.

Os custos de energia e hardware permanecem praticamente os mesmos, porém os custos operacionais e estratégicos aumentam, exigindo análise criteriosa.

Como participar do Merged Mining?

As etapas para participar do merged mining são:

Passo 1: Confirme Hardware & Energia. Escolha equipamentos compatíveis com o algoritmo da cadeia principal (por exemplo, ASICs SHA-256 para Bitcoin, mineradores Scrypt para Litecoin), garantindo fonte de energia e refrigeração adequadas.

Passo 2: Escolha um Pool de Merged Mining. Analise a documentação do pool para saber quais combinações de cadeias são suportadas (como Bitcoin + Namecoin ou Litecoin + Dogecoin) e entenda as taxas e regras de distribuição de recompensas.

Passo 3: Configure os Parâmetros do Minerador. Insira o endereço do pool, dados da conta, endereço da carteira e ative as configurações de merged mining. Para a primeira configuração, teste em ambiente de baixa potência ou sandbox.

Passo 4: Monitore & Valide. Acompanhe hash rate, shares (segmentos de proof-of-work enviados), e recompensas recebidas da cadeia auxiliar. Calcule o lucro líquido considerando energia e depreciação do hardware.

Passo 5: Gestão de Riscos. Faça manutenção dos equipamentos, configure redundância de rede, planeje trocas de pool e monitore logs e avisos do pool em caso de ganhos anormais.

Se você não minera diretamente, mas tem interesse em ativos ou ecossistemas relacionados, consulte mercados e projetos na Gate e avalie os riscos antes de participar.

Quais projetos suportam Merged Mining?

Pares comuns de merged mining incluem Bitcoin + Namecoin, Bitcoin + RSK e Litecoin + Dogecoin. Em 2024, a prática padrão é usar a cadeia de maior poder de hash como principal, enquanto as auxiliares aceitam resultados de merged mining via protocolos compatíveis.

Por exemplo, Dogecoin passou a usar merged mining com Litecoin, o que aumentou significativamente a estabilidade dos blocos e a segurança da rede do Dogecoin. Namecoin e RSK também utilizam o poder de hash do Bitcoin via merged mining para fortalecer seus ecossistemas.

Qual a diferença entre Merged Mining e Multi-Mining?

Merged mining é “minerar simultaneamente duas cadeias compatíveis com um único cálculo reconhecido por ambas”. Multi-mining (ou mineração por troca de lucratividade) é “alternar entre cadeias ao longo do tempo buscando os maiores retornos”. As estratégias são diferentes.

O merged mining busca recompensas multi-chain em paralelo, com configuração única e estável. O multi-mining enfatiza mudanças frequentes de estratégia conforme a lucratividade, gerando retornos variáveis e custos de troca mais altos. Iniciantes devem diferenciar os métodos e escolher de acordo com sua capacidade técnica e tolerância ao risco.

Quais são os riscos e considerações do Merged Mining?

Os principais riscos do merged mining são:

  • Dependência da Cadeia Auxiliar: Se a cadeia principal perder grandes mineradores, a produção de blocos na auxiliar pode ser prejudicada.
  • Risco de Centralização: A concentração do poder de hash em poucos pools pode ameaçar a governança e a segurança.
  • Volatilidade de Recompensa & Preço: Oscilações no preço dos tokens auxiliares afetam os ganhos; saques e conversões podem gerar taxas ou slippage.
  • Riscos de Pool & Custódia: Taxas dos pools, modelos de distribuição, estabilidade operacional e segurança das contas exigem atenção; é essencial uma gestão de risco robusta para proteger os fundos.

Antes de investir em equipamentos ou energia, estime o retorno potencial e faça testes de estresse; acompanhe anúncios dos projetos e planos de atualização técnica.

O que o Merged Mining representa para a segurança da rede?

O merged mining geralmente fortalece a cadeia auxiliar contra ataques, já que um invasor precisaria competir com o poder de hash da cadeia principal — aumentando o custo do ataque. As cadeias auxiliares ganham produção de blocos mais estável e maior finalização (dificultando reversões de transações).

No entanto, há contrapartidas: poder de hash e participação dos mineradores ficam ligados ao ecossistema da cadeia principal, o que pode comprometer a autonomia da cadeia auxiliar. O desenho de governança deve considerar fontes de poder de hash e incentivos de longo prazo para evitar dependências únicas.

Como iniciantes podem acompanhar ecossistemas de Merged Mining na Gate?

Iniciantes podem acompanhar ativos e notícias de merged mining na Gate para saber quais projetos utilizam o modelo, monitorar atualizações e alertas de risco, e decidir se desejam participar ou alocar recursos.

Na prática:

  • Use as páginas de ativos da Gate para cadeias de merged mining e monitore preços, comunicados e artigos de pesquisa.
  • Avalie a liquidez dos tokens e exposição ao risco; defina estratégias claras de take-profit/stop-loss para gestão de posições.
  • Se não estiver minerando, acompanhe índices ou mercados spot/derivativos para feedback sobre projetos de merged mining — evite especulação impulsiva.

Lembre-se: toda atividade financeira envolve volatilidade de preços e mudanças nas regras das plataformas; tome decisões cautelosas e diversifique o risco.

