Noções básicas sobre ativos de referência e uso: Derivados são instrumentos financeiros modernos

Na era atual do mercado financeiro global, os investidores podem aceder a uma variedade de instrumentos de investimento mais ampla do que nunca, seja através de investimentos diretos em ativos subjacentes ou via fundos diversos. No entanto, instrumentos financeiros como os (Derivados) são considerados entre os que oferecem maiores oportunidades e desafios. Ainda assim, muitos investidores não compreendem verdadeiramente o que são derivados e como utilizá-los corretamente. Este artigo tem como objetivo fornecer uma compreensão aprofundada, permitindo aos investidores gerir riscos e criar oportunidades de lucro de forma adequada.

Derivados são instrumentos financeiros ligados a ativos subjacentes

Derivados (Derivados) são contratos ou acordos feitos atualmente, cujo princípio é a troca de ativos ou o uso de direitos de compra e venda de ativos subjacentes em momentos futuros. A principal característica dos derivados é a capacidade de permitir que tanto compradores quanto vendedores negociem preços e quantidades antecipadamente, mesmo sem possuir o ativo real no momento.

Dessa forma, o preço refletido nesses instrumentos deriva a visão do mercado sobre o valor esperado do ativo no futuro. Se, durante o período de negociação até a data de entrega, o preço do ativo mudar, pode surgir uma diferença de preço que o investidor pode aproveitar para obter lucro.

Exemplo prático: mercado de petróleo bruto West Texas Intermediate

Para uma compreensão mais clara, considere o mercado de contratos futuros de petróleo bruto West Texas Intermediate. Suponha que, em agosto, comprador e vendedor concordem que, em dezembro do mesmo ano, o preço do petróleo será de 40 dólares por barril. Este acordo significa que, na data de entrega, independentemente do preço de mercado do petróleo naquele momento, ambas as partes deverão cumprir o preço de 40 dólares por barril.

Para o comprador, a vantagem é a certeza de adquirir o produto a um preço previsto, o que é crucial para produtores ou consumidores que desejam planejar suas finanças. Para o vendedor, há a garantia de que o produto será vendido a um preço justo, sem preocupações com a queda do mercado.

Classificação dos derivados segundo sua funcionalidade

Como os derivados têm diferentes usos, podem ser classificados em várias categorias com base na sua estrutura e condições contratuais:

Contratos a Termo (Forwards): Acordos de negociação direta

Estes contratos resultam de um acordo direto entre duas partes que desejam comprar ou vender um ativo. Ambas concordam com um preço hoje, mas a entrega e pagamento reais ocorrerão futuramente. Como são acordos bilaterais, esses contratos têm baixa liquidez, mas continuam sendo ferramentas populares para hedge de risco de preço, especialmente nos setores agrícola e de commodities.

Futuros (Futures): Instrumentos padronizados

Semelhantes aos contratos a termo, mas com diferenças importantes: todos os detalhes, como quantidade, prazo e condições, são padronizados, permitindo sua negociação em bolsas de futuros regulamentadas, como o mercado de futuros de petróleo Brent ou o mercado de ouro da CME. Com mercados organizados, a liquidez dos futuros é maior do que a dos contratos a termo, tornando-os mais adequados para especulação e hedge. No entanto, seu tamanho padrão muitas vezes não é adequado para investidores individuais.

Opções (Options): Direitos com escolha

As opções são instrumentos que concedem ao titular o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender um ativo a um preço acordado no futuro. O comprador paga um prêmio pela opção, enquanto o vendedor recebe esse prêmio e assume a obrigação de cumprir o contrato caso o comprador decida exercer seu direito. As opções são interessantes por limitar a perda do comprador ao valor do prêmio, ao mesmo tempo que oferecem potencial de lucro ilimitado.

Swaps (Swap): Troca de fluxos de caixa

Swaps são acordos para troca de fluxos de caixa futuros, geralmente relacionados a taxas de juros ou moedas. Diferentemente de outros derivados que muitas vezes referenciam ativos físicos, os swaps envolvem a troca de fluxos financeiros, sendo ferramentas avançadas de gestão de risco. Sua liquidez é relativamente baixa, pois não há mercados de troca específicos para todos os tipos de swap.

