Stanford: 35% dos novos sites foram criados por IA - ForkLog: criptomoedas, IA, singularidade, futuro

ИИ AI искусственный интеллект artificial intelligence 2# Stanford: 35% dos novos sites foram criados por IA

Até meados de 2025, cerca de 35% dos novos sites foram criados total ou parcialmente com a ajuda de inteligência artificial. Essa foi a conclusão de pesquisadores da Universidade de Stanford.

Antes do lançamento público do ChatGPT da OpenAI em novembro de 2022, esse índice era zero. Em poucos anos, a proporção de conteúdo gerado por IA cresceu para mais de um terço das últimas publicações na internet.

A proporção de sites totalmente gerados por IA (vermelho), bem como criados com o auxílio de redes neurais (roxo). Fonte: GitHub Os cientistas estudaram 33 meses de cópias arquivadas de sites do Wayback Machine usando o detector Pangram v3. O objetivo era entender como o crescimento de textos de IA está remodelando a estrutura da web mundial.

Principais mudanças

Os pesquisadores observaram uma redução na diversidade semântica. Páginas geradas por redes neurais são 33% mais semelhantes entre si do que textos escritos por humanos. Sites diferentes cada vez mais reproduzem as mesmas ideias com frases praticamente idênticas.

Segundo os autores, o problema não é apenas uma cópia em massa com ajuda de IA. A questão é mais profunda: a variedade de formulações e ideias está se estreitando gradualmente. Grandes modelos de linguagem (LLM) por sua natureza escolhem as respostas mais “médias” e, como resultado, reproduzem um discurso padronizado.

O tom emocional das publicações também mudou. O conteúdo de IA foi 107% mais positivo do que o humano. Em Stanford, isso foi atribuído à tendência já documentada dos LLMs de serem bajuladores.

Durante o treinamento, os desenvolvedores otimizam as redes neurais para respostas agradáveis, seguras e socialmente aceitáveis. Como resultado, uma parte significativa dos novos sites cria um ambiente informacional “esterilmente amigável”. Há menos avaliações duras e conflitos, mas também menos polêmica humana viva.

O que não foi confirmado

Algumas preocupações populares não receberam confirmação estatística. Os pesquisadores não encontraram correlação significativa entre o crescimento de conteúdo de IA e a redução da precisão factual, aumento de erros evidentes ou uniformização estilística dos textos.

À esquerda: correlação entre conteúdo de IA e hipóteses. À direita: proporção de adultos americanos concordando com cada hipótese. Fonte: GitHub Os cientistas também destacaram um efeito que até agora vinha sendo discutido principalmente teoricamente — o colapso do modelo (model collapse).

Se novas redes neurais forem treinadas com dados contendo muito conteúdo de IA, o sistema começa a processar suas próprias respostas médias. Isso reduz a variabilidade, prejudica a qualidade e ameaça fazer com que, no futuro, os LLMs aprendam não com humanos, mas com o “eco sintético” de seus predecessores.

Especialistas, junto com o Internet Archive, planejam transformar a pesquisa em um sistema de monitoramento contínuo da proporção de conteúdo de IA na internet.

Lembrando que, em meados de abril, na Universidade de Stanford, foi apontado o ritmo acelerado de desenvolvimento da IA. Os pesquisadores informaram que as redes neurais quase igualaram os humanos na realização de tarefas no computador.

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