Resumo dos principais pontos

O merged mining utiliza um único poder de hash proof-of-work para minerar blocos e obter recompensas em duas cadeias compatíveis ao mesmo tempo. Pares comuns: Bitcoin + Namecoin, Bitcoin + RSK, Litecoin + Dogecoin. Ele aumenta a segurança da cadeia auxiliar e o uso do poder de hash, mas traz complexidade, riscos de centralização e retornos voláteis. Iniciantes devem entender os fundamentos da mineração e proof-of-work, avaliar hardware, energia, escolha de pool e procedimentos de distribuição de recompensas. Se tiver dúvidas, acompanhe ativos e notícias na Gate para se envolver gradualmente ou apenas observar o ecossistema.

FAQ

O que é mais estável: Merged Mining ou Solo Mining?

O merged mining oferece retornos mais estáveis porque pools de mineração reúnem o poder de hash de vários mineradores, garantindo distribuição diária de recompensas. No solo mining, tudo depende da sorte — você pode passar meses sem encontrar um bloco —, resultando em ganhos muito voláteis. Para mineradores individuais, participar de um pool é como trocar a loteria por dividendos regulares.

Por que minha receita de mineração caiu recentemente?

Três fatores principais podem reduzir a receita: aumento do poder de hash da rede eleva a dificuldade, diminuindo a fatia de cada minerador; oscilações no preço das moedas afetam o lucro real; mudanças nas taxas dos pools ou no desempenho do hardware também impactam os ganhos. Verifique as estatísticas do pool e o status do hardware para identificar o motivo.

Qual hardware é necessário para Merged Mining?

O hardware depende da criptomoeda. Bitcoin exige ASICs profissionais; Ethereum usa GPUs; outras moedas podem rodar em CPUs. Iniciantes devem pesquisar as especificações de cada projeto na Gate antes de investir.

Quanto tempo leva para recuperar o investimento em mineração?

O tempo de retorno depende do custo do hardware, energia, preço da moeda e dificuldade da rede. Em geral, mineradores conseguem recuperar o investimento em 3 a 12 meses se os preços se mantiverem estáveis e a energia for barata. Quedas de preço ou aumento da dificuldade podem alongar esse prazo — ou até gerar prejuízo.

Como posso converter moedas mineradas em dinheiro?

As moedas mineradas podem ser vendidas diretamente em exchanges como a Gate por stablecoins ou moeda fiduciária. A maioria dos pools permite saques diretos para contas em exchanges — sem intermediários. Monitore as tendências de preço e procure vender em picos de mercado para melhores retornos.

Uma simples curtida já faz muita diferença

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No universo Web3, o termo ciclo designa uma janela operacional recorrente nos protocolos ou aplicações de blockchain, ativada por intervalos de tempo definidos ou pela contagem de blocos. No âmbito do protocolo, esses ciclos costumam ser denominados epochs, responsáveis por coordenar o consenso, atribuir tarefas aos validadores e distribuir recompensas. Já nas camadas de ativos e aplicações, surgem outros ciclos, como o halving do Bitcoin, cronogramas de vesting de tokens, períodos de contestação para saques em soluções Layer 2, liquidações de taxa de financiamento e rendimento, atualizações de oráculos e janelas de votação de governança. Como cada ciclo apresenta variações em duração, condições de ativação e flexibilidade, entender seu funcionamento permite ao usuário antecipar restrições de liquidez, otimizar o timing das transações e identificar possíveis limites de risco com antecedência.
Descentralizado
A descentralização consiste em um modelo de sistema que distribui decisões e controle entre diversos participantes, sendo característica fundamental em blockchain, ativos digitais e estruturas de governança comunitária. Baseia-se no consenso de múltiplos nós da rede, permitindo que o sistema funcione sem depender de uma autoridade única, o que potencializa a segurança, a resistência à censura e a transparência. No setor cripto, a descentralização se manifesta na colaboração global de nós do Bitcoin e Ethereum, nas exchanges descentralizadas, nas wallets não custodiais e nos modelos de governança comunitária, nos quais os detentores de tokens votam para estabelecer as regras do protocolo.
O que significa Nonce
Nonce é definido como um “número usado uma única vez”, criado para assegurar que determinada operação ocorra apenas uma vez ou siga uma ordem sequencial. Em blockchain e criptografia, o uso de nonces é comum em três situações: nonces de transação garantem que as operações de uma conta sejam processadas em sequência e não possam ser duplicadas; nonces de mineração servem para encontrar um hash que satisfaça um nível específico de dificuldade; já nonces de assinatura ou login impedem que mensagens sejam reaproveitadas em ataques de repetição. O conceito de nonce estará presente ao realizar transações on-chain, acompanhar processos de mineração ou acessar sites usando sua wallet.
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A PancakeSwap é uma exchange descentralizada (DEX) desenvolvida na BNB Chain que opera com o mecanismo de formador automático de mercado (AMM) para swaps de tokens. Usuários negociam diretamente de suas próprias carteiras, sem a necessidade de intermediários, ou podem prover liquidez ao depositar dois tokens em pools públicos, recebendo taxas provenientes das operações. O ecossistema da plataforma inclui funcionalidades como negociação, market making, staking e derivativos, combinando taxas de transação reduzidas com confirmações ágeis.
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