Poucas coisas no mundo dos investimentos se mostram verdadeiramente imparáveis. No entanto, ao analisar cuidadosamente o mercado de ações, certas empresas destacam-se por serem mais resilientes e orientadas para o crescimento do que outras. Claro que, para identificar quais são, é preciso olhar além de manchetes chamativas e do momentum recente. Esta análise examina duas empresas que demonstraram tanto escala quanto escalabilidade — empresas com verdadeiras vantagens competitivas e flexibilidade para explorar múltiplos caminhos de crescimento.
Por que estas ações de crescimento merecem uma segunda análise
O que diferencia investimentos excepcionais de longo prazo da maioria? Empresas com vantagens competitivas duradouras — pense em reconhecimento de marca forte e altos custos de mudança para os clientes — tendem a superar o mercado. Adicione a isso a opcionalidade — a capacidade de uma empresa de pivotar para novas oportunidades lucrativas — e você identifica as características que vale a pena buscar numa carteira de longo prazo.
Ambas as empresas perfiladas abaixo compartilham esses atributos. Cada uma já atingiu uma escala significativa, mas mantém espaço considerável para expansão. Talvez o mais intrigante: ambas continuam com uma avaliação atrativa pelos padrões históricos, negociando abaixo de suas médias de múltiplos preço/lucro dos últimos cinco anos.
Líder do comércio digital na América Latina: MercadoLibre (MELI)
MercadoLibre, avaliada em aproximadamente 116 bilhões de dólares, funciona como um ecossistema digital completo na América Latina. A plataforma assemelha-se a uma combinação de Amazon e PayPal, unindo um marketplace de e-commerce dominante com capacidades financeiras robustas. Operando em 18 países, a empresa serve como uma plataforma integrada para compra, venda, empréstimos, facilitação de pagamentos e soluções de seguro.
Os indicadores de engajamento dos usuários contam uma história convincente: 77 milhões de compradores ativos únicos no marketplace e 72 milhões de usuários fintech mensais — ambos crescendo a taxas superiores a 25% ao ano. Os resultados do terceiro trimestre reforçaram essa trajetória, com receitas líquidas crescendo 39% em relação ao ano anterior e margens de lucro líquido atingindo 5,7%.
A avaliação também é bastante atrativa. O índice de preço/lucro futuro está em 31, bastante abaixo da média de 64 dos últimos cinco anos. O que torna isso especialmente interessante é que a penetração do comércio eletrônico na América Latina gira em torno de apenas 15%. Para contextualizar, isso significa que cerca de 85% do mercado potencial ainda está praticamente inexplorado. Com a adoção digital acelerando e a confiança do consumidor crescendo, a MercadoLibre possui um potencial de expansão extraordinário.
A espinha dorsal da infraestrutura de IA: Nvidia (NVDA)
Nvidia domina o setor de semicondutores, com uma capitalização de mercado de 4,6 trilhões de dólares — tornando-se a maior fabricante de chips do mundo por avaliação. A trajetória tem sido notável: a receita do terceiro trimestre aumentou 62% em relação ao ano anterior, enquanto o lucro líquido saltou 65%.
A transformação da empresa merece destaque. Inicialmente reconhecida por seus processadores gráficos para jogos, a Nvidia evoluiu para se tornar o provedor de infraestrutura crítica para aplicações de inteligência artificial. As unidades de processamento gráfico (GPUs) fabricadas pela Nvidia alimentam os data centers onde ocorre a maior parte do processamento de IA globalmente.
Um colega projeta que a Nvidia pode alcançar uma avaliação de até 10 trilhões de dólares até 2030, em parte ao estabelecer parcerias que posicionam a empresa como um player verticalmente integrado — fornecendo não apenas chips, mas também software e soluções de rede em todo o ecossistema de IA. Se sua tese de investimento assume uma expansão contínua da IA e um aumento acelerado na construção de data centers, as perspectivas de crescimento da Nvidia parecem bastante promissoras.
