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Ellison aos 82 anos: de órfão abandonado a soberano da riqueza digital
Em setembro de 2025, Larry Ellison atingiu uma conquista que poucos poderiam imaginar para um rapaz criado no Bronx sem recursos familiares. Aos 81 anos, tornou-se oficialmente o homem mais rico do mundo, com um património que ultrapassou os 393 mil milhões de dólares num único dia. Como é que este magnata do Vale do Silício conseguiu subir ainda mais alto ao longo da sua vida rebelde e indomável?
Da rua ao império: o programador que fundou a revolução dos bancos de dados
A história de Ellison começa num contexto de extrema pobreza. Nascido em 1944 numa família disfuncional, foi abandonado à tia em Chicago aos nove meses. Sem recursos económicos significativos e com uma família adotiva modesta, Ellison iniciou o percurso universitário na Universidade de Illinois, mas abandonou-o após o segundo ano. Dois anos depois, na Universidade de Chicago, durou ainda menos: apenas um semestre antes de desistir novamente.
Essa decisão não foi uma derrota, mas o início da sua verdadeira educação. Nos anos 60, mudou-se para Berkeley, na Califórnia, considerando aquela comunidade como o lugar onde as pessoas “pareciam mais livres e mais inteligentes”. Trabalhou como programador freelancer antes de, no início dos anos 70, ingressar na Ampex Corporation, uma empresa especializada em tecnologias de armazenamento e gestão de dados.
Foi precisamente na Ampex que Ellison participou num projeto destinado a mudar a sua vida: desenvolver um sistema de base de dados para a CIA com o nome de código “Oracle”. Em 1977, aos 32 anos, Ellison e os colegas Bob Miner e Ed Oates investiram 2.000 dólares para fundar a Software Development Laboratories. A sua intuição foi revolucionária: criar uma base de dados comercial universal baseada no modelo relacional. Não era uma tecnologia completamente nova, mas Ellison possuía aquela visão comercial que outros não tinham. Em 1986, quando a Oracle foi cotada na Nasdaq, o seu nome já era sinónimo de potência no mercado de software empresarial.
Oracle entre as ondas: como Ellison dominou e depois se reinventou
Durante mais de quarenta anos, Ellison personificou o espírito da Oracle. Ocupou praticamente todas as posições de liderança, guiando a empresa através de momentos de glória e períodos de incerteza. Quando a computação em nuvem explodiu nos anos 2000, a Oracle parecia ficar para trás em relação a concorrentes como a Amazon AWS e a Microsoft Azure. No entanto, graças ao domínio consolidado nos bancos de dados e ao profundo conhecimento dos clientes empresariais, Ellison manteve a Oracle numa posição central no software empresarial.
A verdadeira transformação chegou com a inteligência artificial generativa. Em setembro de 2025, a Oracle anunciou uma colaboração plurianual de 300 mil milhões de dólares com a OpenAI e outros contratos estratégicos. O mercado respondeu com uma subida das ações superior a 40% num único dia, o maior aumento desde a cotação. Ellison tinha reconhecido a mudança tecnológica iminente: enquanto outras empresas tradicionais lutavam para se transformar, ele liderou uma profunda reestruturação, despedindo milhares de funcionários dos departamentos tradicionais e reinvestindo massivamente em infraestruturas de IA e data centers. Era o seu “regresso tardio”, e o mercado premiou-o.
O homem indomável: disciplina, desporto e uma sequência de casamentos
Por trás do magnata, esconde-se um personagem que desafia os estereótipos da idade. Ellison possui 98% da ilha havaiana de Lanai, vilas luxuosas e alguns dos iates mais prestigiados do mundo. No entanto, a sua riqueza não o tornou sedentário. Uma paixão quase instintiva liga-o à água e ao vento. Em 1992, após quase perder a vida num acidente de surf, em vez de afastar-se deste desporto, dedicou-se ainda mais intensamente.
