A Coreia do Sul e o Brasil assinaram sete acordos de cooperação em 27 de julho (horário local), durante uma reunião de cúpula entre o presidente Lee Jae-myung e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília. Os acordos abrangem exploração espacial, transição energética, tecnologia industrial, cibersegurança, educação, esportes e cooperação em cinema. As assinaturas buscam ampliar a base de cooperação bilateral em indústrias futuras, incluindo infraestrutura para lançamentos espaciais, projetos de energia renovável e setores de tecnologia avançada. Cinco documentos foram assinados na presença dos dois líderes, enquanto dois memorandos de entendimento adicionais sobre cinema e cibersegurança foram assinados separadamente. Isso segue um plano de ação de quatro anos estabelecido pelos dois países em fevereiro de 2026, convertendo compromissos estratégicos em estruturas operacionais concretas.
O memorando de entendimento (MOU) de cooperação espacial harmoniza e simplifica procedimentos e regulações para permissões de lançamento entre os dois países quando empresas coreanas usam instalações de lançamento brasileiras. O acordo inclui atividades de exploração lunar, ciência e tecnologia espacial, operações comerciais no espaço, desenvolvimento da indústria espacial e compartilhamento de dados de satélite, incluindo imagens e vídeo. O governo coreano planeja revisar regulamentações domésticas relacionadas a procedimentos sobrepostos entre os dois países na segunda metade deste ano. Esse ajuste regulatório deve reduzir custos administrativos e o tempo de espera de lançamento para empresas privadas coreanas de veículos de lançamento que utilizem instalações brasileiras, ao mesmo tempo em que reduz incertezas para os negócios. A infraestrutura de lançamentos do Brasil se beneficia de sua proximidade geográfica ao Equador, posicionando este MOU como uma base institucional para apoiar a entrada de empresas espaciais coreanas no mercado local.
O MOU de cooperação em energia abrange cooperação de políticas e de tecnologia em áreas de transição energética, incluindo energia renovável, redes elétricas, smart grids e eficiência energética, além de planos conjuntos de desenvolvimento de projetos. Ambos os governos concordaram em ampliar a cooperação empresa a empresa com base nessa estrutura e estabelecer uma base para que empresas coreanas entrem no mercado de energia brasileiro. O MOU de cooperação em tecnologia industrial cobre indústrias estratégicas avançadas, incluindo elementos básicos da cadeia de suprimentos, bioeconomia, combustíveis sustentáveis, descarbonização industrial, materiais de baixo carbono e sustentáveis, inteligência artificial, semicondutores, automotivo, construção naval e baterias. Ambos os países concordaram em promover cooperação tecnológica centrada em sete áreas e estabelecer uma base institucional para a cooperação em pesquisa e desenvolvimento, indo além do simples comércio rumo ao desenvolvimento conjunto de tecnologia e ao fortalecimento da competitividade industrial.
A Agência de Internet e Segurança da Coreia e o Escritório de Segurança Institucional da Presidência do Brasil estabeleceram um sistema de cooperação em cibersegurança, incluindo resposta a incidentes de violação, pesquisa conjunta, troca de políticas e desenvolvimento de recursos humanos. O governo coreano espera que essa estrutura crie um ambiente favorável para que empresas de segurança coreanas entrem nos mercados brasileiro e latino-americano. O MOU de cibersegurança se conecta diretamente à expansão das empresas coreanas na América Latina.
O acordo de cooperação educacional é o primeiro documento relacionado à educação assinado desde o acordo cultural Coreia-Brasil de 1966, marcando um intervalo de 60 anos. Ambos os países concordaram em compartilhar experiências em educação técnica e profissional, educação superior e políticas de educação em IA e digital, além de expandir a educação do idioma coreano dentro das escolas regulares brasileiras. Intercâmbios de professores e alunos também devem aumentar. O MOU de cooperação esportiva é o primeiro documento de cooperação esportiva entre os dois países, com disposições para ampliar intercâmbios de atletas, treinadores e especialistas, e para compartilhar experiências relacionadas a políticas esportivas e eventos internacionais. O MOU de cooperação em cinema renova um documento existente assinado em 2015. Ambos os países concordaram em expandir eventos de coprodução e sessões de exibição dos filmes de cada lado, e em especificar informações e intercâmbios de pessoal relacionados à indústria cinematográfica e às políticas. O governo coreano antecipa que essa renovação ampliará a base de entrada para produtores de cinema coreanos no mercado de coprodução ibero-americano, incluindo o Brasil.
Quais acordos a Coreia do Sul e o Brasil assinaram em 27 de julho?
A Coreia do Sul e o Brasil assinaram sete acordos de cooperação cobrindo exploração espacial, transição energética, tecnologia industrial, cibersegurança, educação, esportes e cinema. Cinco documentos foram assinados na presença do presidente Lee Jae-myung e do presidente Lula da Silva, enquanto dois MOUs adicionais sobre cinema e cibersegurança foram assinados separadamente.
O que o MOU de cooperação espacial inclui?
O MOU de cooperação espacial harmoniza procedimentos para permissões de lançamento quando empresas coreanas usam instalações de lançamento brasileiras. Ele abrange exploração lunar, atividades de ciência e tecnologia espacial, operações comerciais no espaço, desenvolvimento da indústria espacial e compartilhamento de dados de satélite, incluindo imagens e vídeo. O governo coreano planeja revisar regulamentações domésticas relacionadas na segunda metade deste ano.
Quais indústrias avançadas são cobertas no MOU de cooperação em tecnologia industrial?
O MOU de cooperação em tecnologia industrial cobre elementos básicos da cadeia de suprimentos, bioeconomia, combustíveis sustentáveis, descarbonização industrial, materiais de baixo carbono e sustentáveis, inteligência artificial, semicondutores, automotivo, construção naval e baterias. Ambos os países concordaram em promover cooperação tecnológica em sete áreas e estabelecer uma base institucional para a cooperação em pesquisa e desenvolvimento.
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