Produtos financeiros derivados (em inglês: Derivatives) são contratos financeiros negociáveis cujo valor acompanha as oscilações do preço do ativo subjacente. Estes produtos podem ter como base ações, obrigações, commodities, índices, criptomoedas, taxas de juro, entre outros ativos. À medida que o valor do ativo subjacente varia, o preço do derivado também oscila de forma correspondente.
Os principais produtos financeiros derivados incluem: futuros, opções, contratos por diferença, contratos a termo e swaps.
Características centrais dos produtos derivados
Os produtos financeiros derivados apresentam as seguintes três características marcantes:
Alavancagem elevada: Os investidores podem participar com uma pequena margem de garantia, controlando ativos de maior valor com pouco capital, tornando as operações mais flexíveis e dinâmicas.
Ferramenta de gestão de risco: Os derivados permitem aos investidores lucrar com as previsões de variações de preço devido às oscilações do mercado, além de servirem para cobrir riscos e transferir riscos, ajudando a evitar perdas causadas por volatilidade de mercado.
Aumento da eficiência do mercado: Os derivados aumentam a liquidez do mercado, facilitam a descoberta de preços e otimizam a alocação de recursos, tornando a operação do mercado mais eficiente.
Exemplificação
Suponha que deseja investir 1 BTC (preço atual de 95.000 dólares). Existem duas formas:
Compra direta: adquirir 1 bitcoin numa exchange de criptomoedas, esperando que o preço suba para vender com lucro.
Negociação de derivados: negociar BTC através de contratos por diferença, precisando apenas de uma pequena margem de garantia, podendo operar em posições longas ou curtas, sem necessidade de armazenar na carteira.
Com produtos derivados, o investidor consegue obter a mesma exposição com menos capital. Muitos investidores mantêm simultaneamente ações e contratos por diferença de ações; quando o preço das ações cai, podem compensar as perdas com posições vendidas nos CFDs, realizando uma cobertura de risco.
Por que investir em produtos financeiros derivados?
Os investidores negociam derivados com três principais objetivos: especulação, cobertura e arbitragem.
Cobertura de risco: muitas grandes empresas globais usam instrumentos derivados para reduzir a exposição ao risco. Por exemplo, companhias petrolíferas podem usar contratos futuros para fixar o preço do petróleo no futuro; importadores e exportadores podem usar contratos a termo e swaps cambiais para se proteger contra oscilações cambiais.
Lucro com especulação: os derivados oferecem maior previsibilidade, permitindo aos investidores alavancar com pouco capital para obter grandes retornos. Como os derivados exigem apenas uma pequena margem, é possível negociar em grande escala usando alavancagem.
Oportunidades de arbitragem: no mercado de futuros, os investidores podem explorar diferenças de preço com base na análise das cadeias produtivas. Por exemplo, quando o preço do minério de ferro cai, espera-se que o custo do aço diminua, possibilitando posições vendidas em futuros de aço para obter lucro.
Muitas instituições mantêm várias posições em derivados na sua carteira, embora estes não sejam normalmente a posição principal. A maior parte do portfólio é composta por ativos seguros, como obrigações governamentais, com os derivados usados principalmente para aumentar os rendimentos ou gerir riscos.
Vantagens e desvantagens dos produtos financeiros derivados
Principais vantagens
Alta liquidez: os derivados podem ser negociados em bolsas ou no mercado de balcão, oferecendo mais oportunidades e opções de negociação, aumentando significativamente a liquidez do mercado.
Efeito de hedge evidente: podem efetivamente cobrir riscos de taxas de juro, câmbio, preço, entre outros, reduzindo perdas de investimento.
Custos de negociação mais baixos: os custos de negociação de derivados geralmente são inferiores aos dos ativos subjacentes; taxas de futuros e opções são relativamente baixas, sem necessidade de pagar impostos como selo.
