Contratos para o processo de 2 nm da Samsung disparam, causando aperto de mão de obra; o design de backend do chip de E/S TPU da Google deve ser terceirizado

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Notícia da BlockBeats, 16 de julho: a Samsung Electronics está considerando terceirizar o trabalho de design da parte de back-end do chip I/O da 10ª geração de TPU da Google (codinome Icefish). Esta TPU da Google, baseada em processo de 2 nanômetros, é composta por processadores Compute e um chip I/O — o primeiro deve ser fabricado pela TSMC com processo de 1,4 nanômetros, enquanto o chip I/O será produzido pela Samsung com processo de 2 nanômetros, ficando responsável pela transferência de dados entre o processador Compute e a HBM. A Google está projetando esse chip em conjunto com a MediaTek, com produção em massa prevista para 2028, no mais rápido. Porém, recentemente houve uma forte enxurrada de pedidos de 2 nanômetros para a Samsung — além da Google e da Tesla, ela já conquistou clientes como Anthropic e DeepX — o que fez com que a mão de obra interna disponível ficasse apertada; antes, o design do back-end do chip de direção autônoma em 2 nanômetros da Tesla ainda era feito com pessoal próprio da Samsung.

Entre os possíveis parceiros de terceirização atualmente citados estão ADTechnology, Gaonchips e Alphachips. As duas primeiras já investiram em projetos de grande porte: a ADTechnology está focada no projeto de CPU em 2 nanômetros ADP620, com o objetivo de ultrapassar US$ 1,0 trilhão em receita anual entre 2028 e 2029; a Gaonchips, por sua vez, pretende participar do projeto K-On-Device AI com orçamento de cerca de 8000 bilhões de won sul-coreano do Ministério do Comércio, Indústria e Energia da Coreia do Sul, em parceria com empresas como a Hyundai Motor, para desenvolver um chip de ADAS de 5 nanômetros. Como o design de back-end, na essência, é um contrato de serviços com menor valor agregado (normalmente na faixa de centenas de bilhões de won), bem abaixo de um projeto ASIC de ponta a ponta que vai do design ao tape-out (que pode chegar a milhares de bilhões a dez trilhões de won), as duas empresas não demonstram muita disposição, preferindo apenas assumir um volume limitado de trabalho para construir desempenho em projetos de processos avançados. Já a Alphachips enxerga o projeto de TPU da Google como um impulsionador de crescimento, com maior disposição em participar. Profissionais da indústria apontam que os pedidos no mercado de 2 nanômetros que a TSMC não consegue absorver por causa de gargalos de capacidade estão sendo direcionados à Samsung, e esse é, também, o motivo mais profundo da falta de pessoal nesta última.

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