Altcoins buscam recuperação enquanto Bitcoin desacelera sob pressão defensiva

A semana encerrou com o Bitcoin oscilando em torno de US$ 88 mil e o Ethereum recuando 1%, enquanto o mercado cripto se alinha com o pessimismo global das ações norte-americanas. Os índices Nasdaq 100 e S&P 500 registraram quedas de 0,4% e 0,25%, respectivamente, criando um ambiente hostil para ativos de risco. No mesmo contexto, ouro e prata alcançaram patamares históricos — movimento que revela o dilema dos investidores: proteger patrimônio ou buscar ganhos em altcoins permanece sendo a grande questão.

A retirada defensiva reflete tensões geopolíticas

O cenário de aversão ao risco ganhou força após conversações trilaterais entre Ucrânia, Rússia e Estados Unidos, com investidores aparentemente desprovidos de esperança quanto a uma resolução próxima. Esse sentimento impulsionou metais preciosos a máximas históricas, enquanto a criptografia sofre as consequências. Os dados mais recentes mostram Bitcoin em US$ 88.310, registrando queda de 0,83% nas últimas 24 horas, enquanto Ethereum caiu para US$ 2.960, recuando 1,56% no mesmo período.

Posicionamento em derivativos evidencia foco dos traders em altcoins

Mais de US$ 200 milhões em contratos futuros foram liquidados em 24 horas, com posições longas absorvendo o impacto. O índice de volatilidade implícita de 30 dias do Bitcoin (BVIV) recuou para 40%, sinalizando que investidores seguem vendendo volatilidade via estratégias defensivas como calls cobertos.

O setor de altcoins, por sua vez, apresenta dinâmica distinta. Ethereum é o único entre os 10 maiores tokens que capturou entrada de capital em futuros nas últimas 24 horas, enquanto Bitcoin, XRP, Solana e outros registraram saídas. Na Deribit, opções de venda (puts) de curto prazo do Ethereum precificam-se acima das de Bitcoin — indício claro de que traders desconfiam mais da Ethereum nesta janela.

Os fluxos derivativos de Tron (TRX), ZCash (ZEC) e Bitcoin Cash (BCH) indicam compra líquida, sugerindo que alguns segmentos de altcoins resistem à onda defensiva. Porém, mercados como Tron também veem saídas em interesse aberto, refletindo a incerteza generalizada.

Quais altcoins ganham espaço na semana?

LayerZero (ZRO) foi destaque com antecipações de atualização importante prevista para início de fevereiro, embora dados recentes mostrem -12,52% nas últimas 24 horas — reflexo de realização de lucros. Tron (TRX) mantém estabilidade com +0,35% em 24 horas, enquanto Dash (DASH) recua 9,69%, indicando seleção muito específica do mercado.

O indicador de “altcoin season” subiu para 29/100, antes em 24/100 — sinal de que traders tentam extrair ganhos de um mercado, de outra forma, contido. Porém, a falta de liquidez permanece como maior obstáculo. Ativos como The Open Network (TON), com valor de US$ 1,51, enfrentam profundidade de mercado de apenas 2% entre US$ 580 mil e US$ 700 mil. Isso significa que uma ordem de grande volume poderia movimentar o mercado em 2% facilmente — amplificando tanto ganhos quanto perdas.

Setores específicos de altcoins lideram: NFT e metaverso em destaque

Enquanto a maioria das altcoins sofre, tokens de metaverso continuam em trajetória positiva, com o Índice CoinDesk Metaverse Select (MTVS) registrando ganho de 50% desde 1º de janeiro. Axie Infinity (AXS) apresenta -13,07% em 24 horas após forte valorização anterior, enquanto The Sandbox (SAND) mantém-se em US$ 0,12.

Pudgy Penguins emerge como uma das marcas NFT mais fortes desta temporada, transitando de “bem de luxo digital” especulativo para uma plataforma de propriedade intelectual multi-vertical. A estratégia inclui aquisição de usuários via canais convencionais (brinquedos, parcerias de varejo), migração posterior para Web3 (games, NFTs, token PENGU). O ecossistema já contabiliza mais de US$ 13 milhões em vendas de produtos físicos e mais de 1 milhão de unidades distribuídas. O mercado precifica Pudgy em prêmio versus pares tradicionais de propriedade intelectual, mas a sustentação depende de execução em expansão varejista, adoção gaming e utilidade do token.

O reflexo da IA nos mercados de risco

Resultados trimestrais da Microsoft e Meta sinalizaram ausência de desaceleração em gastos com IA. Microsoft destacou que IA é agora um de seus maiores negócios com perspectiva de crescimento prolongado. Meta projetou aumento acentuado em despesas de capital para 2026, dedicadas aos Meta Super Intelligence Labs — contexto que reforça tese de que tecnologia seguirá absorvendo capital, potencialmente beneficiando altcoins ligadas a infraestrutura e Web3.

A mensagem final é clara: enquanto Bitcoin trava em zona defensiva e altcoins enfrentam problemas estruturais de liquidez, oportunidades pontuais emergem em setores específicos — NFTs, gaming e metaverso lideram a narrativa. O mercado de altcoins permanece fragmentado, exigindo seleção muito criteriosa de investidores.

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