O fundo soberano norueguês tem metade dos seus funcionários a usar Claude na programação, com planos de permitir que a IA participe autonomamente nas decisões de investimento.

Gate News informa que, a 25 de março, aproximadamente metade dos funcionários do Fundo Soberano da Noruega (Norges Bank Investment Management), que gere 2,1 trilhões de dólares em ativos, já utilizam o modelo de linguagem grande Claude da Anthropic para criar ferramentas de IA por conta própria. O responsável por Machine Learning e IA do fundo, Stian Kirkeberg, explicou numa conferência sobre IA que os funcionários usam principalmente essas ferramentas para auxiliar na tomada de decisões, incluindo monitorizar os riscos ESG e financeiros de 7.000 empresas nas quais o fundo investe, simular negociações de contratos, preparar reuniões corporativas, entre outros. Kirkeberg afirmou que, no futuro, será permitido que alguns agentes de IA tomem decisões limitadas de forma autónoma sob supervisão humana. Ele destacou que a princípio, a IA deve fazer análises para ajudar na tomada de melhores decisões humanas, e que, numa fase posterior, confiar-se-á que os agentes inteligentes possam tomar algumas decisões, embora a supervisão humana continue essencial. Ainda não foi implementado esse modelo. O CEO do fundo, Nicolai Tangen, já afirmou que empresas que não adotam IA são "completamente idiotas". Ele revelou que o fundo investiu milhões de coroas na IA, com retornos na casa dos bilhões de coroas. Atualmente, o fundo usa IA para analisar oportunidades de negociação e reduzir custos, mantendo uma equipe de cerca de 700 funcionários, com os cargos migrando do administrativo de suporte para o investimento de front-end.
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