Alavancagem que amplifica os lucros: através do sistema de margem, aumenta a eficiência do uso de fundos, expandindo as possibilidades de operação e a flexibilidade de estratégias.
Principais riscos
Complexidade das regras: os derivados operam com mecanismos complexos, exigindo que os investidores tenham conhecimentos especializados e experiência prática.
Risco elevado: devido ao uso de alavancagem, risco e retorno estão diretamente relacionados. Em condições adversas de mercado, podem ocorrer perdas significativas ou até a liquidação forçada.
Risco de contraparte: especialmente no mercado de balcão, há risco de incumprimento por parte da contraparte, aumentando o risco de crédito.
Alta volatilidade: os derivados têm uma conceção complexa e avaliações extremas difíceis de prever, tornando-se instrumentos de alto risco. Atividades de especulação inadequadas podem levar a perdas substanciais.
Comparação detalhada dos cinco principais instrumentos derivados
Tipo de instrumento
Futuros
Opções
Contratos por Diferença
Contratos a Termo
Swaps
Natureza do contrato
Padronizado
Padronizado
Não padronizado
Personalizado
Não padronizado
Data de vencimento
Com vencimento
Com vencimento
Sem vencimento
Com vencimento
Sem data fixa
Execução do contrato
Data futura específica
A qualquer momento antes do vencimento
Liquidação imediata
Data futura específica
Acordo de troca
Local de negociação
Bolsa
Bolsa
Mercado de balcão
Mercado de balcão
Mercado de balcão
Forma de liquidação
Liquidação diária
Liquidação diária
Liquidação diária
Liquidação na entrega
Liquidação na entrega
Nível de alavancagem
Moderado
Mais elevado
Mais elevado
Nenhum
Nenhum
Margem inicial
Requerida
Requerida
Requerida
Não requerida
Não requerida
Regulação
Forte
Forte
Moderada
Fraca
Fraca
Flexibilidade
Menor
Alta
Alta
Alta
Alta
Detalhes dos cinco principais produtos derivados
① Contrato a termo (Futures)
Os futuros conferem ao investidor a obrigação de comprar ou vender um ativo a um preço acordado numa data futura.
Característica padronizada: Os futuros são contratos padronizados listados em bolsas de futuros, com valor, quantidade e data de liquidação uniformizados, facilitando a negociação centralizada.
Mecanismo de alavancagem: Com uma margem de garantia, o investidor controla uma quantidade maior de ativos, potencializando os retornos, mas também aumentando o risco.
Flexibilidade de negociação: Podem ser negociados no mercado secundário, permitindo ao investidor liquidar posições antecipadamente ou fazer liquidação em dinheiro na maturidade.
Notas importantes: Os contratos futuros devem ser liquidados antes da última sessão de negociação; investidores pessoais geralmente optam por liquidação em dinheiro. Para evitar a entrega física, é necessário fechar a posição antes do vencimento. Caso contrário, a corretora forçará a liquidação ao preço de mercado na data de vencimento. Com o aproximar do vencimento, as exigências de margem aumentam, não sendo recomendado para investidores individuais adquirir contratos com vencimento próximo.
② Opções (Options)
As opções conferem ao comprador o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender um ativo a um preço predeterminado numa data futura.
Design padronizado: As opções são instrumentos padronizados, com especificações claras de ativo subjacente, preço de exercício e data de vencimento.
Propriedade de alavancagem: O investidor paga uma margem para negociar opções; o valor da margem depende do valor do contrato e das exigências da bolsa. Após pagar a margem, o comprador adquire o direito de comprar ou vender o ativo a um preço fixo no futuro.
Estratégias variadas: Pode-se comprar ou vender opções, incluindo opções de compra (call) e de venda (put). Com diferentes datas de vencimento e preços de exercício, é possível construir estratégias complexas.
Principais desvantagens: As opções são mecanismos complexos, difíceis de operar sem conhecimentos especializados. O valor das opções decai com o tempo, e perto do vencimento, muitas opções perdem todo o valor, sendo necessário obter lucros antes do prazo para obter retorno.
