Desde 2017, Tom Lee foi um dos poucos homens de fato vestidos a expressar publicamente uma visão otimista sobre o Bitcoin na CNBC.
Não se tratava de declarações como “Bitcoin é uma febre de tulipas” ou “blockchain é importante, não o Bitcoin”. Naquela época, ele sugeriu que investidores institucionais considerassem o Bitcoin como ouro digital — comprando antes que o mundo percebesse. Na altura, essa ideia parecia mais uma discussão universitária na neblina do que uma estratégia madura. Fundstrat
E por causa disso, ele até perdeu alguns clientes.
É importante lembrar que, naquela época, o Bitcoin ainda negociava por volta de $1.000, e a maioria das pessoas ainda o via como um brinquedo de especulação, ou até um covil de criminosos. Claro, a visão de Lee mais tarde se tornou mais refinada, como um vinho envelhecido…
E agora, Lee voltou.
Porém, desta vez, ele não está pregando o Bitcoin — mas o Ethereum. E, além disso, ele agora é presidente da Bitmine Immersion Technologies…
Essa empresa comprou 83,3 mil ETH no seu primeiro mês de operação — quase 1% do total de ETH em circulação na rede.
Qual é o objetivo deles?
Acumular uma fatia de 5% do fornecimento total de Ethereum. Com o preço atual de mercado, isso equivale a cerca de 200 bilhões de dólares.
Lee diz: “Nosso ritmo é 12 vezes mais rápido do que a MicroStrategy ao comprar Bitcoin. O tesouro do Ethereum não é apenas um ETF, é uma infraestrutura.”
Vamos analisar o que essa frase significa… e por que a abordagem de Lee pode transformar a desconfiança de Wall Street em uma verdadeira crença nas criptomoedas.
Por que Lee é otimista com o Ethereum
Claro, Lee ainda acredita que o Bitcoin vai ultrapassar 1 milhão de dólares no futuro.
Mas, na sua visão, o Bitcoin é ouro digital… e o Ethereum é o processo de blockchain na cadeia do sistema bancário — uma infraestrutura blockchain legal e regulamentada por Wall Street.
Vamos conferir as principais manchetes recentes do setor de criptomoedas:
IPO da Circle
Estratégia de “superapp” da Coinbase
JPMorgan integrando a Coinbase
Robinhood impulsionando ativos tokenizados
Legislação sobre stablecoins…
Tudo isso baseado no Ethereum.
O que fez a MicroStrategy causar impacto foi uma estratégia: comprar Bitcoin e manter. Mas Lee acredita que as ferramentas oferecidas pela estratégia de tesouraria do ETH vão muito além disso:
🔹 Rendimento nativo (Native Yield)
Staking de Ethereum oferece cerca de 3% de recompensa anual. Se você possui ETH avaliado em 30 bilhões de dólares, esses rendimentos de staking representam uma receita que pode ser registrada sem precisar vender o principal.
🔹 Escassez (Scarcity)
Se a Bitmine bloquear 5% do ETH total da rede, isso significa que a oferta circulante no mercado diminui em 5%.
🔹 Velocidade de acumulação (Velocity)
Refere-se à rapidez com que cada unidade de ação pode aumentar o ETH. A MicroStrategy adiciona cerca de 16 centavos de Bitcoin por ação por dia, há quatro anos. A Bitmine, por sua vez, aumenta ETH a uma taxa máxima de 1 dólar por ação por dia. Em teoria, essa maior velocidade de acumulação sugere um potencial de múltiplos de avaliação mais altos.
🔹 Liquidez (Liquidity)
A Bitmine realiza transações diárias de 1,6 bilhão de dólares — quase o mesmo que a Uber, mas com uma capitalização de mercado de apenas 4 bilhões de dólares.
Essa liquidez significa custos de financiamento menores e maior velocidade de operação.
🔹 Integração do lado da demanda (Demand-Side Integration)
Ter ETH e se tornar um validador significa estar diretamente conectado às camadas de liquidação e segurança do Ethereum.
Você também pode ganhar taxas de outros serviços, como oráculos, ordenadores, serviços de custódia, etc.
É como possuir uma rodovia paga, além de operar postos de gasolina, áreas de descanso e outdoors ao longo do caminho — uma mesma via com múltiplas formas de monetização.
