Como configurar uma carteira de investimentos? Guia de alocação de ativos essencial para iniciantes

Quando perguntas “Como devo investir?”, 99% das respostas apontam na mesma direção — construir uma carteira de investimentos. Mas o que exatamente isso significa? Por que não podemos simplesmente apostar todo o dinheiro numa única ação ou ativo?

A lógica central de uma carteira de investimentos

Carteira de investimentos é uma estratégia de possuir várias classes de ativos financeiros em proporções determinadas. Ações, fundos, obrigações, criptomoedas, depósitos bancários… esses diferentes tipos de ativos combinados visam, ao buscar retorno, manter o risco dentro de limites aceitáveis.

Imagine o seu prato de comida: se só tiver um tipo de prato, certamente a nutrição será desequilibrada. O mesmo vale para investimentos — colocar todo o capital num único ativo, e uma vez que esse ativo tenha uma queda, você perde tudo. Diversificar entre diferentes ativos permite que, mesmo que um setor tenha um desempenho ruim, os lucros de outros possam compensar as perdas.

Essa é a essência da carteira de investimentos: usar a diversificação para equilibrar risco e oportunidade.

Três fatores que determinam a aparência da sua carteira

1. Sua atitude em relação ao risco

Algumas pessoas ficam empolgadas com uma alta de 10% na bolsa, outras ficam preocupadas com uma alta de 10% e temem uma queda de 30%. Essa diferença reflete a preferência pelo risco.

Com base na tolerância ao risco, os investidores podem ser classificados em três categorias:

  • Aficionados por risco: buscam altos retornos, toleram volatilidade de curto prazo, geralmente jovens com renda estável
  • Neutros ao risco: querem crescimento e estabilidade, buscando equilíbrio
  • Aversos ao risco: priorizam preservação de capital, buscam fluxo de caixa estável, geralmente perto da aposentadoria

2. Sua idade e fase de vida

Um investidor de 28 anos e um aposentado de 58 anos terão carteiras completamente diferentes. Jovens ainda têm cerca de 30 anos de trabalho para acumular riqueza, e mesmo uma perda de 30% pode ser recuperada com renda futura. Já quem tem 65 anos e se aposentou perdeu a renda do trabalho, seu risco tolerável diminui bastante, devendo preferir uma alocação mais conservadora.

3. As características dos ativos e o ambiente de mercado

Mesmo dentro de fundos, há diferenças de risco — fundos monetários versus fundos de índice, por exemplo. Fundos de mercados emergentes tendem a ser mais voláteis do que mercados desenvolvidos, pois são mais suscetíveis a impactos geopolíticos, políticas econômicas e têm estruturas industriais mais concentradas.

Configurações comuns de carteiras de investimentos

Com base nesses três fatores, o mercado desenvolveu alguns modelos padrão de carteiras:

Perfil de risco Ações Fundos Obrigações Depósitos bancários
Aficionado 50% 30% 15% 5%
Neutro 35% 35% 25% 5%
Averso 20% 40% 35% 5%

Essas proporções não são absolutas, apenas referências padrão. Investidores com alta tolerância ao risco podem destinar US$100-200 para ativos de maior risco, como câmbio ou criptomoedas.

Se desejar montar uma carteira focada em uma única classe de ativo (por exemplo, só fundos), pode fazer assim:

Perfil de risco Fundos de ações Fundos de obrigações Fundos de commodities
Aficionado 60% 30% 10%
Neutro 40% 40% 20%
Averso 20% 60% 20%

Como iniciantes podem começar a montar sua própria carteira

O primeiro passo é fundamental — conhecer a si mesmo. Você precisa fazer testes de perfil de risco para entender a qual categoria de investidor pertence. Só assim saberá qual o nível de volatilidade que consegue suportar e qual a agressividade na alocação de ativos.

O segundo passo é definir seus objetivos de investimento. Geralmente, eles se dividem em três categorias:

  • Crescimento de patrimônio: estabelecer metas específicas (como dobrar em 5 anos), ideal para jovens e investidores mais agressivos
  • Preservação de patrimônio: buscar superar a inflação, manter o capital intacto, indicado para aposentados
  • Fluxo de caixa: manter liquidez para saques frequentes, útil para empreendedores ou quem precisa de flexibilidade financeira

O terceiro passo é escolher as classes de ativos. Antes de alocar, é importante entender o básico de cada uma: ações, fundos, obrigações, depósitos bancários — seus riscos, retornos e liquidez.

Um exemplo completo

Vamos supor que o A. tem 28 anos, é empregado, possui 1 milhão de NTD e é um investidor aficionado por risco.

Meta de investimento: crescer o patrimônio em 100% em 5 anos, atingindo 2 milhões de NTD

Proposta de alocação:

  • Ações: 50 mil NTD (50%)
  • Fundos: 30 mil NTD (30%)
  • Depósitos bancários: 10 mil NTD (10%)
  • Fundo de reserva: 10 mil NTD (10%)

Por que reservar 10% para fundos de reserva? Porque na vida sempre há imprevistos. Se colocar todo o dinheiro em investimentos, uma emergência pode forçar uma venda em baixa, gerando prejuízo.

O que observar após montar sua carteira

Montar a carteira não é o fim, mas o começo. O mercado está em constante mudança, e sua carteira também precisa ser revisada e ajustada periodicamente.

Os riscos mais comuns incluem:

  • Risco sistêmico de mercado: em crises, recessões ou eventos black swan, toda a carteira pode cair
  • Risco setorial: setores específicos podem sofrer por mudanças regulatórias ou econômicas
  • Risco emocional: o mais perigoso — vender em pânico na baixa ou comprar na alta por ganância

Para mitigar esses riscos, recomenda-se:

  • Definir pontos de stop gain e stop loss, para evitar decisões emocionais
  • Diversificar continuamente, incluindo diferentes regiões e setores
  • Reavaliar periodicamente, ajustando a alocação conforme o mercado
  • Manter a racionalidade, resistir às emoções e seguir o planejamento de longo prazo

Dúvidas comuns de iniciantes

Q: Com pouco dinheiro, dá para montar uma carteira?
A: Com certeza. Fundos e obrigações têm baixa barreira de entrada; em Taiwan, alguns fundos podem ser adquiridos a partir de NT$3000. Com mais recursos, você aumenta gradualmente, não precisa esperar uma grande quantia para começar.

Q: Se montar uma carteira, vou garantir lucros?
A: Nem sempre. A carteira é uma ferramenta para equilibrar riscos; o retorno depende do desempenho do mercado e dos ativos escolhidos. É preciso acompanhar, aprender e otimizar.

Q: Posso copiar a carteira de alguém?
A: Pode usar como referência, mas o ideal é ajustar às suas metas e tolerância ao risco. Copiar sem entender pode gerar perdas e você não saberá como reagir.

Q: Depois de montar, posso deixar como está?
A: De jeito nenhum. É preciso revisar regularmente. Ativos que tiveram bom desempenho podem se deteriorar com o tempo, e ajustes são necessários. Revisões periódicas são essenciais.


Resumindo, construir uma carteira de investimentos é encontrar o equilíbrio entre risco e retorno. Conhecer a si mesmo, definir objetivos, escolher os ativos adequados e ajustar periodicamente — esses passos formam a base do entendimento de investimento. E claro, aprender continuamente e manter a calma são igualmente importantes. Investir não é um jogo de enriquecimento rápido, mas uma jornada de paciência e disciplina a longo prazo.

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