Hoje, a emocionante batalha entre Inglaterra e Argentina, que ficará para a história, terminou com a Argentina a consumar uma reviravolta e a vencer por 2-1 sobre a Inglaterra, com um golo da vitória. A Argentina avançou para a final para defrontar a Espanha, enquanto a Inglaterra acabou por ser eliminada, de forma dolorosa.



Primeira parte com um ambiente carregado de tensão
O duelo foi marcado por forte confronto físico: já ao intervalo tinham ocorrido 19 faltas (12 da Argentina e 7 da Inglaterra). Ainda assim, apenas se registaram 3 remates no total e zero à baliza. O expected goals (xG) na primeira parte foi de apenas 0.08, estabelecendo o pior registo de intervalo em jogos a eliminar desde 1966.

A segunda parte virou o jogo
A Inglaterra abriu o marcador (55.ª minuto): Morgan Rogers assiste, e Anthony Gordon aproveita um ataque à segunda trave para marcar, colocando a Inglaterra a vencer por 1-0.
A Argentina empatou (85.ª minuto): Messi assiste, e Enzo Fernández finaliza com um remate de longa distância, fora da área, para o 1-1.
A Argentina fez o golo da vitória (90+2): Messi cruza com precisão pelo lado direito, e Lautaro Martínez, que tinha entrado como suplente, cabeceia para o fundo das redes, ficando a Argentina em vantagem por 2-1.

Análise táctica: a “dor” do conservadorismo de Tuchel
Após a partida, a análise generalizada aponta que a abordagem conservadora do treinador da Inglaterra, Tuchel, terá sido a principal causa do desfecho:
Defesa em recuo total: depois de assumir a vantagem, a equipa recuou por completo, ficando demasiado passiva.
Números fracos: durante o período entre a liderança e a reviravolta sofrida, a posse de bola da Inglaterra foi apenas de 12%, enquanto a da Argentina atingiu 88%. No total do jogo, a Inglaterra teve 36% de posse, contra 64% da Argentina.
Controvérsia nas substituições: Tuchel colocou sucessivamente jogadores defensivos para “estacionar o autocarro”, mas a estratégia não resultou.

⚽ O legado de Messi continua
Messi foi, sem dúvida, o protagonista absoluto do jogo: fez dois passes decisivos (o melhor do encontro). Somou também 12 assistências no Mundial, ultrapassando um recorde histórico.

A Inglaterra pagou o preço por um excesso de conservadorismo após ficar a vencer, enquanto a Argentina mostrou a resiliência de campeã e a capacidade de reagir com força. Graças aos momentos de génio e à mentalidade de “vencer sim”, concretizou uma reviravolta épica.

A seguir, a Argentina vai defrontar a Espanha no dia 20 de julho para disputar o título. Quem é que vocês acham que vai vencer?
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