## Fundos imobiliários ganham força em 2026: KNCR11 ultrapassa 515 mil cotistas com injeção de R$ 461 milhões



A gestão de patrimônio no mercado de fundos imobiliários brasileiro continua demonstrando solidez. O KNCR11, sob administração da Kinea, fechou 2025 com números que reforçam seu status entre os maiores da B3. A base de investidores superou a marca simbólica de 515 mil cotistas, refletindo confiança no modelo de negócio centrado em crédito imobiliário de qualidade.

Durante o último mês do ano, o fundo direcionou aproximadamente R$ 461,7 milhões para novos Certificados de Recebíveis Imobiliários. As alocações privilegiaram segmentos defensivos: imóveis logísticos, shopping centers e edifícios corporativos triplo A. Cada operação inclui estruturas de proteção robustas, como alienação fiduciária e mecanismos de reserva, garantindo a estabilidade dos fluxos mesmo em cenários de perturbação setorial.

## A estratégia CDI do KNCR11 e o posicionamento para cortes de juros

Em 31 de dezembro, aproximadamente 85,8% do patrimônio líquido estava concentrado em ativos indexados ao CDI, remunerados a CDI mais 2,09% ao ano. O vencimento médio desses papéis foi fixado em 3,8 anos, uma estrutura que se mostrou vantajosa durante o ciclo de altas taxas que caracterizou 2025.

Com a inflação oficial brasileira encerrando o ano em 4,26% (dentro da meta), analistas do Bank of America reposicionaram suas recomendações para o Brasil, antecipando reduções expressivas da Selic já no primeiro trimestre de 2026. Esse cenário de normalização de juros tende a valorizar crédito de alta qualidade—exatamente o segmento onde o KNCR11 concentra suas apostas. A principal zona de risco permanece a trajetória fiscal nacional: o Tesouro Nacional revisou projeções para a dívida pública bruta, prevendo endividamento de 88,6% do PIB até 2032.

## Prêmio de mercado e fluxo de caixa do KNCR11

A cota patrimonial encerrou 2025 em R$ 102,26, enquanto a negociação na B3 atingiu R$ 107,51—um prêmio de aproximadamente 5% sobre o valor contábil. Mesmo assim, o fundo continua atraindo demanda compradora graças à escassez de ativos com spreads estáveis no mercado. O gestor confirmou a distribuição de proventos referente a dezembro, com pagamento previsto para janeiro de 2026, mantendo a previsibilidade de fluxo para os investidores.

## NUIF11 alterna entre carrego estrutural e proteção de caixa

Enquanto isso, o segmento de infraestrutura também apresenta resiliência. O NUIF11, gerido pela Nu Asset, fechou 2025 com retorno total de 15,9%—equivalente a IMA-B mais 4,9% ou 131% do CDI, já descontado o ajuste de Imposto de Renda.

O motor dessa rentabilidade foi principalmente o carrego: 12,9 pontos percentuais vieram diretamente da manutenção dos títulos até o vencimento em cenário de juros reais elevados. Adicionar-se-ão ainda 3,3 pontos percentuais provenientes de movimentos de spread e trading, resultado da exploração de oportunidades seletivas em ativos que se mantiveram valorizados mesmo após correções.

## December trouxe cautela: spreads em infraestrutura se abrem e se normalizam

O comportamento do mercado de infraestrutura em dezembro refletiu maior apreensão. Após abertura de 50 pontos-base em outubro, as curvas entraram em fase de estabilização, com a abertura das NTN-Bs impactando o valor de face dos títulos. A performance mensal do fundo aproximou-se da neutralidade, neutralizando ganhos operacionais.

Diante dessa volatilidade, a Nu Asset optou por preservação estratégica de caixa: 11% do portfólio permanece em liquidez, sem novas alocações realizadas no mês. O gestor busca flexibilidade para capturar oportunidades em janelas de maior estabilidade, evitando compras defensivas em ambientes desfavoráveis.

## Yield de 14,8% e atratividade do NUIF11 para formação de patrimônio

A distribuição de proventos programada para 15 de janeiro de 2026 será de R$ 1,10 por cota. Esse valor implica dividend yield anualizado de 14,8% sobre o preço de mercado de 31 de dezembro, equivalente a 112% do CDI com benefício fiscal da isenção para pessoa física.

Nos últimos 12 meses, o fundo acumulou R$ 13,80 em dividendos por cota—134% do CDI—reforçando a atratividade dos ativos incentivados para quem busca construir patrimônio líquido de forma consistente ao longo do tempo.
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