Resumindo, ao combinar rendimento nativo, escassez, velocidade de acumulação, liquidez e integração do lado da demanda, você cria um mecanismo de valor que vai muito além de um ETF tradicional. A recente onda de $15.000–$20.000 de impacto
Na visão de Lee, o Ethereum de hoje é como o Bitcoin de 2017 — mal compreendido, subestimado, e prestes a passar por uma nova fase de precificação. Ele acredita que:
$4.000 é o piso — apenas retornando ao pico de dezembro passado;
$6.000 é uma avaliação “razoável” do Ethereum em relação ao Bitcoin;
$7.000 a $15.000 é uma faixa realista para os próximos 12~18 meses — desde que Wall Street acorde.
Ele justifica essa previsão porque:
Ethereum é a infraestrutura que sustenta Wall Street, inteligência artificial, tokenização de ativos e até reservas de blockchain soberanas no futuro.
Se sua previsão estiver certa:
Então, a estratégia de tesouraria da Bitmine — escassez, rendimento, velocidade de acumulação — se tornará um novo paradigma para a reavaliação de ativos digitais por Wall Street.
Uma grande reavaliação está por vir
Isso já aconteceu antes. Wall Street sempre perde a oportunidade de cada nova era, até que surge um “quebrador de regras” que redesenha o mapa.
No final dos anos 1990, analistas, por cautela, avaliavam a Amazon como uma varejista tradicional — e seu preço na $6 era considerado “exagerado”. Mas a Mary Meeker, do Morgan Stanley, propôs uma nova abordagem: enxergar a Amazon como uma plataforma de internet com efeitos de rede, e não apenas uma livraria online. Ela estava certa. Seu relatório de 1998 mudou completamente a percepção de Wall Street.
Em 2013, Wall Street cometeu o mesmo erro ao ver a Tesla como uma fabricante de carros de nicho, ignorando a transformação energética de dezenas de trilhões de dólares por trás dela.
Cathie Wood, da Ark Invest, insiste que a Tesla deve ser vista como uma empresa de tecnologia e energia, não apenas uma montadora — e essa visão acabou se confirmando. O mesmo aconteceu com o ouro. Após os EUA abandonarem o padrão ouro, levou décadas para que o metal fosse reentendido como um ativo monetário. Na década de 1970, Jim Sinclair popularizou a ideia de que “ouro é uma proteção contra riscos monetários”.
Hoje, é a vez do Ethereum.
A maior parte de Wall Street ainda tenta avaliá-lo usando modelos de fluxo de caixa trimestral ou como uma commodity cujo valor depende apenas de taxas de transação.
Tom Lee acredita que essa é uma interpretação equivocada. Ele afirma: o valor do Ethereum não vem apenas das receitas de transações,
mas também porque é uma escassez, possui rendimento, e está sendo construído por Wall Street como uma “infraestrutura estratégica” sobre a qual tudo se apoia.
Quando os investidores perceberem isso — diz Lee — o grau de reavaliação será tão intenso quanto os maiores pontos de inflexão na história.
Uma mudança radical
No modelo de tesouraria do Ethereum proposto por Tom Lee, a narrativa de criptomoedas se inverte completamente.
Não será mais: “Qual é a narrativa quente de hoje?”
Mas sim: “Quanto da capacidade produtiva da rede você controla? Quanto ela pode gerar de receita? Quão rápido você pode expandir essa fatia? Qual é a liquidez da sua posição?”
Na prática, é assim que Wall Street avalia redes de infraestrutura — como oleodutos, redes elétricas, telecomunicações —
que compartilham três características comuns:
Escassez
Capacidade de gerar receita sustentável
Altos custos de replicação
Nesse mundo:
ETH é a camada de liquidação
Solana pode ser uma ferrovia de alta velocidade
Projetos de DePIN são as infraestruturas físicas que conectam os terminais
E até tokens de governança, muitas vezes criticados, podem ser reavaliados se controlarem infraestrutura realmente geradora de caixa.
Claro que a era dos memes (meme era) não vai desaparecer — afinal, estamos falando do “mundo da internet”.
Mas, para cada vez mais pessoas:
Tokens deixarão de ser apenas “tokens da Disney” (entretenimento puro) e passarão a ser considerados como “camada de monetização” na infraestrutura digital do século XXI. **$ETH **
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ETH é o futuro
Desde 2017, Tom Lee foi um dos poucos homens de fato vestidos a expressar publicamente uma visão otimista sobre o Bitcoin na CNBC.
