
Uma capitalização de mercado teórica calculada com base no suprimento total de tokens.
O Fully Diluted Valuation (FDV) é obtido ao multiplicar o preço atual do token pelo total de tokens que existirão, incluindo aqueles ainda não desbloqueados—como alocações da equipe, recompensas do ecossistema e outros tokens programados para liberação futura. É como avaliar uma empresa considerando todo o estoque do armazém, não apenas o que está disponível nas prateleiras.
Por exemplo, se um token custa US$2 e possui suprimento total de 1 bilhão, o FDV será de US$2 bilhões. Se apenas 100 milhões de tokens estão em circulação, a capitalização de mercado circulante será de US$200 milhões—uma diferença dez vezes maior entre as métricas.
O FDV permite identificar projetos que parecem “baratos”, mas que, ao considerar desbloqueios futuros, podem ser caros.
Muitos tokens recém-lançados apresentam baixa oferta circulante, o que facilita a elevação do preço por meio de pequenas negociações. Considerar apenas o preço unitário ou a capitalização circulante pode transmitir a impressão de acessibilidade, enquanto o FDV contempla todos os tokens que entrarão em circulação, oferecendo uma visão antecipada sobre potencial pressão de venda e faixas realistas de avaliação.
Em projetos com alta alocação privada, longos períodos de vesting ou recém-listados em exchanges, o FDV serve como parâmetro mais confiável para comparar tamanho e preço entre projetos similares.
O FDV depende de dois fatores principais: preço e oferta total.
FDV = Preço Atual × Oferta Total de Tokens.
Um aspecto fundamental ao interpretar o FDV é o “vesting”. Vesting refere-se a tokens bloqueados que são liberados gradualmente conforme um cronograma. Exemplos comuns incluem períodos de vesting para equipe e investidores iniciais, distribuições periódicas de recompensas do ecossistema ou emissões vindas de taxas e recompensas de mineração. O desbloqueio aumenta a oferta circulante e pode gerar pressão adicional de venda. Assim, mesmo com o mesmo FDV, o ritmo de desbloqueio pode provocar impactos distintos no preço a curto prazo.
Abordagem prática em quatro etapas:
O FDV é especialmente importante para tokens recém-listados, projetos com alta oferta bloqueada ou com emissões contínuas de incentivos.
Tome decisões considerando informação, tamanho da posição e momento.
No último ano, dois indicadores ganharam destaque: a razão FDV/capitalização circulante e o impacto dos cronogramas de desbloqueio na volatilidade.
Exemplos práticos:
Método prático: Na Gate ou em grandes plataformas de monitoramento, confira “oferta total”, “oferta circulante” e “cronograma de desbloqueio” de cada token. Acompanhe dois indicadores—múltiplo FDV/capitalização circulante e percentual de novos tokens desbloqueando em seis meses—para identificar projetos de alto risco.
O FDV considera o “estoque total”, enquanto a market cap foca no “estoque disponível”.
O FDV utiliza a oferta total de tokens para refletir o valor máximo teórico após todos os desbloqueios; a market cap considera apenas tokens atualmente em circulação, sendo melhor indicador da dinâmica presente de oferta e demanda. Nenhum dos indicadores é universalmente superior—cada um responde a questões diferentes.
Exemplo comparativo: Preço US$2, oferta total 1 bilhão, oferta circulante 100 milhões—FDV é US$2 bilhões, market cap é US$200 milhões. Se mais 200 milhões forem desbloqueados no próximo ano com preços constantes, a market cap sobe para US$600 milhões enquanto o FDV permanece inalterado—mostrando como o aumento da circulação impacta a avaliação de curto prazo.
Dicas de uso: Utilize o FDV para comparações de tamanho de projetos no longo prazo; use a market cap para avaliar liquidez e volatilidade no curto prazo. Para novas listagens ou projetos com alto bloqueio, monitore ambos—especialmente a razão FDV/market cap e o cronograma de desbloqueio.
A market cap reflete o cenário atual, enquanto o FDV evidencia riscos de diluição futura. Market cap = preço atual × oferta circulante; pode ser facilmente inflada. FDV = preço atual × oferta total; considera todos os tokens futuros e antecipa melhor o risco de investimento de longo prazo. Ambas devem ser analisadas antes de investir—projetos com market cap baixa e FDV extremamente alta exigem atenção redobrada.
Isso reflete a estratégia de liberação de tokens do projeto. Muitos projetos liberam inicialmente só uma pequena parte dos tokens no mercado, mantendo grandes alocações bloqueadas para equipes, investidores ou fundos de ecossistema—com desbloqueios graduais. Quando esses tokens entram em circulação, a oferta aumenta e pode pressionar os preços para baixo. Projetos com FDV muito superior à market cap têm risco elevado de diluição; sempre avalie cronogramas de desbloqueio e a capacidade de absorção do mercado.
O FDV é uma referência relevante, mas não deve ser analisado isoladamente. Projetos com FDV baixo podem parecer baratos, mas podem sofrer diluição expressiva se grande parte dos tokens ainda estiver bloqueada. Sempre avalie fundamentos, tokenomics, equipe e utilidade real. Use o FDV como filtro, mas pesquise o whitepaper e o plano de desbloqueio antes de investir—não invista apenas porque o FDV parece baixo.
Compare com os principais projetos do setor. Se o FDV for muito inferior ao dos pares, pode indicar oportunidade—ou problemas fundamentais; se for muito superior, redobre a cautela. Analise tokenomics: oferta total, percentual circulante e cronograma de desbloqueio. Como regra, projetos com menos de 20% em circulação e FDV mais de cinco vezes superior ao dos pares do setor são considerados de alto risco.
A maioria das exchanges—including Gate e CoinMarketCap—ordena por market cap, pois representa melhor o volume negociado. Porém, muitas plataformas também mostram o FDV para referência. Na página de informações de tokens da Gate, “Market Cap” e “Fully Diluted Valuation” são exibidos lado a lado. Considere ambos para uma visão completa da posição de mercado e dos riscos envolvidos.


