O mercado está sempre a oscilar entre altas e baixas. Muitos investidores iniciantes têm uma ideia errada, pensando que só podem lucrar comprando em alta. Mas os traders experientes já sabem que há oportunidades tanto em mercados de alta quanto de baixa, o essencial é dominar o significado de fazer longas posições e a lógica central de fazer curtas.
Simplificando, fazer longas é comprar na alta esperando valorização, fazer curtas é vender na baixa esperando desvalorização. Um lucra com a subida do preço, o outro com a descida. Se o mercado só permitisse operações unidirecionais, todo o sistema financeiro ficaria extremamente vulnerável — bolhas em alta, quedas livres em baixa. É graças às posições de compra e venda que o mercado consegue manter uma relativa estabilidade.
Primeiro, vamos falar dos riscos essenciais de fazer curtas
Antes de discutir como fazer curtas, é preciso ser honesto: fazer curtas é uma espada de dois gumes.
Perdas ilimitadas
Esta é a característica mais fatal do short selling. Investidores em posições longas, no máximo, perdem todo o capital investido — uma ação pode cair até 0, e aí a perda termina. Mas fazer curtas é diferente, pois uma ação teoricamente pode subir indefinidamente.
Um exemplo doloroso: você empresta 1 ação a 10 dólares e vende, recebendo 10 dólares. Mas se essa ação subir para 100 ou 1000 dólares, sua perda é ilimitada. Se a margem não for suficiente para cobrir a perda, você será forçado a fechar a posição, e a perda será instantaneamente concretizada.
Risco de liquidação forçada
As ações vendidas a descoberto são emprestadas de uma corretora, que mantém a propriedade. A qualquer momento, a corretora pode exigir que você recompre para devolver ou venda para liquidar a posição, e essa decisão não está sob seu controle. Se for forçado a liquidar numa situação desfavorável, pode gerar perdas adicionais.
Decisões erradas podem levar a um poço sem fundo
A premissa do short é “acho que o preço vai cair”. Mas e se você estiver errado? O mercado não vai mudar sua tendência por causa da sua previsão. Assim, além de sofrer perdas, você também enfrenta pressão psicológica e custos de tempo.
Por que fazer curtas existe?
Já que o risco é tão grande, por que o mercado ainda permite essa prática?
Porque fazer curtas é um estabilizador do mercado.
Se proibir as posições de venda a descoberto, o que aconteceria? Apenas posições longas, e o mercado se tornaria uma sala de apostas de alta unilateral — bolhas se formariam e eventualmente estourariam. Com o mecanismo de short, ativos supervalorizados podem ser atacados por vendedores a descoberto, o preço cai, expondo problemas e evitando que a bolha infle indefinidamente.
Além disso, fazer curtas aumenta a liquidez do mercado. Seja em alta ou baixa, os traders têm oportunidade de lucrar, o que aumenta a participação e a atividade do mercado.
Como fazer short em ações?
Existem várias formas principais de fazer short em ações:
Método 1: Venda a descoberto (requer maior capital)
Este é o método tradicional. Você precisa abrir uma conta de margem, emprestar ações do corretor e vendê-las no mercado. Quando o preço cair, recompre para devolver ao corretor, e a diferença é seu lucro.
Exemplo: a Tesla atingiu US$1243 em novembro de 2021, depois começou a recuar. Se em 4 de janeiro de 2022 você prever que o preço não vai mais atingir uma nova máxima, e fizer short de 1 ação a cerca de US$1200, e em 11 de janeiro o preço cair para US$980, ao recomprar você lucra aproximadamente US$220 (sem contar juros e taxas).
Porém, a venda a descoberto exige um depósito de garantia elevado. A maioria dos corretores exige uma margem mínima de alguns milhares de dólares, além de cobrar juros, que variam conforme o valor emprestado. Essa opção é mais adequada para investidores com capital suficiente.
Método 2: Contratos por Diferença (CFD) — mais flexível
Contratos por Diferença (CFD) são instrumentos derivativos que acompanham o preço do ativo subjacente, sem precisar possuir o ativo de fato. Com CFDs, você pode fazer short de ações, índices, moedas, commodities, usando uma margem menor.
A vantagem é o baixo limite de entrada e alta flexibilidade, permitindo operações de pequeno valor. A desvantagem é que há custos de spread e de manutenção de posição.
