Por que as crianças não precisam entrar na "sociedade" tão cedo? Aqui, "sociedade" também inclui a escola. Porque uma socialização verdadeiramente saudável deve acontecer após a formação da subjetividade, e não ser coberta precocemente pelo coletivo antes que a subjetividade seja estabelecida. Se uma criança entra cedo em um ambiente coletivo de forte avaliação, forte comparação e regras rígidas, o que ela aprende primeiro geralmente não é independência e maturidade, mas conformar-se, reprimir-se, sensibilidade e dependência de avaliações externas.


Antes de saber "quem sou", ela já começa a aprender "quem os outros esperam que eu seja". Assim, muitas pessoas, ao se tornarem adultas, ainda vivem sob o olhar dos outros: medo da negação, hábito de agradar, falta de limites, medo de expressar pensamentos verdadeiros. Portanto, em vez de se adaptar cedo à "sociedade", é mais importante primeiro fazer a criança construir a si mesma. Construir: autoconhecimento, estética, autoconfiança, capacidade de expressão, experiência de mundo, sensação de segurança, consciência de si como sujeito.
Quando uma criança possui um núcleo interno estável, ela entra em grupos, interage, coopera, enfrenta conflitos e compete de uma maneira completamente diferente. Ela não vive para ser aceita, nem confirma seu valor por avaliações externas. Ela consegue entender as regras, mas não ser consumida por elas; consegue conviver com os outros, mas não perder facilmente a si mesma. Uma socialização verdadeiramente madura não é moldar as pessoas para serem "indivíduos adequados ao coletivo". Mas permitir que uma pessoa completa, ao entrar no mundo, ainda mantenha a sua essência.
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