③ Contratos por Diferença (CFDs)
Os CFDs são instrumentos derivados que não conferem ao investidor propriedade real do ativo, sendo negociados com base na variação de preço do ativo subjacente, sem possuir fisicamente o ativo.
Representam um acordo entre corretor e trader para trocar a diferença de preço entre a abertura e o fecho da posição, com lucros ou perdas dependendo da variação do preço.
Não padronizado: Os CFDs não são negociados em bolsa, sendo contratos OTC, com especificações flexíveis, baixo limite de entrada, alta alavancagem e estratégias variadas.
Negociação com alavancagem: O investidor precisa apenas de uma pequena parte do valor do contrato como margem, controlando uma quantidade maior de ativos.
Sem limite de tempo: Os CFDs não têm uma data de vencimento fixa, podendo ser mantidos indefinidamente, permitindo negociar com base na variação de preço, reduzindo custos e riscos de possuir ativos físicos. Permitem posições longas ou curtas.
Aviso importante: Como a negociação ocorre OTC, é fundamental escolher plataformas reguladas e confiáveis. Alguns mercados de CFDs têm baixa liquidez, podendo ocorrer oscilações de preço acentuadas e diferenças de preço, afetando a negociação.
④ Contrato a termo (Forward)
O contrato a termo é um acordo bilateral privado para negociar um ativo a um preço predeterminado numa data futura, sem participação de intermediários.
Personalização: Os contratos a termo são negociados diretamente entre as partes, podendo ser ajustados às necessidades específicas de cada uma.
Alta flexibilidade: As partes podem ajustar condições como ativo, data de entrega e preço de entrega conforme suas necessidades.
Adequado para investimentos de longo prazo: Geralmente contratos de longo prazo, usados para gestão de riscos ou investimentos de longo prazo.
Risco: Como são negociações não padronizadas e não regulamentadas, há risco de inadimplência de uma das partes.
⑤ Contratos de Troca (Swap)
Os swaps, também chamados de trocas ou intercâmbios, são contratos em que as partes concordam em trocar fluxos de caixa futuros. Participantes trocam ativos ou fluxos de caixa sob condições acordadas, sendo comuns swaps de taxas de juro, cambiais, de commodities ou de ações.
Por exemplo, swaps cambiais envolvem troca de principal em moedas diferentes, ajudando a cobrir riscos cambiais.
Não padronizado: Os swaps são negociados bilateralmente, podendo ser ajustados às necessidades específicas.
Alta flexibilidade: As partes podem ajustar as condições do contrato conforme suas necessidades.
Longo prazo: Geralmente contratos de longo prazo, envolvendo troca de fluxos ao longo do tempo.
Complexidade operacional: Normalmente utilizados por instituições financeiras, envolvem documentação complexa, requisitos contábeis e regulatórios, aumentando os custos. Como OTC, há risco de contraparte.
Análise de riscos dos produtos derivados
Alta volatilidade: Devido à sua conceção complexa, avaliações extremas são difíceis, sendo instrumentos de alto risco.
Risco de especulação: Devido à sua natureza de risco e volatilidade, os preços são difíceis de prever. Atividades especulativas inadequadas podem gerar perdas elevadas.
Risco de contraparte: No OTC, há risco de inadimplência da contraparte. Escolher plataformas reguladas e confiáveis é essencial.
Risco de liquidez: Alguns mercados de derivados têm baixa liquidez, dificultando a liquidação rápida ou a obtenção de preços ideais.
Diferenças essenciais entre negociação de ações e produtos derivados
A negociação de ações ocorre em bolsas de valores centralizadas, com regras uniformizadas, oferecendo alta liquidez e segurança. Os produtos derivados são mais complexos e oferecem estratégias mais variadas.
