Notícias da BlockBeats, 4 de abril, segundo a CNN, o conflito no Médio Oriente entrou no segundo mês e o risco de a crise de escassez de petróleo se transformar num cenário ainda pior — quase tudo ficará em falta. O conflito no Médio Oriente já limitou gravemente o transporte de petróleo e gás natural através do Estreito de Ormuz, levando a uma redução de cerca de um quinto na oferta global.
Este corte não só faz disparar os preços dos combustíveis, como também espreme o fornecimento de produtos petroquímicos necessários para artigos do dia a dia, como sapatos, roupa e sacos de plástico. À medida que os preços do plástico, da borracha e do poliéster sobem, esta pressão está a espalhar-se por todos os cantos do mercado de consumo.
Neste momento, o impacto é mais evidente na Ásia, que tem mais de metade da indústria transformadora global e depende fortemente da importação de petróleo e de outras matérias-primas. Dan Martin, diretor executivo de Business Intelligence na consultora Deloitte Shunsy, afirma que isto vai repercutir-se nos bens com uma velocidade muito, muito grande — desde cerveja, massa, batatas fritas e brinquedos até cosméticos — porque tampas de garrafas de plástico, estrados de transporte, sacos e recipientes de embalagens de snacks estão a ficar cada vez mais difíceis de adquirir.
Martin acrescentou ainda que os adesivos usados em calçado e mobiliário, os óleos lubrificantes industriais para a maquinaria, as tintas e os solventes necessários nos processos de limpeza também não prescindem de produtos derivados do petróleo.