Método 3: Futuros — mais complexo e de maior risco
Futuros são contratos padronizados que obrigam a entrega de um ativo a um preço definido em uma data futura. Fazer short em futuros funciona de modo semelhante ao CFD, mas os contratos têm vencimento, exigem margens maiores e têm uma barreira de entrada mais alta.
Se a margem não for suficiente, a posição será liquidada forçadamente. Geralmente, investidores individuais não recomendam fazer short em futuros, pois requer conhecimento técnico, experiência prática e uma gestão de risco rigorosa.
Método 4: ETFs inversos — mais simples
ETFs inversos são fundos que buscam replicar o movimento inverso de um índice de ações, como o Dow Jones ou Nasdaq.
Essa é a “maneira preguiçosa” — um gestor profissional cuida da estratégia, e você só precisa comprar o ETF. A desvantagem é que os custos são mais altos, devido aos custos de rolagem de derivativos.
Fazer short em moedas estrangeiras
O mercado de câmbio é naturalmente bidirecional, e fazer longas ou curtas é comum.
O princípio de fazer short em moedas é igual ao de ações: “vender alto, comprar barato”. Quando você acha que uma moeda vai desvalorizar em relação a outra, pode vender o par de moedas. Por exemplo, fazer short de GBP/USD, esperando que a libra desvalorize ou o dólar valorize.
Com margem, é possível controlar grandes posições com pouco capital. Por exemplo, com US$590 de margem e 200x de alavancagem, fazer short de 1 lote de GBP/USD, e se a cotação cair 21 pontos, você lucra US$219, com retorno de 37%.
Porém, a volatilidade cambial é influenciada por múltiplos fatores — taxas de juros, importações e exportações, reservas cambiais, inflação, políticas macroeconômicas, expectativas dos investidores, etc. Fazer short de moedas exige análise mais especializada e maior gestão de risco.
Como fazer short de forma correta
Se for fazer short, é fundamental lembrar:
1. Operar no curto prazo, não fazer posições de longo prazo
O potencial de lucro do short é limitado — uma ação pode cair até 0, e uma moeda pode desvalorizar até um limite. Mas as perdas podem ser ilimitadas. Fazer short por muito tempo implica custos contínuos, juros e risco de liquidação forçada. Portanto, é preciso agir rápido, aproveitar as oportunidades e sair no momento certo.
2. Operar com posição leve
Fazer short pode servir como hedge, para equilibrar posições longas. Mas não deve ser sua estratégia principal. O percentual de exposição deve ser controlado, geralmente não mais que 20-30% do patrimônio total.
3. Não aumentar posições de short após lucro
Muitos investidores, após ganhar na primeira operação, começam a aumentar a posição ou fazer novas vendas. Essa é uma mentalidade de apostador. Se o mercado se inverter, esses aumentos podem se tornar um custo alto — “lambendo a faca”.
4. Ter disciplina de stop-loss
Defina pontos claros de saída. Se o mercado se mover contra sua previsão, feche imediatamente. Não espere que o preço reverta. Seja qual for o resultado, encerre a operação a tempo, evitando ficar preso na posição.
Longo vs Curto
Vamos comparar de forma simples o significado de fazer longas e o núcleo de fazer curtas:
Item
Fazer longas
Fazer curtas
Lógica de operação
Comprar na alta
Vender na baixa
Limite de lucro
Ilimitado
Limitado
Limite de perda
Capital investido
Ilimitado
Prazo recomendado
Longo prazo
Curto prazo
Dificuldade
Baixa
Alta
Pressão psicológica
Baixa
Alta
Últimas recomendações
Fazer short não é território proibido nem fonte de riqueza garantida. É uma ferramenta — usada bem, pode proteger riscos e dar flexibilidade; usada mal, pode ser uma armadilha.
Os ricos realmente lucraram bastante com shorts, mas sempre sob condições de ter vantagem de mercado, controle de risco e conhecimento. Para o investidor comum, a estratégia mais segura continua sendo o fazer longas posições. Fazer curtas deve ser uma estratégia auxiliar, não a principal.
Lembre-se: o mercado não tem movimentos absolutos de alta ou baixa, apenas probabilidades e riscos. Antes de entender completamente os riscos de fazer short, é melhor evitar a busca por lucros limitados com risco de perdas ilimitadas. Seja honesto consigo mesmo e prefira o fazer longas posições.