Comparando negociação de ações e CFDs de ações:
Dimensão
Negociação de ações
CFDs de ações
Ativo subjacente
Ações reais de empresas listadas
Contratos que acompanham o preço de ações
Objetivo de investimento
Captação de recursos, investimento de longo prazo, especulação
Cobertura, arbitragem, especulação
Capital inicial
Compra à vista exige 100% do valor; margem de financiamento cerca de 40%
Apenas 1%-10% de margem de garantia
Direção da negociação
Geralmente só em alta, venda a descoberto limitada
Negociação bidirecional, permite day trading
Custos de negociação
Comissões e impostos mais elevados
Normalmente só spread e overnight fee
Horário de negociação
Limitado ao horário do mercado
Mais flexível (alguns produtos 24h)
Os derivados oferecem maior flexibilidade e potencial de especulação, sendo instrumentos de alto risco e alta recompensa. Os objetivos de investimento variam, devendo o investidor escolher de acordo com sua tolerância ao risco.
Perfil de investidores adequados aos produtos derivados
Diversos perfis participam na negociação de derivados, incluindo:
Empresas produtoras e mineradoras: produtores de petróleo, ouro, mineradores de criptomoedas, podem usar futuros para fixar preços e evitar riscos de mercado.
Fundos de hedge e gestoras de ativos: usam derivados para alavancar posições, cobrir riscos ou melhorar a gestão de carteiras.
Trader e investidores individuais: usam derivados para especulação de curto prazo, com alavancagem para aumentar lucros rapidamente, requerendo gestão de risco adequada.
Empresas de importação/exportação: usam contratos a termo e swaps cambiais para se proteger contra riscos cambiais, garantindo estabilidade de lucros.
Como escolher uma plataforma de negociação de derivados adequada
Antes de escolher uma plataforma, o investidor deve definir os tipos de derivados que deseja negociar. Existem três principais canais de negociação:
Corretoras tradicionais: oferecem warrants e opções, listados em bolsas, com avaliação rigorosa, regras complexas e restrições severas.
Corretoras de futuros: especializadas em futuros e opções, também baseadas em bolsas de valores.
Corretoras OTC: também chamadas de mercado de balcão (OTC, Over The Counter), onde os contratos são negociados diretamente entre as partes. Como não há intermediários, os contratos não são padronizados, com menos restrições, custos menores, mas maior risco de contraparte.
No OTC, podem negociar-se futuros, opções, contratos por diferença, entre outros. Para negociar, é necessário abrir conta, entender regras e custos (margem, taxas, formas de liquidação).
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Guia completo de produtos financeiros derivados: Explicação detalhada das cinco principais ferramentas e guia de iniciação para principiantes
O que são produtos financeiros derivados?
Produtos financeiros derivados (em inglês: Derivatives) são contratos financeiros negociáveis cujo valor acompanha as oscilações do preço do ativo subjacente. Estes produtos podem ter como base ações, obrigações, commodities, índices, criptomoedas, taxas de juro, entre outros ativos. À medida que o valor do ativo subjacente varia, o preço do derivado também oscila de forma correspondente.
Os principais produtos financeiros derivados incluem: futuros, opções, contratos por diferença, contratos a termo e swaps.
Características centrais dos produtos derivados
Os produtos financeiros derivados apresentam as seguintes três características marcantes:
Alavancagem elevada: Os investidores podem participar com uma pequena margem de garantia, controlando ativos de maior valor com pouco capital, tornando as operações mais flexíveis e dinâmicas.
Ferramenta de gestão de risco: Os derivados permitem aos investidores lucrar com as previsões de variações de preço devido às oscilações do mercado, além de servirem para cobrir riscos e transferir riscos, ajudando a evitar perdas causadas por volatilidade de mercado.
Aumento da eficiência do mercado: Os derivados aumentam a liquidez do mercado, facilitam a descoberta de preços e otimizam a alocação de recursos, tornando a operação do mercado mais eficiente.
