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Recentemente, analisei um relatório sobre a produção global de alumínio e descobri algumas mudanças interessantes na estrutura da indústria.
Falando sobre aluminium production in world, muitas pessoas podem não prestar muita atenção, mas isso na verdade reflete a lógica profunda da competição industrial global. O alumínio parece um metal insignificante, mas é leve, resistente à corrosão e possui excelente condutividade térmica. Desde componentes de aviões até latas de refrigerante e materiais de construção, a sua aplicação é surpreendentemente vasta. Com o avanço das energias renováveis e da transição verde, a posição estratégica do alumínio tornou-se ainda mais importante.
Curiosamente, a estrutura da aluminium production global é altamente concentrada. Uma única China responde por quase 60% da produção mundial, produzindo 43 milhões de toneladas de alumínio em 2024. O que está por trás desse número? Capacidade de manufatura, custos de energia e a integridade da cadeia de produção. A China não só produz alumínio, mas também controla quase 60% da capacidade de produção de bauxita global, o que significa que toda a cadeia, do minério ao produto acabado, está sob seu controle.
No entanto, o que é interessante é que a distribuição das minas de alumínio é completamente diferente. Países como Guiné, Austrália e Vietnã detêm as maiores reservas e produções de bauxita do mundo. Em 2024, a Guiné produziu 130 milhões de toneladas de bauxita, enquanto a Austrália atingiu 100 milhões. Isso cria uma dependência delicada na cadeia de suprimentos — os países de matérias-primas e os de refino estão separados.
A Índia cresceu rapidamente nos últimos dois anos, produzindo 4,2 milhões de toneladas de alumínio em 2024, consolidando-se como o segundo maior produtor global. A vantagem da Índia está no bônus demográfico, nos custos baixos e na presença de grandes empresas como Vedanta e Hindalco, que estão impulsionando a expansão da capacidade. A Rússia, por sua vez, devido às sanções geopolíticas, viu sua produção diminuir, com a RUSAL anunciando uma redução de 6% em 2024.
Na América do Norte, o Canadá, graças à energia elétrica barata (muito hidrelétrica), tem sido o principal fornecedor de alumínio para os EUA, respondendo por 56% das importações americanas. Mas, em 2025, o governo Trump impôs uma tarifa de 25%, o que deve alterar todo o cenário comercial.
O Médio Oriente também está emergindo. Os Emirados Árabes Unidos produziram 2,7 milhões de toneladas em 2024, e o Bahrein, 1,6 milhão. Esses países não possuem minas, dependendo totalmente de importações de matérias-primas, mas, devido ao custo baixo de energia e à localização estratégica, tornaram-se participantes importantes na aluminium production in world.
Embora a Austrália seja o segundo maior produtor de bauxita (100 milhões de toneladas), sua produção de alumínio na própria terra é de apenas 1,5 milhão de toneladas. O problema está no alto custo de energia, que pressiona as operações de fundição. Gigantes globais como Rio Tinto e Alcoa têm operações na Austrália, mas o incentivo para expandir a capacidade é limitado.
O Brasil também está se destacando. Apesar de produzir apenas 1,1 milhão de toneladas, possui a quarta maior reserva de bauxita do mundo e uma capacidade razoável de produção de óxido de alumínio. A Albras, uma dessas empresas, utiliza energia renovável na produção de alumínio, tornando-se um símbolo do alumínio verde.
De modo geral, a aluminium production global apresenta uma característica: uma forte separação entre matérias-primas e refino, com a China dominando a cadeia intermediária, enquanto países ocidentais e do Médio Oriente disputam o mercado downstream. Com o aumento do protecionismo comercial e a aceleração da transição verde, esse padrão continuará evoluindo. Quem tiver interesse, pode acompanhar as movimentações das empresas listadas relacionadas — há muitas oportunidades nessa cadeia de valor.