Em 2013, a sua Oracle Team USA realizou uma recuperação histórica, vencendo a America’s Cup. Em 2018, fundou a SailGP, uma liga de catamarãs de altíssima velocidade que hoje atrai investidores de renome mundial. O ténis é outra obsessão: revitalizou o torneio de Indian Wells, transformando-o no que muitos chamam o “quinto Grande Slam”.
A disciplina pessoal de Ellison é lendária no mundo dos negócios. Testemunhos de ex-dirigentes relatam um homem que, nos anos 90 e 2000, treinava horas diárias, consumia apenas água e chá verde, e seguia uma alimentação rigorosa. Aos 82 anos, continua extraordinariamente enérgico, muitas vezes descrito como “20 anos mais jovem que os seus pares”.
No plano sentimental, a vida privada de Ellison foi igualmente agitada. Após quatro casamentos e várias relações públicas, em 2024 surpreendeu novamente ao casar discretamente com Jolin Zhu, uma mulher de origem chinesa significativamente mais jovem que ele. A notícia surgiu de um documento universitário que mencionava uma doação conjunta. Segundo relatos, Zhu nasceu em Shenyang e é formada na Universidade de Michigan. Um padrão emerge: para Ellison, tanto as ondas como o coração permanecem igualmente irresistíveis.
Da Silicon Valley a Hollywood e além: a expansão da família Ellison
A riqueza de Ellison não fica confinada ao seu império pessoal. O seu filho David adquiriu o controlo da Paramount Global, a empresa-mãe da CBS e MTV, por 8 mil milhões de dólares, dos quais 6 provêm de fundos familiares. A família Ellison assim atravessou as portas de Hollywood. Enquanto o patriarca domina a tecnologia global, a próxima geração constrói influência no setor do entretenimento. Duas esferas de poder que se cruzam.
No plano político, Ellison sempre foi um apoiador ativo do Partido Republicano, financiando candidaturas e iniciativas estratégicas. Em janeiro de 2025, apareceu na Casa Branca junto aos CEOs da SoftBank e da OpenAI para anunciar um gigantesco projeto de infraestruturas de IA no valor de 500 mil milhões de dólares. Não se trata de uma jogada puramente comercial, mas de uma extensão deliberada do poder político e económico de Ellison.
Generosidade calculada: a visão filantrópica de Ellison para o futuro
Em 2010, Ellison assinou o “Giving Pledge”, comprometendo-se a doar pelo menos 95% da sua riqueza. Ao contrário de Bill Gates e Warren Buffett, prefere agir de forma autónoma. Em uma entrevista, explicou que valoriza “a solidão e a recusa em ser influenciado pelas ideias alheias”.
Em 2016, doou 200 milhões de dólares à Universidade do Sul da Califórnia para fundar um centro de investigação oncológica. Mais recentemente, anunciou o Ellison Institute of Technology, desenvolvido em colaboração com a Universidade de Oxford, focado em investigação médica, agricultura sustentável e energias renováveis. A sua visão filantrópica reflete os mesmos princípios que guiaram a Oracle: antecipar o futuro e investir com determinação nas soluções que o moldarão.
A lenda continua: Ellison e a era da transformação
Aos 82 anos, Larry Ellison permanece o protótipo do rebelde que a riqueza não acalmou. Partiu de uma infância de abandono, construiu um império nos bancos de dados, antecipou a revolução da computação em nuvem, e agora domina o mercado de infraestruturas de IA. A sua “reviravolta tardia” no setor da inteligência artificial demonstra que a lenda dos titãs da tecnologia está longe de terminar.
Ellison encarna um contraste fascinante: luxo e disciplina, poder e solidão, casamentos e independência. O trono do homem mais rico do mundo pode oscilar, mas o que permanece constante é a sua capacidade de se reinventar, de ler o futuro antes que ele chegue, e de transformá-lo em poder. Para quem o acompanhou ao longo das décadas, uma coisa é certa: o velho magnata do Vale do Silício ainda não terminou de surpreender o mundo.