Singapura planeja expandir a sua capacidade de armazenamento de ouro para se tornar um centro de custódia das barras detidas pelos bancos centrais estrangeiros, numa tentativa mais ampla do país de competir com Hong Kong como centro regional do metal precioso. Qual é a história?



Singapura pretende consolidar a sua posição como um centro principal para a custódia do ouro investido pelos bancos centrais, numa iniciativa que reflete o crescimento da procura global pelo metal como refúgio seguro. A Autoridade Monetária de Singapura anunciou que está a trabalhar na oferta de serviços de armazenamento de ativos para bancos centrais estrangeiros e entidades soberanas, além de desenvolver produtos nos mercados de capitais ligados ao ouro para aumentar a liquidez e melhorar os mecanismos de precificação.

No âmbito destes esforços, o país planeia criar um sistema de compensação que suporte a liquidação fora de bolsa para a negociação de ouro localmente, em colaboração com a Associação do Mercado de Barras de Singapura, fortalecendo a eficiência do mercado e atraindo mais investidores e instituições.

Esta orientação surge numa altura em que os preços do ouro atingiram máximos históricos recentemente, impulsionados pelo interesse dos investidores por ativos que preservam valor em meio às turbulências económicas. Apesar de algumas correções relacionadas com tensões geopolíticas, bancos centrais em todo o mundo, incluindo o Banco Central da China, continuam a aumentar as suas reservas de ouro como forma de proteção contra a dominação do dólar americano.

Tcheng Hong Tat, vice-presidente da Autoridade Monetária e Ministro do Desenvolvimento Nacional, afirmou que Singapura trabalha de perto com o setor financeiro para reforçar a sua posição como um centro asiático de comércio de ouro, indicando que esta iniciativa acrescenta uma nova base aos setores de gestão de riqueza e ativos do país.

Como parte do seu plano, o governo criou uma equipa de trabalho composta por instituições financeiras globais como JPMorgan Chase e UBS, além de bancos locais e regionais como DBS Bank, United Overseas Bank e ICBC Standard Bank, com o objetivo de desenvolver uma infraestrutura robusta para o mercado de ouro.

A atração de bancos centrais, que detêm cerca de 39 mil toneladas de ouro (aproximadamente 18% do total de ouro extraído globalmente), é um elemento fundamental nesta estratégia, juntamente com o papel das principais instituições financeiras como formadoras de mercado. Isto coloca Singapura numa competição direta com Londres e Nova Iorque, além de Hong Kong, que atualmente domina o comércio de ouro na Ásia.

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