Droga. Durante o feriado longo, voltei para casa e, porra, fiquei preso dentro da catraca de saída.


Consegui comprar a passagem de trem de alta velocidade, fiz o teste de PCR, mantive o código verde, e até suportei as três horas de espera na conexão do vagão. Mas, ao chegar na porta de casa, a catraca simplesmente não abriu.
Peguei meu cartão de transporte da cidade provincial e carreguei ali cinquenta reais com força. Achava que aquilo era válido em todo o país. Achava. Quando passei na catraca da estação de trem de alta velocidade da cidade provincial, ela ainda abriu uma luz verde para mim, aquele som “bip” tão nítido quanto o canto de uma sabiá. Pensei que fosse um sinal de boas-vindas, agora vejo que foi um sinal de despedida.
Na nova estação de trem da cidade natal, a catraca na saída parecia ter uma rixa comigo. Coloquei o cartão — “Bip! Cartão inválido.” De novo — “Bip! Cartão inválido.” Do lado de fora, dezenas de pessoas com malas e crianças olhavam para mim. Um senhor idoso gritou: “Porra, você vai ou não vai sair?”
Os funcionários vieram olhar meu cartão. Aquele olhar eu já tinha visto antes, quando entreguei a última questão de matemática do vestibular em branco, e o fiscal olhou para minha prova com aquele olhar. Disseram que era um cartão da cidade provincial, que não podia ser usado em outras regiões, que o sistema achava que eu estava tentando burlar a tarifa, e bloqueou.
Apontaram para uma janela de reemissão de bilhetes mais adiante. A fila lá dava duas voltas e meia, maior que na própria viagem de trem. Na janela, tinha um papel A4 colado no topo, escrito “Pagamento na estação”. A fonte era Songti, em negrito, vermelha como sangue, parecendo um filme de terror.
Fiquei lá na fila por quarenta minutos, e só depois de colocar minha impressão digital na ficha de reemissão de bilhete de papel, a catraca finalmente me deixou passar. O bip foi bem alto, toda a passagem parecia estar me observando. Minha esposa disse que, ao passar pela catraca, parecia que eu tinha acabado de sair da prisão.
Os cinquenta reais ainda estão bloqueados no cartão. Não posso tirar, preciso voltar de trem para devolver. O valor do bilhete dá para comer três vezes no KFC.
Coloquei o cartão na geladeira. Ao lado, uma nota dizia: “Da próxima vez, antes de pegar o trem, verifique se é dentro ou fora da área.”
Não seja como eu: três horas de trem, quarenta minutos para sair.
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