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Lloyds Planeja Venda de Dados e Impulso de Automação para Reduzir Custos Tecnológicos
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Lloyds Planeja Venda de Dados e Impulso de Automação para Reduzir Custos de Tecnologia
O banco britânico pretende cortar centenas de milhões de libras em gastos de TI a cada ano até 2028, conforme reportado pelo FT. Ao mesmo tempo, busca expandir seu papel como fornecedor de serviços tecnológicos. A estratégia reflete pressões no setor bancário. Desafiantes digitais e fintechs continuam competindo em velocidade, experiência do cliente e arquitetura tecnológica.
O Lloyds atende cerca de 28 milhões de clientes em suas marcas. Essa escala cria tanto oportunidades quanto complexidades. O patrimônio tecnológico do grupo inclui centenas de aplicações e sistemas internos construídos ao longo de décadas. Muitos não se comunicam facilmente entre si. Os executivos acreditam que reduzir essa complexidade pode diminuir custos e abrir espaço para novos produtos.
Estratégia Foca na Redução de Custos de Tecnologia
O plano aparece em um programa interno conhecido como Estratégia de Tecnologia 3.0. A iniciativa foi delineada em um dossiê preparado pelo diretor de tecnologia do banco, Vic Weigler. Documentos circulados internamente descrevem um esforço para simplificar sistemas, automatizar verificações de governança e gerar novos usos comerciais para os dados.
O Lloyds pretende reduzir os custos de tecnologia em aproximadamente 35% em relação aos níveis de gastos registrados em 2021. Esforços anteriores de redução de custos já geraram economias. Documentos internos apresentados a investidores mostram que o banco entregou cerca de £1,5 bilhão em economias de tecnologia entre 2021 e 2025.
Executivos agora buscam reduções mais profundas. Parte desse esforço envolve fechar ou consolidar centenas de aplicações internas. Manter múltiplos sistemas legados sempre foi caro para grandes bancos. Engenheiros precisam manter cada sistema funcionando mesmo quando existem ferramentas mais novas.
Reduzir esse número poderia simplificar operações e acelerar o desenvolvimento. As equipes de tecnologia podem focar em menos plataformas, ao invés de suportar um catálogo extenso de aplicações envelhecidas.
Automação se Extende à Conformidade
Outro elemento importante da estratégia foca em processos de governança e conformidade. Os bancos realizam milhares de verificações internas para garantir que transações sigam regras regulatórias e internas. Tradicionalmente, muitas dessas verificações envolvem validação manual após a atividade ocorrer.
Lloyds planeja confiar mais em controles automatizados integrados diretamente aos seus sistemas. Os documentos estratégicos descrevem a eliminação de algumas etapas manuais de governança, substituindo-as por controles automatizados operando em tempo real.
Uma pessoa familiarizada com o programa afirmou que máquinas lidariam com uma maior parte do monitoramento de conformidade, enquanto funcionários continuariam a supervisionar. Em vez de revisar atividades após sua realização, os sistemas sinalizariam problemas potenciais imediatamente.
Essa abordagem espelha práticas tecnológicas já comuns em plataformas fintech. Empresas de pagamento digital frequentemente incorporam verificações de conformidade nos fluxos de transação para que o monitoramento seja instantâneo.
Para os bancos, essa automação pode reduzir custos operacionais e acelerar processos internos. Também levanta questões sobre o equilíbrio entre supervisão automatizada e supervisão humana em serviços financeiros regulados.
Expansão na Comercialização de Dados
A estratégia inclui outro elemento sensível: vender dados de clientes anonimizados para organizações externas. Lloyds já realiza atividades limitadas de compartilhamento de dados. O novo plano visa ampliar esses esforços.
Documentos internos descrevem o objetivo de transformar capacidades técnicas em produtos que gerem renda adicional. Ao anonimizar informações de clientes, o banco acredita que pode fornecer insights a empresas terceiras, protegendo a identidade pessoal.
Esses serviços poderiam incluir tendências de consumo agregadas ou indicadores econômicos derivados de padrões de transação. Os bancos possuem grandes conjuntos de dados que revelam como famílias e empresas gastam dinheiro. Essas informações podem ter valor para empresas que estudam comportamento do consumidor.
Os documentos sugerem que o Lloyds pretende ir além dos serviços bancários tradicionais, oferecendo produtos de dados técnicos a clientes externos.