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Vender a descoberto ou comprar a longo prazo? Estratégias de negociação bidirecionais que os investidores devem entender
O mercado está sempre a oscilar entre altas e baixas. Muitos investidores iniciantes têm uma ideia errada, pensando que só podem lucrar comprando em alta. Mas os traders experientes já sabem que há oportunidades tanto em mercados de alta quanto de baixa, o essencial é dominar o significado de fazer longas posições e a lógica central de fazer curtas.
Simplificando, fazer longas é comprar na alta esperando valorização, fazer curtas é vender na baixa esperando desvalorização. Um lucra com a subida do preço, o outro com a descida. Se o mercado só permitisse operações unidirecionais, todo o sistema financeiro ficaria extremamente vulnerável — bolhas em alta, quedas livres em baixa. É graças às posições de compra e venda que o mercado consegue manter uma relativa estabilidade.
Primeiro, vamos falar dos riscos essenciais de fazer curtas
Antes de discutir como fazer curtas, é preciso ser honesto: fazer curtas é uma espada de dois gumes.
Perdas ilimitadas
Esta é a característica mais fatal do short selling. Investidores em posições longas, no máximo, perdem todo o capital investido — uma ação pode cair até 0, e aí a perda termina. Mas fazer curtas é diferente, pois uma ação teoricamente pode subir indefinidamente.
Um exemplo doloroso: você empresta 1 ação a 10 dólares e vende, recebendo 10 dólares. Mas se essa ação subir para 100 ou 1000 dólares, sua perda é ilimitada. Se a margem não for suficiente para cobrir a perda, você será forçado a fechar a posição, e a perda será instantaneamente concretizada.
Risco de liquidação forçada
As ações vendidas a descoberto são emprestadas de uma corretora, que mantém a propriedade. A qualquer momento, a corretora pode exigir que você recompre para devolver ou venda para liquidar a posição, e essa decisão não está sob seu controle. Se for forçado a liquidar numa situação desfavorável, pode gerar perdas adicionais.
Decisões erradas podem levar a um poço sem fundo
A premissa do short é “acho que o preço vai cair”. Mas e se você estiver errado? O mercado não vai mudar sua tendência por causa da sua previsão. Assim, além de sofrer perdas, você também enfrenta pressão psicológica e custos de tempo.
Por que fazer curtas existe?
Já que o risco é tão grande, por que o mercado ainda permite essa prática?
Porque fazer curtas é um estabilizador do mercado.
Se proibir as posições de venda a descoberto, o que aconteceria? Apenas posições longas, e o mercado se tornaria uma sala de apostas de alta unilateral — bolhas se formariam e eventualmente estourariam. Com o mecanismo de short, ativos supervalorizados podem ser atacados por vendedores a descoberto, o preço cai, expondo problemas e evitando que a bolha infle indefinidamente.
Além disso, fazer curtas aumenta a liquidez do mercado. Seja em alta ou baixa, os traders têm oportunidade de lucrar, o que aumenta a participação e a atividade do mercado.
Como fazer short em ações?
Existem várias formas principais de fazer short em ações:
Método 1: Venda a descoberto (requer maior capital)
Este é o método tradicional. Você precisa abrir uma conta de margem, emprestar ações do corretor e vendê-las no mercado. Quando o preço cair, recompre para devolver ao corretor, e a diferença é seu lucro.
Exemplo: a Tesla atingiu US$1243 em novembro de 2021, depois começou a recuar. Se em 4 de janeiro de 2022 você prever que o preço não vai mais atingir uma nova máxima, e fizer short de 1 ação a cerca de US$1200, e em 11 de janeiro o preço cair para US$980, ao recomprar você lucra aproximadamente US$220 (sem contar juros e taxas).
Porém, a venda a descoberto exige um depósito de garantia elevado. A maioria dos corretores exige uma margem mínima de alguns milhares de dólares, além de cobrar juros, que variam conforme o valor emprestado. Essa opção é mais adequada para investidores com capital suficiente.
Método 2: Contratos por Diferença (CFD) — mais flexível
Contratos por Diferença (CFD) são instrumentos derivativos que acompanham o preço do ativo subjacente, sem precisar possuir o ativo de fato. Com CFDs, você pode fazer short de ações, índices, moedas, commodities, usando uma margem menor.
