A jogada do Irão, por que é que está a correr tão mal?
Meus irmãos, recentemente a situação do Irão tem-me deixado a balançar a cabeça. Originalmente, tinham uma mão boa, mas jogaram-na mal, agora a economia interna desmoronou, a moeda colapsou, os cidadãos estão na rua, e a velha máxima “o que é feito por si, por si se paga” aplica-se perfeitamente. Hoje vamos explicar de forma simples como o Irão se foi meter nesta situação. 1. Ganância sem limites: querer fugir da China, acaba por perder tudo Quem é o maior comprador de petróleo do Irão? Todos sabem que é a China. Dados mostram que 90% do petróleo exportado pelo Irão vai para a China, nos últimos 14 meses venderam 17,8 milhões de toneladas, maioritariamente em yuan e euros. Isto deveria ser um caminho seguro, mas o Irão quis “fazer asneira”. Acham que vender petróleo à China é barato demais, querem aumentar os preços, e ainda tentam libertar-se da dependência de um único comprador. E o que aconteceu? a Índia prometeu comprar 15 milhões de barris, mas na prática não comprou nada; outros países têm medo de sanções dos EUA e não se atrevem a comprar. No final, o petróleo ficou parado no mar, as exportações em dezembro caíram à metade, e as receitas despencaram. Comentário do irmão Bin: fazer negócios é evitar ser ambicioso e indeciso ao mesmo tempo. Depender da China para sobreviver, ao mesmo tempo que tenta aumentar preços e culpar os outros, não dá bom resultado. Confiar numa parceria como a Índia, que só faz promessas vazias? Estão a ficar malucos. 2. Problemas internos: colapso da moeda, inflação descontrolada, os cidadãos não se revoltam por acaso O rial do Irão tem-se depreciado mais rápido que papel de má qualidade, a taxa de câmbio no mercado negro é de 550 mil riais por dólar, uma queda de mais de 90% em relação a há dez anos. O dinheiro que as pessoas pouparam a vida toda desaparece num instante, os preços sobem às estrelas, e até para comer já é difícil. No final de dezembro, os comerciantes de Teerão fecharam as lojas e saíram às ruas a protestar, com slogans que passaram de “queremos comer” para “queremos liberdade”, e alguns até pediram a derrubada do regime. Ainda mais grave, a solução do governo para a crise foi o governador do banco central demitir-se e ser substituído por um “velho conhecido” para apagar o fogo. Mas essa pessoa foi destituída há oito meses por causa de problemas na moeda, e agora voltou, sem mudar nada. Comentário do irmão Bin: a economia desmoronou e eles não pensam em reformar, só trocam de pessoas para reprimir? Gás lacrimogéneo não dá para comer, não é? A ira do povo já saiu de “xingar os EUA” para “xingar o governo”, e essa raiva vai acabar por se virar contra eles próprios. 3. Sanções são fatores externos, mas a culpa é própria As sanções dos EUA são duras, cortaram as exportações de petróleo, expulsaram o Irão do sistema SWIFT, mas o problema principal é interno. – Estrutura económica deformada: dependem do petróleo para tudo, 80% do orçamento vem do petróleo, a indústria e agricultura estão em ruínas. – Monopólio dos poderosos: a Guarda Revolucionária controla petróleo, telecomunicações, infraestruturas, e o dinheiro vai todo para eles, o povo comum nem sopa consegue comer. – Operações misteriosas: enquanto estão sob sanções, continuam a apoiar grupos armados no exterior, o dinheiro não é para o bem-estar da população, mas para jogos de poder geopolítico. Comentário do irmão Bin: as sanções são como a chuva, se te oferecem um guarda-chuva, aceita, não vais ficar a apanhar chuva e a lutar, no final, quem é que fica doente? 4. A China ainda vai ajudar? Duvido! O Irão está numa confusão tal que a China provavelmente não vai meter-se nesta confusão. Porquê? – Risco demasiado alto: a política interna do Irão é instável, a Guarda Revolucionária, os conservadores e reformistas lutam entre si, e os investimentos chineses podem ir por água abaixo. – Muitas alternativas: a Rússia vende petróleo com desconto, a Arábia Saudita e o Iraque garantem o fornecimento, a China não precisa de se agarrar a uma só opção. – Crédito do Irão em risco: prometeram um “Acordo de cooperação de 25 anos”, mas eles próprios rasgaram o acordo, quem é que ainda vai confiar numa parceria assim? Comentário do irmão Bin: a China valoriza a estabilidade, o Irão está agora numa luta interna, com divisões, só quando se acalmar é que se pode falar de futuro. Caso contrário, quanto mais investires, mais perdes. Resumo do irmão Bin A crise do Irão, à superfície, parece ser por causa das sanções, mas na verdade é consequência da ganância, corrupção e visão curta do próprio regime. Agora, o povo já perdeu a paciência, a credibilidade do governo desmoronou, e até o maior comprador, a China, pode virar costas. E o próximo passo? Ou faz uma reforma profunda e cura as feridas, ou espera por uma crise ainda maior.
