A recente vaga de liquidações na Coreia do Sul prendeu mesmo, e definitivamente, uma geração inteira de jovens.


Agora há pouco consultei os dados da entidade reguladora sul-coreana e, depois de ver tudo, fiquei com as mãos a suar.
No último mês, os investidores de retalho da Coreia do Sul perderam 2,15 biliões de won sul-coreano por causa do uso de alavancagem, o que equivale a cerca de 1450 milhões de dólares.
O mais trágico é que, nas contas que foram liquidadas por chamadas de margem, 62% são jovens entre os 20 e os 30 anos.
O governo da Coreia do Sul também está em pânico agora, com receio de que esta turbulência financeira se transforme numa crise social. Chegou mesmo a haver a intenção de, em outubro, colocar em funcionamento uma linha telefónica nacional unificada de aconselhamento sobre dívidas: 1375.
O nome é muito “profissional”, mas na prática é um telefone de intervenção para prevenir o suicídio.
Neste momento, os jovens sul-coreanos estão, na realidade, bastante desesperados.
No primeiro semestre deste ano, muitas pessoas entraram no mercado endividadas; os limites de crédito para empréstimos à habitação dos cinco grandes bancos já ficaram esgotados.
Toda a gente quer “virar a maré” com um ETF de alavancagem a 2x, especialmente focando-se na Samsung e na SK hynix.
No fim, o maior ETF alavancado da SK hynix, que estava em alta, caiu 60% a partir do máximo, destruindo diretamente os sonhos de “vingança” financeira deste grupo.
A alavancagem, quando tudo corre a favor, faz-te sentir que és um “rei das ações”; mas quando o vento vira, nem sequer te dá uma oportunidade de pedir desculpa.
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