
Ter US$400 milhões em ativos sob gestão (AUM) indica que clientes confiaram aproximadamente esse montante a uma instituição para administração. Esse valor reflete o total de recursos de clientes sob gestão, não os fundos próprios nem o patrimônio líquido da empresa. O volume do AUM influencia modelos de cobrança, escala operacional e limites regulatórios.
O AUM normalmente abrange dinheiro, ações, títulos, cotas de fundos e criptoativos — ou seja, qualquer ativo gerido contratualmente, com valor patrimonial líquido calculado e cobrança de taxas conforme o contrato. As empresas podem divulgar “AUM total”, “AUM pós-taxas” ou “AUM por estratégia”, portanto, é fundamental conferir as definições específicas em cada divulgação.
No universo financeiro tradicional e cripto, o AUM destaca “quem administra ativos em nome de quem”. Diferente de métricas como capitalização de mercado ou TVL, o AUM representa um “pool de ativos geridos” diretamente vinculado às taxas de administração e ao relacionamento com o cliente.
Uma gestora com US$400 milhões em AUM é vista como de pequeno a médio porte — não uma startup, mas ainda distante das grandes instituições. Geralmente, essas empresas operam de forma enxuta, com equipes reduzidas e apoio de terceirizados e prestadores de serviço.
O tamanho da equipe varia conforme a complexidade da estratégia e as exigências regulatórias, mas normalmente vai de 20 a 60 colaboradores: 10–20 em pesquisa e gestão de portfólio, 5–10 em operações e trading, 3–8 em risco e compliance, 2–6 em relacionamento com clientes e vendas, e 3–8 em TI para estratégias quantitativas ou cripto. Gestoras focadas em fundos de fundos ou estratégias passivas podem operar com times ainda menores.
A infraestrutura física e tecnológica abrange sistemas de negociação e risco, documentação de compliance, interfaces de custódia e auditoria, além de frameworks de negociação via API. Para criptoativos, há exigências adicionais como gestão de carteiras quentes/frias, controles de acesso e chaves, e monitoramento de dados on-chain.
Gestoras desse porte costumam adotar o modelo de “taxa de administração + taxa de performance”. A taxa de administração é um percentual fixo sobre o AUM, enquanto a taxa de performance é uma parcela do lucro quando o retorno supera determinado benchmark.
O modelo mais comum é “2% + 20%” (padrão do setor, podendo haver variações):
A receita oscila conforme o mercado, resgates/subscrições e os termos contratuais. Estratégias passivas ou contas institucionais customizadas costumam ter taxas menores; estratégias de alto valor agregado (como multimercado quantitativo ou private equity) podem adotar estruturas de taxas diferenciadas.
Gestoras com US$400 milhões em AUM geralmente coordenam seis funções-chave: pesquisa de investimentos, negociação, gestão de risco, compliance, operações/custódia e relacionamento com clientes. O tamanho da equipe é ajustado conforme a complexidade da estratégia.
US$400 milhões em AUM correspondem a “ativos sob gestão de clientes”, enquanto o TVL (Total Value Locked) representa “ativos travados em um protocolo”. São métricas distintas e não equivalentes.
O TVL mede o valor dos ativos travados em protocolos descentralizados, servindo como indicador do volume de recursos atraídos por protocolos DeFi. O TVL não especifica quem administra esses ativos ou como as taxas são cobradas. Já o AUM enfatiza a relação de gestão e normalmente está vinculado a taxas de administração e performance.
Comparando: uma empresa com US$400 milhões em AUM pode ter apenas uma fração desse valor on-chain, mas atua em múltiplos mercados. Um protocolo com US$400 milhões em TVL pode ser focado apenas em empréstimos ou market making. Ao comparar “escala”, é essencial distinguir entre “capacidade de gestão fiduciária (AUM)” e “relevância do protocolo (TVL)”.
Os custos operacionais incluem equipe, sistemas, compliance e serviços terceirizados. As exigências regulatórias variam conforme o país, mas aumentam conforme o volume sob gestão.
Pessoal e sistemas compõem os custos fixos — salários, despesas de escritório, sistemas de TI (OMS/EMS), ferramentas de risco, data feeds, analytics on-chain — enquanto custos variáveis vêm de despesas com negociação, custódia e auditoria.
