Analisando alguns dos movimentos do setor de genética dos últimos anos e, honestamente, o momentum nas ações de terapia genética tem sido bastante impressionante de acompanhar. O mercado de testes genéticos, em particular, amadureceu significativamente, especialmente com empresas a obter aprovações da FDA para terapias que há poucos anos pareciam impossíveis.



O mercado de genética em si é enorme — estimado em US$8,98 mil milhões em 2024, com previsão de atingir US$57,13 mil milhões até 2034. Isso representa uma taxa de crescimento anual composta de 18,52%, o que explica porque tantas empresas de biotecnologia estão a investir pesado nesta área.

Deixe-me destacar algumas que chamaram atenção. Avidity Biosciences (RNA) foi uma das maiores movimentações — a sua plataforma de conjugados de anticorpos com oligonucleotídeos para doenças musculares raras mostrou potencial sério. Obteve status de terapia inovadora da FDA para distrofia miotónica, e quando divulgaram dados positivos de Fase 1/2 mostrando reduções superiores a 50% em certos marcadores genéticos, a ação disparou. Chegou a atingir cerca de US$52,50 em novembro de 2024.

Wave Life Sciences (WVE) foi outro caso interessante — estão a trabalhar com medicamentos à base de RNA e demonstraram o que chamaram de primeira edição terapêutica de RNA em humanos. Esse tipo de marco costuma chamar a atenção do mercado. As ações subiram bastante após essa notícia, atingindo picos em torno de US$16,44.

UniQure (QURE) provavelmente tem a vitória mais concreta — foi a primeira no mundo a aprovar uma terapia genética para hemofilia B, em novembro de 2022. Isso não é mais teoria, é um medicamento comercializado. Estão a avançar com terapias para a doença de Huntington e conseguiram uma via de aprovação acelerada junto da FDA, o que é um grande feito.

Sangamo Therapeutics (SGMO) teve altos e baixos — dados positivos de Fase 3 para o tratamento da hemofilia A, mas depois sofreu uma queda quando a Pfizer decidiu sair da colaboração no final de 2024. Essa volatilidade é comum no setor de biotecnologia, especialmente quando parcerias mudam.

Stoke Therapeutics (STOK) foca em medicamentos de RNA para epilepsia genética, recebeu a designação de terapia inovadora para o candidato à síndrome de Dravet. Mais um exemplo de ações de testes genéticos e empresas de terapia genética realmente a moverem a agulha em problemas médicos reais.

Todo o setor parece estar a passar de uma fase de 'pesquisa promissora' para 'terapias realmente aprovadas', o que muda bastante o perfil de risco. Vale a pena ficar de olho se estiver a acompanhar o setor de biotecnologia ou medicina genética.
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