Quanto à avaliação: o múltiplo de preço/lucro futuro recentemente estava em 24, bem abaixo da média de 37 dos últimos cinco anos. Claro que esse desconto em relação às médias históricas sugere que o mercado pode estar precificando desafios futuros ou simplesmente refletindo um sentimento mais moderado em comparação com a euforia passada.
Visão geral da avaliação: ambas negociando abaixo das médias históricas
O que chama a atenção de muitos investidores nessas duas empresas é a desconexão de preços. Apesar de demonstrarem aceleração de crescimento, ambas negociam a avaliações abaixo de suas normas históricas:
MercadoLibre: P/E futuro de 31 versus média de 64 dos últimos cinco anos
Nvidia: P/E futuro de 24 versus média de 37 dos últimos cinco anos
Essa diferença de avaliação cria uma assimetria interessante. Normalmente, empresas com crescimento explosivo de receitas comandam múltiplos premium. O fato de ambas negociarem com desconto sugere, ou cautela de mercado de curto prazo, ou uma oportunidade genuína para investidores pacientes.
Conclusão: por que essas empresas importam
Construir uma carteira resiliente de longo prazo exige equilibrar potencial de crescimento com uma avaliação realista. Tanto a MercadoLibre quanto a Nvidia exibem características de investimentos atraentes a longo prazo: execução comprovada, oportunidades de mercado remanescentes, vantagens competitivas duradouras e — claro — pontos de entrada razoáveis em relação ao contexto histórico.
Investidores que buscam exposição a tendências seculares transformadoras — seja a expansão do comércio digital na América Latina ou a proliferação de infraestrutura de inteligência artificial — podem considerar essas empresas como opções sérias. O equilíbrio específico e o tamanho das posições dependem do apetite ao risco individual e do horizonte de investimento, mas o caso fundamental de cada uma parece razoavelmente fundamentado tanto no momentum de curto prazo quanto em tendências estruturais de longo prazo.
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Duas Potências de Mercado a Considerar em 2026 — Claro Incluindo Nvidia (NVDA)
Poucas coisas no mundo dos investimentos se mostram verdadeiramente imparáveis. No entanto, ao analisar cuidadosamente o mercado de ações, certas empresas destacam-se por serem mais resilientes e orientadas para o crescimento do que outras. Claro que, para identificar quais são, é preciso olhar além de manchetes chamativas e do momentum recente. Esta análise examina duas empresas que demonstraram tanto escala quanto escalabilidade — empresas com verdadeiras vantagens competitivas e flexibilidade para explorar múltiplos caminhos de crescimento.
Por que estas ações de crescimento merecem uma segunda análise
O que diferencia investimentos excepcionais de longo prazo da maioria? Empresas com vantagens competitivas duradouras — pense em reconhecimento de marca forte e altos custos de mudança para os clientes — tendem a superar o mercado. Adicione a isso a opcionalidade — a capacidade de uma empresa de pivotar para novas oportunidades lucrativas — e você identifica as características que vale a pena buscar numa carteira de longo prazo.
Ambas as empresas perfiladas abaixo compartilham esses atributos. Cada uma já atingiu uma escala significativa, mas mantém espaço considerável para expansão. Talvez o mais intrigante: ambas continuam com uma avaliação atrativa pelos padrões históricos, negociando abaixo de suas médias de múltiplos preço/lucro dos últimos cinco anos.
Líder do comércio digital na América Latina: MercadoLibre (MELI)
MercadoLibre, avaliada em aproximadamente 116 bilhões de dólares, funciona como um ecossistema digital completo na América Latina. A plataforma assemelha-se a uma combinação de Amazon e PayPal, unindo um marketplace de e-commerce dominante com capacidades financeiras robustas. Operando em 18 países, a empresa serve como uma plataforma integrada para compra, venda, empréstimos, facilitação de pagamentos e soluções de seguro.