Exemplificação
Suponha que deseja investir 1 BTC (preço atual de 95.000 dólares). Existem duas formas:
Com produtos derivados, o investidor consegue obter a mesma exposição com menos capital. Muitos investidores mantêm simultaneamente ações e contratos por diferença de ações; quando o preço das ações cai, podem compensar as perdas com posições vendidas nos CFDs, realizando uma cobertura de risco.
Por que investir em produtos financeiros derivados?
Os investidores negociam derivados com três principais objetivos: especulação, cobertura e arbitragem.
Cobertura de risco: muitas grandes empresas globais usam instrumentos derivados para reduzir a exposição ao risco. Por exemplo, companhias petrolíferas podem usar contratos futuros para fixar o preço do petróleo no futuro; importadores e exportadores podem usar contratos a termo e swaps cambiais para se proteger contra oscilações cambiais.
Lucro com especulação: os derivados oferecem maior previsibilidade, permitindo aos investidores alavancar com pouco capital para obter grandes retornos. Como os derivados exigem apenas uma pequena margem, é possível negociar em grande escala usando alavancagem.
Oportunidades de arbitragem: no mercado de futuros, os investidores podem explorar diferenças de preço com base na análise das cadeias produtivas. Por exemplo, quando o preço do minério de ferro cai, espera-se que o custo do aço diminua, possibilitando posições vendidas em futuros de aço para obter lucro.
Muitas instituições mantêm várias posições em derivados na sua carteira, embora estes não sejam normalmente a posição principal. A maior parte do portfólio é composta por ativos seguros, como obrigações governamentais, com os derivados usados principalmente para aumentar os rendimentos ou gerir riscos.
Vantagens e desvantagens dos produtos financeiros derivados
Principais vantagens
Alta liquidez: os derivados podem ser negociados em bolsas ou no mercado de balcão, oferecendo mais oportunidades e opções de negociação, aumentando significativamente a liquidez do mercado.
Efeito de hedge evidente: podem efetivamente cobrir riscos de taxas de juro, câmbio, preço, entre outros, reduzindo perdas de investimento.
Custos de negociação mais baixos: os custos de negociação de derivados geralmente são inferiores aos dos ativos subjacentes; taxas de futuros e opções são relativamente baixas, sem necessidade de pagar impostos como selo.
Alavancagem que amplifica os lucros: através do sistema de margem, aumenta a eficiência do uso de fundos, expandindo as possibilidades de operação e a flexibilidade de estratégias.
Principais riscos
Complexidade das regras: os derivados operam com mecanismos complexos, exigindo que os investidores tenham conhecimentos especializados e experiência prática.
Risco elevado: devido ao uso de alavancagem, risco e retorno estão diretamente relacionados. Em condições adversas de mercado, podem ocorrer perdas significativas ou até a liquidação forçada.
Risco de contraparte: especialmente no mercado de balcão, há risco de incumprimento por parte da contraparte, aumentando o risco de crédito.
Alta volatilidade: os derivados têm uma conceção complexa e avaliações extremas difíceis de prever, tornando-se instrumentos de alto risco. Atividades de especulação inadequadas podem levar a perdas substanciais.
Comparação detalhada dos cinco principais instrumentos derivados
Detalhes dos cinco principais produtos derivados
① Contrato a termo (Futures)
Os futuros conferem ao investidor a obrigação de comprar ou vender um ativo a um preço acordado numa data futura.
Característica padronizada: Os futuros são contratos padronizados listados em bolsas de futuros, com valor, quantidade e data de liquidação uniformizados, facilitando a negociação centralizada.
Mecanismo de alavancagem: Com uma margem de garantia, o investidor controla uma quantidade maior de ativos, potencializando os retornos, mas também aumentando o risco.
Flexibilidade de negociação: Podem ser negociados no mercado secundário, permitindo ao investidor liquidar posições antecipadamente ou fazer liquidação em dinheiro na maturidade.