Não se tratava de declarações como “Bitcoin é uma febre de tulipas” ou “blockchain é importante, não o Bitcoin”. Naquela época, ele sugeriu que investidores institucionais considerassem o Bitcoin como ouro digital — comprando antes que o mundo percebesse. Na altura, essa ideia parecia mais uma discussão universitária na neblina do que uma estratégia madura. Fundstrat
E por causa disso, ele até perdeu alguns clientes.
É importante lembrar que, naquela época, o Bitcoin ainda negociava por volta de $1.000, e a maioria das pessoas ainda o via como um brinquedo de especulação, ou até um covil de criminosos. Claro, a visão de Lee mais tarde se tornou mais refinada, como um vinho envelhecido…
E agora, Lee voltou.
Porém, desta vez, ele não está pregando o Bitcoin — mas o Ethereum. E, além disso, ele agora é presidente da Bitmine Immersion Technologies…
Essa empresa comprou 83,3 mil ETH no seu primeiro mês de operação — quase 1% do total de ETH em circulação na rede.
Qual é o objetivo deles?
Acumular uma fatia de 5% do fornecimento total de Ethereum. Com o preço atual de mercado, isso equivale a cerca de 200 bilhões de dólares.
Lee diz: “Nosso ritmo é 12 vezes mais rápido do que a MicroStrategy ao comprar Bitcoin. O tesouro do Ethereum não é apenas um ETF, é uma infraestrutura.”
Vamos analisar o que essa frase significa… e por que a abordagem de Lee pode transformar a desconfiança de Wall Street em uma verdadeira crença nas criptomoedas.
Por que Lee é otimista com o Ethereum
Claro, Lee ainda acredita que o Bitcoin vai ultrapassar 1 milhão de dólares no futuro.
Mas, na sua visão, o Bitcoin é ouro digital… e o Ethereum é o processo de blockchain na cadeia do sistema bancário — uma infraestrutura blockchain legal e regulamentada por Wall Street.
Vamos conferir as principais manchetes recentes do setor de criptomoedas:
IPO da Circle
Estratégia de “superapp” da Coinbase
JPMorgan integrando a Coinbase
Robinhood impulsionando ativos tokenizados
Legislação sobre stablecoins…
Tudo isso baseado no Ethereum.
O que fez a MicroStrategy causar impacto foi uma estratégia: comprar Bitcoin e manter. Mas Lee acredita que as ferramentas oferecidas pela estratégia de tesouraria do ETH vão muito além disso:
🔹 Rendimento nativo (Native Yield)
Staking de Ethereum oferece cerca de 3% de recompensa anual. Se você possui ETH avaliado em 30 bilhões de dólares, esses rendimentos de staking representam uma receita que pode ser registrada sem precisar vender o principal.
🔹 Escassez (Scarcity)
Se a Bitmine bloquear 5% do ETH total da rede, isso significa que a oferta circulante no mercado diminui em 5%.
🔹 Velocidade de acumulação (Velocity)
Refere-se à rapidez com que cada unidade de ação pode aumentar o ETH. A MicroStrategy adiciona cerca de 16 centavos de Bitcoin por ação por dia, há quatro anos. A Bitmine, por sua vez, aumenta ETH a uma taxa máxima de 1 dólar por ação por dia. Em teoria, essa maior velocidade de acumulação sugere um potencial de múltiplos de avaliação mais altos.
🔹 Liquidez (Liquidity)
A Bitmine realiza transações diárias de 1,6 bilhão de dólares — quase o mesmo que a Uber, mas com uma capitalização de mercado de apenas 4 bilhões de dólares.
Essa liquidez significa custos de financiamento menores e maior velocidade de operação.
🔹 Integração do lado da demanda (Demand-Side Integration)
Ter ETH e se tornar um validador significa estar diretamente conectado às camadas de liquidação e segurança do Ethereum.
Você também pode ganhar taxas de outros serviços, como oráculos, ordenadores, serviços de custódia, etc.
É como possuir uma rodovia paga, além de operar postos de gasolina, áreas de descanso e outdoors ao longo do caminho — uma mesma via com múltiplas formas de monetização.
