A facção cripto no Congresso brasileiro espera a emissão de um decreto para estabelecer uma taxa de 3,5% sobre transações com stablecoins, a fim de apresentar um projeto de lei e bloquear essa iniciativa. A Frente Parlamentar pelo Mercado Livre argumenta que a medida representaria uma usurpação do poder executivo.
Um conflito está se formando entre o governo brasileiro e o Congresso sobre a tributação de stablecoins.
A chamada facção cripto no Congresso brasileiro está preparando várias ações para confrontar a emissão de um decreto que estabelece uma taxa de 3,5% sobre transações com stablecoins, direcionada a movimentos de moeda estrangeira, conhecida como Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou IOF.
Embora o decreto ainda não tenha sido emitido, membros da Frente Parlamentar pelo Mercado Livre já traçaram um plano de ação para bloquear a medida e levar a discussão ao Congresso. Enquanto o primeiro passo é demonstrar forte oposição à medida antes de sua emissão, a frente pretende propor um decreto legislativo, um projeto de lei que busca suspender ordens executivas que os legisladores consideram ultrapassar a autoridade do executivo.

Se o decreto legislativo proposto for aprovado, a questão precisará ser reavaliada no Congresso e pode até ser revogada.
Antonio Vale, coordenador do Instituto Mercado Livre, disse ao Portal do Bitcoin que há contradições regulatórias na implementação dessa taxa sobre transações com stablecoins.
Ele avaliou:
“O decreto que define o imposto IOF sobre câmbio afirma que o evento tributável é a troca de moeda nacional ou estrangeira. No entanto, a Lei 14.478/2022, que regula o setor de cripto no Brasil, afirma explicitamente que ativos virtuais não são moedas nacionais ou estrangeiras.”
Vale também afirmou que essa medida criaria instabilidade para a indústria local de cripto, pois poderia afetar a viabilidade econômica de negócios já existentes no Brasil.
Julia Rosin, presidente da Abcripto, a Associação Brasileira de Criptoeconomia, também declarou-se contra esse decreto esperado, alegando que tomará ações legais contra o governo. Rosin alega que a medida é inconstitucional, equiparando stablecoins a moeda estrangeira e contradizendo as regulamentações atuais.
Um conflito está se desenvolvendo devido à proposta de taxa de 3,5% sobre transações com stablecoins, direcionada a movimentos de moeda estrangeira.
Membros da Frente Parlamentar pelo Mercado Livre estão se preparando para bloquear o decreto de imposto e propor uma medida legislativa para suspender ordens executivas consideradas excessivas.
Antonio Vale observou que a taxa contradiz as regulamentações existentes, pois a Lei 14.478/2022 especifica que ativos virtuais não são considerados moedas nacionais ou estrangeiras.
Julia Rosin, presidente da Abcripto, opõe-se ao decreto, alegando que é inconstitucional e planeja tomar ações legais contra o governo.
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