Os indicadores de engajamento dos usuários contam uma história convincente: 77 milhões de compradores ativos únicos no marketplace e 72 milhões de usuários fintech mensais — ambos crescendo a taxas superiores a 25% ao ano. Os resultados do terceiro trimestre reforçaram essa trajetória, com receitas líquidas crescendo 39% em relação ao ano anterior e margens de lucro líquido atingindo 5,7%.
A avaliação também é bastante atrativa. O índice de preço/lucro futuro está em 31, bastante abaixo da média de 64 dos últimos cinco anos. O que torna isso especialmente interessante é que a penetração do comércio eletrônico na América Latina gira em torno de apenas 15%. Para contextualizar, isso significa que cerca de 85% do mercado potencial ainda está praticamente inexplorado. Com a adoção digital acelerando e a confiança do consumidor crescendo, a MercadoLibre possui um potencial de expansão extraordinário.
A espinha dorsal da infraestrutura de IA: Nvidia (NVDA)
Nvidia domina o setor de semicondutores, com uma capitalização de mercado de 4,6 trilhões de dólares — tornando-se a maior fabricante de chips do mundo por avaliação. A trajetória tem sido notável: a receita do terceiro trimestre aumentou 62% em relação ao ano anterior, enquanto o lucro líquido saltou 65%.
A transformação da empresa merece destaque. Inicialmente reconhecida por seus processadores gráficos para jogos, a Nvidia evoluiu para se tornar o provedor de infraestrutura crítica para aplicações de inteligência artificial. As unidades de processamento gráfico (GPUs) fabricadas pela Nvidia alimentam os data centers onde ocorre a maior parte do processamento de IA globalmente.
Um colega projeta que a Nvidia pode alcançar uma avaliação de até 10 trilhões de dólares até 2030, em parte ao estabelecer parcerias que posicionam a empresa como um player verticalmente integrado — fornecendo não apenas chips, mas também software e soluções de rede em todo o ecossistema de IA. Se sua tese de investimento assume uma expansão contínua da IA e um aumento acelerado na construção de data centers, as perspectivas de crescimento da Nvidia parecem bastante promissoras.
Quanto à avaliação: o múltiplo de preço/lucro futuro recentemente estava em 24, bem abaixo da média de 37 dos últimos cinco anos. Claro que esse desconto em relação às médias históricas sugere que o mercado pode estar precificando desafios futuros ou simplesmente refletindo um sentimento mais moderado em comparação com a euforia passada.
Visão geral da avaliação: ambas negociando abaixo das médias históricas
O que chama a atenção de muitos investidores nessas duas empresas é a desconexão de preços. Apesar de demonstrarem aceleração de crescimento, ambas negociam a avaliações abaixo de suas normas históricas:
Essa diferença de avaliação cria uma assimetria interessante. Normalmente, empresas com crescimento explosivo de receitas comandam múltiplos premium. O fato de ambas negociarem com desconto sugere, ou cautela de mercado de curto prazo, ou uma oportunidade genuína para investidores pacientes.
Conclusão: por que essas empresas importam
Construir uma carteira resiliente de longo prazo exige equilibrar potencial de crescimento com uma avaliação realista. Tanto a MercadoLibre quanto a Nvidia exibem características de investimentos atraentes a longo prazo: execução comprovada, oportunidades de mercado remanescentes, vantagens competitivas duradouras e — claro — pontos de entrada razoáveis em relação ao contexto histórico.
Investidores que buscam exposição a tendências seculares transformadoras — seja a expansão do comércio digital na América Latina ou a proliferação de infraestrutura de inteligência artificial — podem considerar essas empresas como opções sérias. O equilíbrio específico e o tamanho das posições dependem do apetite ao risco individual e do horizonte de investimento, mas o caso fundamental de cada uma parece razoavelmente fundamentado tanto no momentum de curto prazo quanto em tendências estruturais de longo prazo.