Resumindo, ao combinar rendimento nativo, escassez, velocidade de acumulação, liquidez e integração do lado da demanda, você cria um mecanismo de valor que vai muito além de um ETF tradicional. A recente onda de $15.000–$20.000 de impacto
Na visão de Lee, o Ethereum de hoje é como o Bitcoin de 2017 — mal compreendido, subestimado, e prestes a passar por uma nova fase de precificação. Ele acredita que:
$4.000 é o piso — apenas retornando ao pico de dezembro passado;
$6.000 é uma avaliação “razoável” do Ethereum em relação ao Bitcoin;
$7.000 a $15.000 é uma faixa realista para os próximos 12~18 meses — desde que Wall Street acorde.
Ele justifica essa previsão porque:
Ethereum é a infraestrutura que sustenta Wall Street, inteligência artificial, tokenização de ativos e até reservas de blockchain soberanas no futuro.
Se sua previsão estiver certa:
Então, a estratégia de tesouraria da Bitmine — escassez, rendimento, velocidade de acumulação — se tornará um novo paradigma para a reavaliação de ativos digitais por Wall Street.
Uma grande reavaliação está por vir
Isso já aconteceu antes. Wall Street sempre perde a oportunidade de cada nova era, até que surge um “quebrador de regras” que redesenha o mapa.
No final dos anos 1990, analistas, por cautela, avaliavam a Amazon como uma varejista tradicional — e seu preço na $6 era considerado “exagerado”. Mas a Mary Meeker, do Morgan Stanley, propôs uma nova abordagem: enxergar a Amazon como uma plataforma de internet com efeitos de rede, e não apenas uma livraria online. Ela estava certa. Seu relatório de 1998 mudou completamente a percepção de Wall Street.
Em 2013, Wall Street cometeu o mesmo erro ao ver a Tesla como uma fabricante de carros de nicho, ignorando a transformação energética de dezenas de trilhões de dólares por trás dela.
Cathie Wood, da Ark Invest, insiste que a Tesla deve ser vista como uma empresa de tecnologia e energia, não apenas uma montadora — e essa visão acabou se confirmando. O mesmo aconteceu com o ouro. Após os EUA abandonarem o padrão ouro, levou décadas para que o metal fosse reentendido como um ativo monetário. Na década de 1970, Jim Sinclair popularizou a ideia de que “ouro é uma proteção contra riscos monetários”.
Hoje, é a vez do Ethereum.
A maior parte de Wall Street ainda tenta avaliá-lo usando modelos de fluxo de caixa trimestral ou como uma commodity cujo valor depende apenas de taxas de transação.
Tom Lee acredita que essa é uma interpretação equivocada. Ele afirma: o valor do Ethereum não vem apenas das receitas de transações,
mas também porque é uma escassez, possui rendimento, e está sendo construído por Wall Street como uma “infraestrutura estratégica” sobre a qual tudo se apoia.
Quando os investidores perceberem isso — diz Lee — o grau de reavaliação será tão intenso quanto os maiores pontos de inflexão na história.
Uma mudança radical
No modelo de tesouraria do Ethereum proposto por Tom Lee, a narrativa de criptomoedas se inverte completamente.
Não será mais: “Qual é a narrativa quente de hoje?”
Mas sim: “Quanto da capacidade produtiva da rede você controla? Quanto ela pode gerar de receita? Quão rápido você pode expandir essa fatia? Qual é a liquidez da sua posição?”
Na prática, é assim que Wall Street avalia redes de infraestrutura — como oleodutos, redes elétricas, telecomunicações —
que compartilham três características comuns:
Escassez
Capacidade de gerar receita sustentável
Altos custos de replicação
Nesse mundo:
ETH é a camada de liquidação
Solana pode ser uma ferrovia de alta velocidade
Projetos de DePIN são as infraestruturas físicas que conectam os terminais
E até tokens de governança, muitas vezes criticados, podem ser reavaliados se controlarem infraestrutura realmente geradora de caixa.
Claro que a era dos memes (meme era) não vai desaparecer — afinal, estamos falando do “mundo da internet”.
Mas, para cada vez mais pessoas:
Tokens deixarão de ser apenas “tokens da Disney” (entretenimento puro) e passarão a ser considerados como “camada de monetização” na infraestrutura digital do século XXI. **$ETH **