Um líder que transmite respeito ensinou-me um método de análise.


Em 2016, mudei de setor para uma empresa de internet, enfrentando diariamente problemas de várias dimensões que não consegui resolver. Uma vez, pediu-se à equipa de design que criasse alguns gráficos, com a entrega prevista antes do fim do dia. Ela ainda não tinha feito, porque o diretor de outro departamento tinha atribuído uma tarefa urgente de última hora.
Fiquei furioso e fui falar com o CEO, que perguntou: «Achavas que onde é que o problema esteve?» Respondi com firmeza: «Ou o design está errado, ou o diretor daquele departamento errou, de qualquer forma, quem está envolvido tem culpa.»
O CEO pegou num papel e, com um lápis, fez alguns traços, atribuindo a responsabilidade ao processo interno da empresa. Ela explicou: «O problema aconteceu porque os processos de colaboração entre departamentos não estão claros.» O que se deve fazer não é culpar alguém, mas estabelecer normas de cooperação entre departamentos, definir claramente o fluxo, quem conhece, quem decide, quem é responsável. Não resolver o problema apenas apontando pessoas, pois situações semelhantes voltarão a acontecer.
Foi a primeira vez que senti respeito profundo por um líder. Pessoas capazes olham para o todo e identificam qual o elo problemático, enquanto pessoas menos capazes só encontram defeitos na superfície.
Por que é que um líder consegue pensar além do que eu consigo? Porque ele é líder, e todos os funcionários da empresa são peças do seu jogo, que devem colaborar perfeitamente para alcançar o objetivo de vencer. Os funcionários tendem a ver os colegas como adversários, focando-se apenas em fazer bem o seu trabalho; se alguém erra, criticam.
Uma empresa é um sistema, cujo bom funcionamento depende da cooperação entre as partes, fazendo com que todos e tudo avancem em direção ao objetivo comum. A capacidade de ver os problemas a partir de uma perspetiva sistémica determina se conseguimos resolvê-los de verdade.
Dois pedreiros a trabalhar na pedra: um diz que está a fazer o melhor trabalho de pedreiro da aldeia; o outro diz que está a construir um castelo com todos. O segundo faz um trabalho melhor, porque tem em mente a cooperação com os outros funcionários, que é o objetivo de toda a empresa.
Uma empresa é um sistema, composto por três elementos: elementos (funcionários), relações (relações entre os funcionários) e objetivos (o objetivo global da empresa). Incontáveis pessoas ligadas por um objetivo comum formam o sistema da empresa.
Quando surgem problemas, é mais adequado pensar a partir de uma perspetiva sistémica, para encontrar uma solução fundamental. Não se deve primeiro procurar alguém (elemento) que possa estar com problemas, mas sim verificar qual dos outros dois aspetos do sistema (relações e objetivos) está errado.
Questões de eficiência são mais provavelmente problemas de cooperação ou de objetivos mal comunicados. Gestão não é deixar as pessoas à vontade, mas gerir as relações. A maior parte dos problemas da empresa decorre de questões de cooperação, processos, relações e regras.
Coloque-se na posição de um líder, assim consegue perceber melhor o sistema, sem ser enganado por fenómenos superficiais, evitando repetir os mesmos erros várias vezes.
Problemas do dia a dia também podem ser abordados de forma sistémica. Pegue num papel e caneta, escreva tudo o que lhe vier à cabeça sobre o assunto, investigando cada elemento com a pergunta "porquê". À medida que escreve, naturalmente chegará a uma conclusão.
Quando estiver ansioso, pegue num papel e escreva "porquê estou ansioso", colocando todas as causas da ansiedade nos ramos. Pergunte-se continuamente "porquê" para cada ramo, procurando a relação com o objetivo global. Se algo não estiver relacionado com o objetivo, ou ajuste o elemento para que participe, ou elimine-o diretamente.
A razão pela qual muitas pessoas se sentem perdidas e ansiosas é porque as suas ações estão desconectadas do objetivo, tendo feito esforços marginalizados demais. Veja o seu desenvolvimento como um sistema: se algo parecer errado, pegue num papel e desenhe, lembrando-se de dois pontos essenciais: investigar as causas com perguntas contínuas de "porquê"; eliminar os elementos que não têm relação com o objetivo.
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