A trégua, que mal conseguiu se manter durante toda a primavera, já não existe mais. Nos dias 7 e 8 de julho, o Comando Central dos EUA realizou mais de 80 ataques contra sistemas de defesa aérea do Irã, radares costeiros, locais de armazenamento de mísseis, pontos de lançamento de drones e ativos navais, após Teerã ter atacado três petroleiros comerciais no Estreito de Ormuz.



O presidente Trump, ao discursar na cúpula da Otan em Ancara, na Turquia, disse que o “memorando de entendimento” “chegou ao fim” e alertou que “ainda haverá uma nova rodada ainda esta noite”, chegando até a sugerir um bloqueio marítimo a portos do Irã.

A resposta do Irã foi rápida. Os Guardas Revolucionários afirmaram ter atingido 85 alvos militares dos EUA no Bahrein e no Kuwait e disseram ter abatido um drone MQ-9 dos EUA no sul do Irã. A mídia estatal informou que, entre cinco províncias, 14 pessoas morreram e 78 ficaram feridas, incluindo ataques perto das instalações nucleares de Bushehr, além de um ataque a uma ponte ferroviária usada para o comércio com a Rússia e a China. O Kuwait confirmou que interceptou mísseis de cruzeiro, mísseis balísticos e drones, e disse que pessoas ficaram feridas devido a destroços que caíram.
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