Ao longo de toda a minha vida, fui mal interpretada, porque as pessoas não pensam duas vezes antes de saltar para a conclusão mais conveniente na cabeça delas.


Na escola, eu era sempre aquela que se sentava sozinha a comer o meu frango e batata-doce, estudando e revisando as coisas antes de um exame importante.
No ensino secundário, enquanto outras raparigas reclamavam de como os rapazes nunca as abordavam, decidi tomar as rédeas da minha vida. Comecei a usar o Tinder e não tive problema em dar o primeiro passo. Claro que fui bastante julgada por isso. Mas foi assim também que conheci o meu namorado, que está comigo há mais de 11 anos.
Na universidade, novamente, eu era a maior parte do tempo sozinha. Era demais para as pessoas lidarem com a rapariga bonita e inteligente numa faculdade de engenharia dominada por homens.
Quando comecei a trabalhar como jovem engenheira e me disseram para apenas ouvir porque “é assim que o mundo funciona”, percebi que essa frase é muitas vezes usada como desculpa para aceitar coisas com as quais não concordamos. Desisti. Decidi que essa batalha não era minha.
Depois veio a cripto.
Estar sozinha já era normal na minha vida, mas aqui encontrei algo diferente. Encontrei todos vocês — a minha comunidade, o meu lugar. No começo, nada disto tinha a ver com construir um negócio ou ganhar dinheiro. Era simplesmente sobre encontrar o meu caminho na vida, e de alguma forma consegui.
Então sim, muitas pessoas vão me chamar de vadia, puta, ou o que quiserem. As pessoas são rápidas a julgar quando veem onde estás agora. Elas não sabem de onde vieste ou quem tu realmente és.
Mas eu sei.
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