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A jogada do Irão, por que é que está a correr tão mal?
Meus irmãos, recentemente a situação do Irão tem-me deixado a balançar a cabeça. Originalmente, tinham uma mão boa, mas jogaram-na mal, agora a economia interna desmoronou, a moeda colapsou, os cidadãos estão na rua, e a velha máxima “o que é feito por si, por si se paga” aplica-se perfeitamente. Hoje vamos explicar de forma simples como o Irão se foi meter nesta situação.
1. Ganância sem limites: querer fugir da China, acaba por perder tudo
Quem é o maior comprador de petróleo do Irão? Todos sabem que é a China. Dados mostram que 90% do petróleo exportado pelo Irão vai para a China, nos últimos 14 meses venderam 17,8 milhões de toneladas, maioritariamente em yuan e euros. Isto deveria ser um caminho seguro, mas o Irão quis “fazer asneira”.
Acham que vender petróleo à China é barato demais, querem aumentar os preços, e ainda tentam libertar-se da dependência de um único comprador. E o que aconteceu? a Índia prometeu comprar 15 milhões de barris, mas na prática não comprou nada; outros países têm medo de sanções dos EUA e não se atrevem a comprar. No final, o petróleo ficou parado no mar, as exportações em dezembro caíram à metade, e as receitas despencaram.
Comentário do irmão Bin: fazer negócios é evitar ser ambicioso e indeciso ao mesmo tempo. Depender da China para sobreviver, ao mesmo tempo que tenta aumentar preços e culpar os outros, não dá bom resultado. Confiar numa parceria como a Índia, que só faz promessas vazias? Estão a ficar malucos.
2. Problemas internos: colapso da moeda, inflação descontrolada, os cidadãos não se revoltam por acaso
O rial do Irão tem-se depreciado mais rápido que papel de má qualidade, a taxa de câmbio no mercado negro é de 550 mil riais por dólar, uma queda de mais de 90% em relação a há dez anos. O dinheiro que as pessoas pouparam a vida toda desaparece num instante, os preços sobem às estrelas, e até para comer já é difícil. No final de dezembro, os comerciantes de Teerão fecharam as lojas e saíram às ruas a protestar, com slogans que passaram de “queremos comer” para “queremos liberdade”, e alguns até pediram a derrubada do regime.
Ainda mais grave, a solução do governo para a crise foi o governador do banco central demitir-se e ser substituído por um “velho conhecido” para apagar o fogo. Mas essa pessoa foi destituída há oito meses por causa de problemas na moeda, e agora voltou, sem mudar nada.
Comentário do irmão Bin: a economia desmoronou e eles não pensam em reformar, só trocam de pessoas para reprimir? Gás lacrimogéneo não dá para comer, não é? A ira do povo já saiu de “xingar os EUA” para “xingar o governo”, e essa raiva vai acabar por se virar contra eles próprios.
3. Sanções são fatores externos, mas a culpa é própria
As sanções dos EUA são duras, cortaram as exportações de petróleo, expulsaram o Irão do sistema SWIFT, mas o problema principal é interno.
– Estrutura económica deformada: dependem do petróleo para tudo, 80% do orçamento vem do petróleo, a indústria e agricultura estão em ruínas.
– Monopólio dos poderosos: a Guarda Revolucionária controla petróleo, telecomunicações, infraestruturas, e o dinheiro vai todo para eles, o povo comum nem sopa consegue comer.
– Operações misteriosas: enquanto estão sob sanções, continuam a apoiar grupos armados no exterior, o dinheiro não é para o bem-estar da população, mas para jogos de poder geopolítico.
Comentário do irmão Bin: as sanções são como a chuva, se te oferecem um guarda-chuva, aceita, não vais ficar a apanhar chuva e a lutar, no final, quem é que fica doente?
4. A China ainda vai ajudar? Duvido!
O Irão está numa confusão tal que a China provavelmente não vai meter-se nesta confusão. Porquê?
– Risco demasiado alto: a política interna do Irão é instável, a Guarda Revolucionária, os conservadores e reformistas lutam entre si, e os investimentos chineses podem ir por água abaixo.
– Muitas alternativas: a Rússia vende petróleo com desconto, a Arábia Saudita e o Iraque garantem o fornecimento, a China não precisa de se agarrar a uma só opção.
– Crédito do Irão em risco: prometeram um “Acordo de cooperação de 25 anos”, mas eles próprios rasgaram o acordo, quem é que ainda vai confiar numa parceria assim?
Comentário do irmão Bin: a China valoriza a estabilidade, o Irão está agora numa luta interna, com divisões, só quando se acalmar é que se pode falar de futuro. Caso contrário, quanto mais investires, mais perdes.
Resumo do irmão Bin
A crise do Irão, à superfície, parece ser por causa das sanções, mas na verdade é consequência da ganância, corrupção e visão curta do próprio regime. Agora, o povo já perdeu a paciência, a credibilidade do governo desmoronou, e até o maior comprador, a China, pode virar costas. E o próximo passo? Ou faz uma reforma profunda e cura as feridas, ou espera por uma crise ainda maior.