Do ponto de vista regulatório (por exemplo, nos EUA), a partir de 2025, consultores de investimento que administram mais de US$110 milhões normalmente precisam se registrar na SEC (sujeito a mudanças regulatórias). Europa e Ásia possuem limites e exigências próprias. Entre as obrigações estão procedimentos KYC/AML, auditorias anuais, relatórios regulares, nomeação de responsável por compliance, planos de contingência e protocolos de cibersegurança.
No caso de criptoativos: os requisitos incluem licenciamento de custódia, gestão de chaves privadas, whitelisting de endereços on-chain, compliance em gateways stablecoin/fiat e due diligence no onboarding institucional/controles de risco das exchanges.
Uma gestora com US$400 milhões costuma ser classificada como “boutique” ou especializada em nichos: grande o suficiente para investir em compliance e pesquisa, mas ainda ágil para desenvolver estratégias e tomar decisões rapidamente.
A base de clientes normalmente inclui HNWIs, family offices, algumas instituições menores e tesourarias corporativas. Com histórico de performance estável e controles de risco robustos, essas empresas podem atrair alocações de fundos de fundos ou investidores institucionais regionais. No segmento cripto, o gestor pode iniciar com estratégias específicas antes de expandir para mandatos multimercado ou multiativos.
Em comparações de mercado: US$400 milhões são considerados porte médio frente a gigantes trilionários como fundos soberanos, mas muito mais maduros do que fundos startups abaixo de US$50 milhões — oferecendo processos, sistemas e credibilidade de auditoria superiores.
A execução de investimentos nesse porte segue processos padronizados para mitigar riscos operacionais e de compliance:
Os principais riscos incluem volatilidade de mercado, restrições de liquidez, falhas de contrapartes, erros operacionais, descumprimento regulatório e danos reputacionais. Embora não seja grande o suficiente para diversificar todos os riscos com facilidade, empresas desse porte podem adotar controles sistemáticos.
US$400 milhões em AUM representam uma gestora madura de pequeno a médio porte — capaz de manter sistemas robustos de compliance e auditoria; equipe profissional de pesquisa e risco; interface eficiente com exchanges, brokers e custodiantes. As taxas de administração normalmente cobrem os custos operacionais; as taxas de performance dependem do mercado. Diferente do TVL no setor cripto — que reflete valor travado — o AUM evidencia o relacionamento fiduciário vinculado à estrutura de taxas. Para avaliar o “tamanho” no contexto, considere tabelas de taxas, expertise da equipe, padrões de compliance, perfil de clientes e complexidade das estratégias — mantendo sempre atenção aos riscos de capital e regulatórios.
Uma empresa com US$400 milhões em AUM está aproximadamente entre a 500ª e a 1000ª posição entre as gestoras globais por porte. Em comparação a gigantes como a BlackRock (acima de US$10 trilhões), são menores, mas ainda apresentam capacidade operacional profissional e influência de mercado. Geralmente, focam em setores ou regiões especializadas, com equipes enxutas e base de clientes estável.
Com taxas de administração padrão de 1–2%, essas gestoras podem gerar de US$4–8 milhões por ano em taxas. Taxas de performance — tipicamente 20% dos lucros — podem ser aplicadas se os retornos forem elevados. Após deduzir salários, despesas administrativas e custos de compliance/auditoria, a margem líquida costuma variar de 20% a 30%.
Geralmente entre 30 e 50 profissionais em tempo integral. A equipe de investimentos (8–15 pessoas) cuida da seleção de ativos e decisões de portfólio; back/middle office (20–30 pessoas) gerencia compliance, risco, operações e atendimento. O volume de ativos por colaborador normalmente varia de US$8–13 milhões, equilibrando qualidade de investimento e eficiência de custos. O tamanho da equipe pode variar conforme a estratégia — fundos quantitativos tendem a operar com menos funcionários.
Em mercados estáveis, normalmente de 3 a 5 anos. O crescimento exige desempenho consistente e captação líquida positiva. Com retornos anuais por volta de 20% e crescimento líquido de 30% ao ano, é possível quadruplicar o AUM em até 4–5 anos. Mercados em baixa desaceleram o crescimento; ciclos de alta aceleram o processo.
As principais diferenças estão na diversidade de produtos e na composição da base de clientes. Gestoras com US$1 bilhão em AUM costumam oferecer de três a cinco linhas de produtos para instituições e HNWIs; as de US$400 milhões geralmente focam em um ou dois produtos. Empresas maiores têm mais facilidade para registro na SEC como advisors regulados, conquistando maior confiança institucional. Já gestoras menores mantêm flexibilidade nas decisões e podem reagir mais rapidamente às mudanças do mercado.