Questões sobre a Estratégia de Dados
O uso de dados continua sendo uma questão delicada para instituições financeiras. Os bancos operam sob obrigações rígidas de privacidade. Os clientes esperam que suas informações financeiras permaneçam confidenciais.
O Lloyds já enfrentou críticas anteriormente por práticas internas de dados. Relatórios anteriores revelaram que o banco analisou dados de contas anonimizados de milhares de funcionários enquanto se preparava para negociações salariais com sindicatos.
Embora os dados não identificassem indivíduos, a análise gerou debates sobre até que ponto os bancos devem usar informações financeiras para fins internos ou comerciais.
Expandir as vendas de dados pode gerar mais discussões. Mesmo conjuntos de dados anonimizados exigem governança cuidadosa. Reguladores frequentemente examinam como as instituições financeiras lidam com o compartilhamento de dados, especialmente quando terceiros estão envolvidos.
O Lloyds afirma que seus processos protegem a identidade pessoal removendo detalhes identificadores antes que as informações saiam do banco. Ainda assim, a sensibilidade pública em relação a dados financeiros permanece alta.
Mudanças na Força de Trabalho para Papéis Tecnológicos
O programa também inclui mudanças no perfil da força de trabalho do banco. Lloyds planeja aumentar a proporção de funcionários em funções relacionadas à tecnologia e dados.
Grandes bancos tradicionalmente empregam um número significativo de funcionários em operações e agências. Tendências de banking digital já reduziram a necessidade de alguns processos manuais.
Construir uma força de trabalho mais forte em tecnologia reflete um padrão mais amplo na indústria. Instituições financeiras competem com empresas de tecnologia por engenheiros, especialistas em dados e profissionais de cibersegurança.
Ao fortalecer essas capacidades internamente, o Lloyds espera modernizar seus sistemas mais rapidamente e reduzir a dependência de contratados externos.
Concorrência de Bancos Digitais
O programa surge enquanto os bancos enfrentam pressão contínua de concorrentes digitais. Empresas fintech e bancos exclusivamente online, como Revolut, conquistaram reputação por atualizações rápidas de produtos e serviços digitais simples.
Os bancos tradicionais investiram pesado para responder. Muitos melhoraram seus aplicativos móveis e plataformas online. Ainda assim, a infraestrutura subjacente muitas vezes permanece complexa. Camadas de sistemas construídos ao longo de décadas podem tornar mudanças lentas e caras.
Essa complexidade cria uma desvantagem frente a empresas construídas inteiramente sobre stacks de software modernos.
A estratégia tecnológica do Lloyds tenta resolver esse problema ao reduzir a fragmentação de sistemas e incorporar mais automação.
Objetivo: Um Banco ao Estilo Fintech
Os documentos internos indicam que o diretor de operações, Ron van Kemenade, deseja que o Lloyds se torne a maior instituição ao estilo fintech do Reino Unido.
A expressão reflete ambição, não uma categoria formal. O Lloyds já está entre os maiores bancos do país em número de clientes. O objetivo parece focar em operar com processos tecnológicos mais próximos aos usados por fintechs.
Esse modelo enfatiza desenvolvimento de software, análise de dados e controles automatizados como capacidades centrais, ao invés de funções de suporte.
Para um banco com quase três décadas de tentativas de transformação digital, esse esforço representa mais um passo em uma longa jornada tecnológica.
Direção do Setor
A estratégia do Lloyds ilustra um padrão mais amplo no setor bancário. Grandes instituições continuam a modernizar a tecnologia enquanto buscam novas fontes de receita.
Automação promete custos menores e operações mais rápidas. Serviços de dados oferecem potenciais fontes de renda além de empréstimos e pagamentos tradicionais.
Ao mesmo tempo, reguladores e clientes observam de perto como os bancos implementam essas ferramentas. Dados financeiros e sistemas de decisão automatizada carregam altos riscos.
O programa do Lloyds busca equilibrar ambos os lados: reduzir a complexidade interna enquanto amplia a gama de serviços que pode oferecer.
Se essas ambições terão sucesso dependerá da execução. Projetos tecnológicos no setor bancário frequentemente levam anos e requerem ajustes constantes.
Ainda assim, a direção é clara. Grandes bancos cada vez mais se descrevem em termos antes reservados às fintechs. O Lloyds agora parece decidido a provar essa afirmação por meio de sua estratégia tecnológica.