Lembro de um veterano que trabalhou 20 anos com comércio. Ele disse uma vez ao Cat Brother:


"Vendo mercadorias há 20 anos. Essas transmissões ao vivo, vídeos curtos que os jovens fazem são só fachada. No fim, o que importa é a qualidade do produto e o canal." Na época, ele falou com um tom de deboche e um pouco de desprezo.

Mas três anos depois, quando o encontrei novamente, a fábrica dele já tinha fechado as portas.
Não era que o produto fosse ruim, mas ele nunca fez uma live do início ao fim, nunca montou uma base própria de clientes. Viu impotente os concorrentes venderem, em uma única live, o equivalente ao estoque de meio ano dele.

Mais tarde, nos encontramos para jantar. Na mesa, ele tomou a iniciativa de dizer algo ao Cat Brother, e o Cat Brother lembra até hoje:
"Na época, achei que estava mantendo meus princípios. Na verdade, só tinha medo de aprender coisas novas, mas não queria admitir."

Não vou comentar muito sobre isso, porque esse veterano era muito foda quando o Cat Brother era criança, até comprou brinquedos para ele! Na infância, o Cat Brother achava que ele era alguém muito capacitado.

Mas agora que ele fracassou, não quero pisar nele. Então o Cat Brother só disse: "O que passou, passou, nem vamos tocar mais nisso" e continuei comendo de cabeça baixa.

No fundo, o Cat Brother acha que muita gente não perde para os jovens, mas perde para si mesmo, para aquela frase "trabalho nessa área há tantos anos".

Porque essa frase soa como experiência, mas na verdade traduzindo deveria ser:
"Já decidi que não vou mais aprender nada."

Antigamente, para julgar se alguém era bom, a gente via se ele sabia muita coisa.
Hoje, para julgar se alguém é um perigo, talvez a gente veja se ele ainda está disposto a admitir que não sabe.

O Cat Brother já viu muitos verdadeiros mestres; pelo contrário, eles se tornam cada vez mais humildes, cada vez mais curiosos para perguntar coisas aos jovens.

Já algumas pessoas que tiveram sucesso no passado, vivem dizendo coisas como "já comi mais sal do que você comeu arroz", talvez com medo de parecer que sabem menos que os outros.

Então talvez o verdadeiramente assustador não seja a ignorância, mas ter acertado uma vez e achar que vai acertar para sempre.

Você tem ao seu redor alguém que já foi muito bom, mas que, por influência da experiência passada de sucesso, perdeu uma era inteira de novas oportunidades?

Então, na sua opinião, a experiência passada de sucesso é uma muralha protetora, ou uma venda que impede a pessoa de enxergar a direção do vento, tapando seus olhos?
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