Por que é que agora muitos estudantes estão a desenvolver problemas psicológicos?
Observar jovens mentalmente fortes: sem dinheiro no bolso, sem planos para o futuro, mas sem desânimo ou apatia. Alguns grupos de amigos andam de mota elétrica, felizes a sair para se divertir. Levam umas chapadas, ficam com o rosto cheio de sangue, gritam "irmãos, na próxima volta vamos fazer melhor". As feridas ainda não cicatrizaram, e eles já começam o dia a sorrir, cheios de energia. E os estudantes da mesma idade? Alguns parecem muito parados, muito apáticos. Não só apanhar, mas também conflitos com colegas de quarto ou isolamento podem levar à depressão. Qual é a diferença? É bastante evidente: um estuda, o outro não? Mas se pensarmos que os problemas psicológicos são causados pelo excesso de pressão académica, há um problema: a pressão dos jovens mentalmente fortes também não é pouca. Namorada trocada, irmãos em conflito, e-bike roubada, número de identidade exposto — a sociedade é mais complexa do que a escola. No entanto, o outro lado simplesmente não sente a pressão. A diferença está na forma de libertar a pressão. Os jovens mentalmente fortes podem insultar, lutar, rebelar-se contra os pais, até mesmo desafiar figuras de autoridade. Quando estão tristes ou chateados, têm irmãos ou namoradas com quem desabafar. Sempre que há uma oportunidade de se exibirem, fazem uma grande cena, libertando toda a tensão. A pressão é libertada, e eles não se sentem sufocados. E os estudantes? Não só não libertam a pressão, como continuam a ser pressionados. Querem ficar entre os cinco melhores da turma, os pais comentam de forma indiferente, dizendo "não te orgulhes, sê humilde, continua a esforçar-te, o caminho ainda é longo". Como a pressão não é libertada, ela só aumenta. Podem desabafar com amigos, mas no ambiente escolar, os colegas também estão a ser pressionados constantemente. Eles também ouvem "não te orgulhes, sê humilde, continua a esforçar-te, o caminho ainda é longo", sem saberem o que fazer ou como te ajudar. Uma parte considerável aceita que a pressão é correta. Pedir ajuda aos professores? Além de pressão, mais pressão. Assim, vão acumulando, ficando cada vez mais desconfortáveis, cada vez mais estranhos. Não toleram nem uma pequena exibição de vaidade ou arrogância, achando que quem não faz pressão é superficial e sem futuro. Todos à volta têm que estar tensos, a manter uma humildade doentia, para se sentirem seguros. Percebem que algo está errado, mas pensam que tudo se resolve com a entrada no mercado de trabalho. Quando entram no emprego, as reuniões trazem de volta a pressão familiar. Só então percebem que a maioria das pessoas na empresa, desde os líderes até aos funcionários, também seguiu este caminho. Olhando para trás, veem uma estrada extremamente distorcida. O caminho que os estudantes mais comuns percorrem é, na verdade, ainda mais distorcido e anormal do que o dos jovens mentalmente fortes. E é por isso que os problemas psicológicos aparecem, é fácil de entender.
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Por que é que agora muitos estudantes estão a desenvolver problemas psicológicos?
Observar jovens mentalmente fortes: sem dinheiro no bolso, sem planos para o futuro, mas sem desânimo ou apatia. Alguns grupos de amigos andam de mota elétrica, felizes a sair para se divertir. Levam umas chapadas, ficam com o rosto cheio de sangue, gritam "irmãos, na próxima volta vamos fazer melhor". As feridas ainda não cicatrizaram, e eles já começam o dia a sorrir, cheios de energia.
E os estudantes da mesma idade? Alguns parecem muito parados, muito apáticos. Não só apanhar, mas também conflitos com colegas de quarto ou isolamento podem levar à depressão. Qual é a diferença? É bastante evidente: um estuda, o outro não? Mas se pensarmos que os problemas psicológicos são causados pelo excesso de pressão académica, há um problema: a pressão dos jovens mentalmente fortes também não é pouca.
Namorada trocada, irmãos em conflito, e-bike roubada, número de identidade exposto — a sociedade é mais complexa do que a escola. No entanto, o outro lado simplesmente não sente a pressão.
A diferença está na forma de libertar a pressão. Os jovens mentalmente fortes podem insultar, lutar, rebelar-se contra os pais, até mesmo desafiar figuras de autoridade. Quando estão tristes ou chateados, têm irmãos ou namoradas com quem desabafar. Sempre que há uma oportunidade de se exibirem, fazem uma grande cena, libertando toda a tensão. A pressão é libertada, e eles não se sentem sufocados.
E os estudantes? Não só não libertam a pressão, como continuam a ser pressionados. Querem ficar entre os cinco melhores da turma, os pais comentam de forma indiferente, dizendo "não te orgulhes, sê humilde, continua a esforçar-te, o caminho ainda é longo". Como a pressão não é libertada, ela só aumenta.
Podem desabafar com amigos, mas no ambiente escolar, os colegas também estão a ser pressionados constantemente. Eles também ouvem "não te orgulhes, sê humilde, continua a esforçar-te, o caminho ainda é longo", sem saberem o que fazer ou como te ajudar. Uma parte considerável aceita que a pressão é correta. Pedir ajuda aos professores? Além de pressão, mais pressão.
Assim, vão acumulando, ficando cada vez mais desconfortáveis, cada vez mais estranhos. Não toleram nem uma pequena exibição de vaidade ou arrogância, achando que quem não faz pressão é superficial e sem futuro. Todos à volta têm que estar tensos, a manter uma humildade doentia, para se sentirem seguros.
Percebem que algo está errado, mas pensam que tudo se resolve com a entrada no mercado de trabalho. Quando entram no emprego, as reuniões trazem de volta a pressão familiar. Só então percebem que a maioria das pessoas na empresa, desde os líderes até aos funcionários, também seguiu este caminho. Olhando para trás, veem uma estrada extremamente distorcida. O caminho que os estudantes mais comuns percorrem é, na verdade, ainda mais distorcido e anormal do que o dos jovens mentalmente fortes. E é por isso que os problemas psicológicos aparecem, é fácil de entender.