Notas importantes: Os contratos futuros devem ser liquidados antes da última sessão de negociação; investidores pessoais geralmente optam por liquidação em dinheiro. Para evitar a entrega física, é necessário fechar a posição antes do vencimento. Caso contrário, a corretora forçará a liquidação ao preço de mercado na data de vencimento. Com o aproximar do vencimento, as exigências de margem aumentam, não sendo recomendado para investidores individuais adquirir contratos com vencimento próximo.
② Opções (Options)
As opções conferem ao comprador o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender um ativo a um preço predeterminado numa data futura.
Design padronizado: As opções são instrumentos padronizados, com especificações claras de ativo subjacente, preço de exercício e data de vencimento.
Propriedade de alavancagem: O investidor paga uma margem para negociar opções; o valor da margem depende do valor do contrato e das exigências da bolsa. Após pagar a margem, o comprador adquire o direito de comprar ou vender o ativo a um preço fixo no futuro.
Estratégias variadas: Pode-se comprar ou vender opções, incluindo opções de compra (call) e de venda (put). Com diferentes datas de vencimento e preços de exercício, é possível construir estratégias complexas.
Principais desvantagens: As opções são mecanismos complexos, difíceis de operar sem conhecimentos especializados. O valor das opções decai com o tempo, e perto do vencimento, muitas opções perdem todo o valor, sendo necessário obter lucros antes do prazo para obter retorno.
③ Contratos por Diferença (CFDs)
Os CFDs são instrumentos derivados que não conferem ao investidor propriedade real do ativo, sendo negociados com base na variação de preço do ativo subjacente, sem possuir fisicamente o ativo.
Representam um acordo entre corretor e trader para trocar a diferença de preço entre a abertura e o fecho da posição, com lucros ou perdas dependendo da variação do preço.
Não padronizado: Os CFDs não são negociados em bolsa, sendo contratos OTC, com especificações flexíveis, baixo limite de entrada, alta alavancagem e estratégias variadas.
Negociação com alavancagem: O investidor precisa apenas de uma pequena parte do valor do contrato como margem, controlando uma quantidade maior de ativos.
Sem limite de tempo: Os CFDs não têm uma data de vencimento fixa, podendo ser mantidos indefinidamente, permitindo negociar com base na variação de preço, reduzindo custos e riscos de possuir ativos físicos. Permitem posições longas ou curtas.
Aviso importante: Como a negociação ocorre OTC, é fundamental escolher plataformas reguladas e confiáveis. Alguns mercados de CFDs têm baixa liquidez, podendo ocorrer oscilações de preço acentuadas e diferenças de preço, afetando a negociação.
④ Contrato a termo (Forward)
O contrato a termo é um acordo bilateral privado para negociar um ativo a um preço predeterminado numa data futura, sem participação de intermediários.
Personalização: Os contratos a termo são negociados diretamente entre as partes, podendo ser ajustados às necessidades específicas de cada uma.
Alta flexibilidade: As partes podem ajustar condições como ativo, data de entrega e preço de entrega conforme suas necessidades.
Adequado para investimentos de longo prazo: Geralmente contratos de longo prazo, usados para gestão de riscos ou investimentos de longo prazo.
Risco: Como são negociações não padronizadas e não regulamentadas, há risco de inadimplência de uma das partes.
⑤ Contratos de Troca (Swap)
Os swaps, também chamados de trocas ou intercâmbios, são contratos em que as partes concordam em trocar fluxos de caixa futuros. Participantes trocam ativos ou fluxos de caixa sob condições acordadas, sendo comuns swaps de taxas de juro, cambiais, de commodities ou de ações.
Por exemplo, swaps cambiais envolvem troca de principal em moedas diferentes, ajudando a cobrir riscos cambiais.
Não padronizado: Os swaps são negociados bilateralmente, podendo ser ajustados às necessidades específicas.
Alta flexibilidade: As partes podem ajustar as condições do contrato conforme suas necessidades.