Contratos por Diferença (CFD): Instrumentos de especulação

Os CFDs diferem bastante dos outros tipos de derivados. Os traders não possuem o ativo real, mas negociam a diferença de preço entre abertura e fechamento da posição. Os CFDs oferecem alta alavancagem (de alavancagem), permitindo controlar uma posição maior com pouco capital. Além disso, podem ser negociados tanto na posição Long (de alta) quanto Short (de baixa), sendo ideais para estratégias de curto prazo. Os CFDs são semelhantes aos contratos do TFEX, bastante conhecidos no Brasil.

Comparação das características, vantagens e desvantagens dos diferentes derivados

Tipo Princípio Vantagens Desvantagens
CFD Especulação na diferença de preço Alta alavancagem / Baixo capital / Alta liquidez / Fácil de usar / Pode ser negociado Long e Short / Ideal para curto prazo Alta alavancagem aumenta risco de perdas / Não indicado para longo prazo
Contratos a Termo Hedge de preço Confiança na produção Baixa liquidez / Não para especulação / Risco de entrega
Futuros Hedge de risco de mercado Alta liquidez / Padronizados / Mais seguros Risco de entrega / Tamanho padrão grande / Não para investidores pequenos
Opções Hedge com flexibilidade Limita perdas / Potencial de lucro ilimitado / Versátil Complexas / Requer estudo / Risco de perdas se mal usadas
Swaps Troca de fluxos financeiros Gestão de risco de juros e moedas Específicos / Baixa liquidez / Não para investidores comuns

Aplicações dos derivados na gestão de portfólios

Primeira estratégia: Lock-in de retorno antecipado

Utilizado para fixar preços e volumes de compra ou venda com antecedência, independentemente das variações de mercado. Assim, investidores podem planejar com maior segurança, beneficiando produtores e consumidores.

Segunda estratégia: Proteção de portfólio contra volatilidade

Investidores com ativos físicos, como imóveis ou ouro, podem usar derivados para se proteger de oscilações de preço. Por exemplo, ao possuir ouro e temer uma queda, podem vender futuros ou CFDs na posição Short para compensar perdas.

( Terceira estratégia: Diversificação de portfólio

Como muitos derivados não requerem posse do ativo físico, é possível acessar mercados como petróleo, ouro ou commodities de forma mais fácil, aumentando a diversificação de forma eficiente.

) Quarta estratégia: Arbitragem de preços

Alguns instrumentos, especialmente CFDs, possuem alta liquidez e facilidade de negociação, permitindo lucros com pequenas variações de preço em curto prazo.

Riscos e atenção necessários

Risco de alavancagem

O uso de alavancagem permite controlar ativos de maior valor com pouco capital, potencializando ganhos, mas também perdas. Movimentos contrários ao esperado podem gerar perdas superiores ao capital investido. Gestão de risco, como stop loss e escolha de corretoras confiáveis, é fundamental.

Risco de entrega física

Certos derivados, como futuros e contratos a termo, envolvem a entrega física do ativo na data de vencimento. É importante compreender as condições de cada contrato antes de investir.

Risco de mercado

Variações rápidas nos preços de ativos podem ocorrer devido a eventos econômicos, como mudanças nas taxas de juros, que impactam fortemente o mercado de ouro, por exemplo. A má gestão do risco pode levar a perdas significativas.

Risco de seleção de instrumentos

Escolher o derivado errado pode resultar em resultados inesperados, incluindo perdas. Por exemplo, optar por uma opção inadequada pode não gerar lucro ou até gerar prejuízo.

Perguntas frequentes

Onde são negociados os derivados?

Depende do tipo. A maioria é negociada em bolsas regulamentadas ou no mercado OTC ###OTC###, que possui menor regulação. Contratos futuros geralmente têm mercados específicos, enquanto CFDs são negociados via corretoras online.

( As opções de ações )Equity Options### são considerados derivados?

Sim, as opções de ações são considerados derivados, pois seu valor depende do preço da ação subjacente. O comprador tem o direito de comprar ou vender a ação conforme o contrato, com valor ligado às variações do preço do ativo.

Resumo

Para quem deseja entender o que são derivados, este artigo oferece uma visão geral abrangente, incluindo definição, tipos, vantagens, desvantagens e formas de uso. Esses instrumentos podem ser armas poderosas para construir riqueza ou causar perdas, se utilizados de forma imprudente.

Contudo, ao compreenderem os riscos e benefícios, os investidores podem usar esses instrumentos de forma inteligente, ajustando o nível de risco de acordo com suas capacidades e objetivos de investimento, sempre com consciência.

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SWAP-5,02%
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