Muitas pessoas ao longo da vida já tiveram momentos assim de confusão.


Não é uma sensação de déjà vu comum, mas uma súbita sensação de despertar em um instante, percebendo que tudo o que está acontecendo diante de seus olhos, claramente, já foi percorrido com atenção em outra linha do tempo invisível.
A cena diante de você, o sabor no coração, as pessoas que você deseja encontrar, os encontros que surgem de repente, até mesmo aquela mistura de ansiedade e tranquilidade, tudo parece tão familiar que parece uma cena do ontem. A pessoa fica parada no mesmo lugar, mas sente que nunca esteve realmente avançando, apenas dando voltas e mais voltas, até que acaba retornando à antiga trilha que já passou por ela.
Os dias são novos, a cidade é desconhecida, todos os encontros ao redor parecem acasos sem intenção, mas no fundo do coração, claramente se lembra que essa cena, esse momento, esse estado de espírito, já foi previamente desenhado e reproduzido na subconsciente.
Quanto mais a pessoa vagueia e se desloca, despedindo-se do passado e indo em direção ao desconhecido, mais fácil é cair na confusão de um tempo sobreposto.
O destino nunca fala alto, apenas lembra suavemente com esses momentos fragmentados: você percorreu um caminho cheio de tropeços até hoje, e aqueles obstáculos que você achava que não poderia superar, os abismos que parecia não conseguir atravessar, na verdade, você os passou com calma, uma e outra vez.
Não há motivo para temer, todos os reencontros e ciclos com uma sensação de destino no mundo são sinais de que os dias estão lentamente se acalmando e o coração está se estabilizando.
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