Longo prazo: Geralmente contratos de longo prazo, envolvendo troca de fluxos ao longo do tempo.
Complexidade operacional: Normalmente utilizados por instituições financeiras, envolvem documentação complexa, requisitos contábeis e regulatórios, aumentando os custos. Como OTC, há risco de contraparte.
Análise de riscos dos produtos derivados
Alta volatilidade: Devido à sua conceção complexa, avaliações extremas são difíceis, sendo instrumentos de alto risco.
Risco de especulação: Devido à sua natureza de risco e volatilidade, os preços são difíceis de prever. Atividades especulativas inadequadas podem gerar perdas elevadas.
Risco de contraparte: No OTC, há risco de inadimplência da contraparte. Escolher plataformas reguladas e confiáveis é essencial.
Risco de liquidez: Alguns mercados de derivados têm baixa liquidez, dificultando a liquidação rápida ou a obtenção de preços ideais.
Diferenças essenciais entre negociação de ações e produtos derivados
A negociação de ações ocorre em bolsas de valores centralizadas, com regras uniformizadas, oferecendo alta liquidez e segurança. Os produtos derivados são mais complexos e oferecem estratégias mais variadas.
Comparando negociação de ações e CFDs de ações:
Os derivados oferecem maior flexibilidade e potencial de especulação, sendo instrumentos de alto risco e alta recompensa. Os objetivos de investimento variam, devendo o investidor escolher de acordo com sua tolerância ao risco.
Perfil de investidores adequados aos produtos derivados
Diversos perfis participam na negociação de derivados, incluindo:
Empresas produtoras e mineradoras: produtores de petróleo, ouro, mineradores de criptomoedas, podem usar futuros para fixar preços e evitar riscos de mercado.
Fundos de hedge e gestoras de ativos: usam derivados para alavancar posições, cobrir riscos ou melhorar a gestão de carteiras.
Trader e investidores individuais: usam derivados para especulação de curto prazo, com alavancagem para aumentar lucros rapidamente, requerendo gestão de risco adequada.
Empresas de importação/exportação: usam contratos a termo e swaps cambiais para se proteger contra riscos cambiais, garantindo estabilidade de lucros.
Como escolher uma plataforma de negociação de derivados adequada
Antes de escolher uma plataforma, o investidor deve definir os tipos de derivados que deseja negociar. Existem três principais canais de negociação:
Corretoras tradicionais: oferecem warrants e opções, listados em bolsas, com avaliação rigorosa, regras complexas e restrições severas.
Corretoras de futuros: especializadas em futuros e opções, também baseadas em bolsas de valores.
Corretoras OTC: também chamadas de mercado de balcão (OTC, Over The Counter), onde os contratos são negociados diretamente entre as partes. Como não há intermediários, os contratos não são padronizados, com menos restrições, custos menores, mas maior risco de contraparte.
No OTC, podem negociar-se futuros, opções, contratos por diferença, entre outros. Para negociar, é necessário abrir conta, entender regras e custos (margem, taxas, formas de liquidação).
Fatores-chave na escolha da plataforma:
Diferenças essenciais entre contratos a termo e futuros
Guia básico para negociação de produtos derivados
Para investidores iniciantes, é importante compreender o processo básico de negociação:
Primeiro passo: abrir conta: escolher plataforma regulada, completar verificação de identidade e cadastro.
Segundo passo: depósito: transferir fundos para a conta como margem e capital de negociação.
Terceiro passo: análise de mercado: estudar o ativo subjacente, usando análise técnica e fundamental, elaborar plano de negociação.
Quarto passo: colocar ordens: com base na análise, decidir comprar (long) ou vender (short), definir stop loss e take profit.
Quinto passo: gestão de risco: monitorar posições, ajustar alavancagem e volume para evitar exposição excessiva.
Sexto passo: fechar posições: ao atingir o preço alvo ou stop, realizar o lucro ou limitar perdas.
Recomendações essenciais para investir em derivados