Percebi que muitos traders iniciantes ignoram um dos padrões técnicos mais eficazes – o pennant. E porquê? Este padrão pode ser um excelente auxiliar no trading de pennants, se o compreenderem corretamente.



Um pennant é uma figura de consolidação que indica a continuação da tendência. Forma-se relativamente rápido, geralmente ao longo de algumas semanas, no máximo três. Aparece aproximadamente no meio do movimento, e este é um momento muito importante – quando o preço já percorreu uma boa parte, mas ainda há força para continuar.

Quando apanho um pennant, a primeira coisa que olho é o mastro. Deve ser um movimento abrupto e agressivo para cima ou para baixo. Se o movimento for lento e pouco convincente, então não será um bom pennant. Após esse movimento forte, o preço começa a negociar numa faixa estreita, estreitando-se numa forma de pequeno triângulo simétrico. A linha de tendência superior aponta para baixo, a inferior aponta para cima, e elas encontram-se num ponto.

No trading de pennants, há várias formas de entrar. Pode entrar na quebra da linha do padrão na direção da tendência – esta é a opção mais clássica. Ou esperar que o preço toque numa das linhas do pennant e rebata, e depois entrar na continuação. A terceira opção é esperar pelo primeiro retrocesso após a quebra e entrar nesse momento. Cada método faz sentido dependendo do seu estilo.

Quanto aos objetivos, aqui funciona uma conta simples. Medo a altura do mastro – a distância desde o início do movimento forte até ao momento em que começou a consolidação. Depois, projeto essa mesma distância a partir do nível de quebra. Assim obtenho o nível-alvo.

O pennant de alta forma-se numa tendência de alta – subida forte, depois uma pausa, e depois novamente para cima. O pennant de baixa – pelo contrário, queda abrupta, consolidação, e depois continuação da descida. A lógica de trading é a mesma, apenas as direções são opostas.

Mas aqui é preciso ser honesto. Pesquisas mostram que o pennant não é um padrão tão fiável quanto muitos pensam. Thomas Bulkovski testou mais de 1600 pennants e descobriu que quebras mal-sucedidas ocorrem em cerca de 54% dos casos tanto em movimentos ascendentes como descendentes. Quebras bem-sucedidas representam 35% para movimentos para cima e 32% para movimentos para baixo. A média de movimento após o gatilho foi de cerca de 6,5%. Não é animador, pois não?

Por isso, o trading com pennants exige disciplina na gestão de riscos. O stop-loss deve ser colocado de forma precisa – um pouco acima da linha de resistência para o pennant de alta ou um pouco abaixo da linha de suporte para o de baixa. Não se deve dar demasiado espaço ao preço.

Diferenciar o pennant de padrões semelhantes também é importante. O flag parece um pennant, mas a forma de consolidação do flag é retangular, não triangular. O wedge também pode ser uma reversão, e não apenas uma continuação de tendência, e não precisa de um mastro claramente definido. O triângulo simétrico é maior e não requer um movimento anterior tão agressivo.

No geral, o pennant não é uma solução mágica. É apenas uma ferramenta, e como qualquer ferramenta, funciona melhor nas mãos de quem a entende. É melhor combiná-lo com outros métodos de análise técnica para aumentar as hipóteses de sucesso. E lembre-se – a qualidade da tendência que precede o pennant determina a qualidade da quebra. Um movimento agressivo antes do padrão geralmente indica um movimento agressivo após.
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