A vantagem é o baixo limite de entrada e alta flexibilidade, permitindo operações de pequeno valor. A desvantagem é que há custos de spread e de manutenção de posição.
Método 3: Futuros — mais complexo e de maior risco
Futuros são contratos padronizados que obrigam a entrega de um ativo a um preço definido em uma data futura. Fazer short em futuros funciona de modo semelhante ao CFD, mas os contratos têm vencimento, exigem margens maiores e têm uma barreira de entrada mais alta.
Se a margem não for suficiente, a posição será liquidada forçadamente. Geralmente, investidores individuais não recomendam fazer short em futuros, pois requer conhecimento técnico, experiência prática e uma gestão de risco rigorosa.
Método 4: ETFs inversos — mais simples
ETFs inversos são fundos que buscam replicar o movimento inverso de um índice de ações, como o Dow Jones ou Nasdaq.
Essa é a “maneira preguiçosa” — um gestor profissional cuida da estratégia, e você só precisa comprar o ETF. A desvantagem é que os custos são mais altos, devido aos custos de rolagem de derivativos.
Fazer short em moedas estrangeiras
O mercado de câmbio é naturalmente bidirecional, e fazer longas ou curtas é comum.
O princípio de fazer short em moedas é igual ao de ações: “vender alto, comprar barato”. Quando você acha que uma moeda vai desvalorizar em relação a outra, pode vender o par de moedas. Por exemplo, fazer short de GBP/USD, esperando que a libra desvalorize ou o dólar valorize.
Com margem, é possível controlar grandes posições com pouco capital. Por exemplo, com US$590 de margem e 200x de alavancagem, fazer short de 1 lote de GBP/USD, e se a cotação cair 21 pontos, você lucra US$219, com retorno de 37%.
Porém, a volatilidade cambial é influenciada por múltiplos fatores — taxas de juros, importações e exportações, reservas cambiais, inflação, políticas macroeconômicas, expectativas dos investidores, etc. Fazer short de moedas exige análise mais especializada e maior gestão de risco.
Como fazer short de forma correta
Se for fazer short, é fundamental lembrar:
1. Operar no curto prazo, não fazer posições de longo prazo
O potencial de lucro do short é limitado — uma ação pode cair até 0, e uma moeda pode desvalorizar até um limite. Mas as perdas podem ser ilimitadas. Fazer short por muito tempo implica custos contínuos, juros e risco de liquidação forçada. Portanto, é preciso agir rápido, aproveitar as oportunidades e sair no momento certo.
2. Operar com posição leve
Fazer short pode servir como hedge, para equilibrar posições longas. Mas não deve ser sua estratégia principal. O percentual de exposição deve ser controlado, geralmente não mais que 20-30% do patrimônio total.
3. Não aumentar posições de short após lucro
Muitos investidores, após ganhar na primeira operação, começam a aumentar a posição ou fazer novas vendas. Essa é uma mentalidade de apostador. Se o mercado se inverter, esses aumentos podem se tornar um custo alto — “lambendo a faca”.
4. Ter disciplina de stop-loss
Defina pontos claros de saída. Se o mercado se mover contra sua previsão, feche imediatamente. Não espere que o preço reverta. Seja qual for o resultado, encerre a operação a tempo, evitando ficar preso na posição.
Longo vs Curto
Vamos comparar de forma simples o significado de fazer longas e o núcleo de fazer curtas:
Últimas recomendações
Fazer short não é território proibido nem fonte de riqueza garantida. É uma ferramenta — usada bem, pode proteger riscos e dar flexibilidade; usada mal, pode ser uma armadilha.
Os ricos realmente lucraram bastante com shorts, mas sempre sob condições de ter vantagem de mercado, controle de risco e conhecimento. Para o investidor comum, a estratégia mais segura continua sendo o fazer longas posições. Fazer curtas deve ser uma estratégia auxiliar, não a principal.
Lembre-se: o mercado não tem movimentos absolutos de alta ou baixa, apenas probabilidades e riscos. Antes de entender completamente os riscos de fazer short, é melhor evitar a busca por lucros limitados com risco de perdas ilimitadas. Seja honesto consigo mesmo e prefira o fazer longas posições.