Source: PortaldoBitcoin
Original Title: 4 tendências que devem ditar o mercado de criptomoedas em 2026, segundo a Ripple
Original Link: https://portaldobitcoin.uol.com.br/4-tendencias-que-devem-ditar-o-mercado-de-criptomoedas-em-2026-segundo-a-ripple/
A presidente da Ripple, Monica Long, divulgou um artigo no qual elencou quais serão os principais tópicos para o setor de criptomoedas para o ano de 2026. A executiva aponta que stablecoins, ativos onchain, custódia cripto e automação por meio de inteligência artificial (IA) vão dominar os desenvolvimentos do mercado Web3.
“As stablecoins vão sustentar a liquidação global. Ativos tokenizados passarão a integrar balanços institucionais. A custódia será o pilar da confiança. E a blockchain — cada vez mais combinada à inteligência artificial — automatizará operações que hoje ainda limitam os mercados”, afirma a executiva.
Segundo Long, o setor amadureceu e agora o impulso vem de líderes financeiros focados em construir para o longo prazo. Para ela, 2026 deverá ser lembrado como o ano em que os criptoativos se tornaram parte fundamental da infraestrutura financeira global.
Stablecoins: o padrão para liquidação global
“Nos próximos cinco anos, as stablecoins devem se integrar plenamente aos sistemas globais de pagamentos — não como uma infraestrutura alternativa, mas como a base fundamental”, afirma Long. Ela ressalta que essa mudança já está ocorrendo na prática, com gigantes como Visa e Stripe incorporando essas trilhas diretamente aos fluxos tradicionais.
A presidente da Ripple crava que nos Estados Unidos, a aprovação do Genius Act inaugurou oficialmente a era do dólar digital. Com isso, stablecoins altamente compatíveis com a regulação e emitidas nos EUA — incluindo o Ripple USD (RLUSD) — devem se tornar o padrão-ouro para pagamentos globais programáveis, 24 horas por dia, sete dias por semana, além de servir como uma fonte crítica de colateral nos mercados financeiros modernos.
Além disso, Long aponta que com a recente aprovação condicional do Office of the Comptroller of the Currency (OCC) para a criação do Ripple National Trust Bank, o setor não está apenas seguindo as regras, mas estabelecendo um precedente para a conformidade institucional.
“Até 2027, é razoável esperar que instituições financeiras passem a explorar o potencial das stablecoins reguladas para a mobilidade de colateral em tempo integral em casos de uso nos mercados de capitais. Embora existam aplicações voltadas ao varejo, o verdadeiro motor de crescimento está no B2B”, afirma.
Estudos mostram que, no ano passado, os pagamentos B2B se tornaram o maior caso de uso real das stablecoins, alcançando um volume anualizado de US$ 76 bilhões. Isso representa um salto expressivo em relação ao início de 2023, quando as transferências mensais B2B com stablecoins não ultrapassavam US$ 100 milhões.
“A oportunidade vai muito além de uma liquidação mais rápida. As empresas mantêm volumes sem precedentes de capital de giro imobilizado — mais de US$ 700 bilhões parados apenas nos balanços das companhias do S&P 1500, além de mais de € 1,3 trilhão na Europa. As stablecoins abrem caminho para liquidez em tempo real, redução de custos de carregamento e ganhos relevantes de eficiência no fluxo de caixa. Esse conjunto de fatores explica por que as empresas devem liderar a próxima onda de adoção cripto”.
Ativos onchain entram no radar institucional
Para Monica Long, a exposição institucional a criptoativos está deixando de ser marginal para se tornar parte estrutural das finanças corporativas. Segundo a executiva, os criptoativos evoluíram de instrumentos predominantemente especulativos para uma camada operacional dos mercados financeiros modernos.
A expectativa, de acordo com a presidente da Ripple, é que até o fim de 2026 os balanços corporativos concentrem mais de US$ 1 trilhão em ativos digitais. Além disso, cerca de metade das empresas da Fortune 500 deve ter formalizado estratégias ligadas a ativos digitais, que vão além da simples exposição a criptomoedas e incluem ativos tokenizados, tesourarias digitais, stablecoins, títulos do Tesouro onchain e instrumentos financeiros programáveis.
“Não se trata apenas de manter cripto no balanço, mas de participar ativamente de um novo ecossistema financeiro baseado em ativos digitais”, aponta Long.
Os dados, segundo ela, já indicam essa tendência. Uma pesquisa realizada em 2025 mostrou que 60% das empresas da Fortune 500 estão trabalhando ativamente em iniciativas de blockchain. Atualmente, mais de 200 companhias abertas já mantêm bitcoin como parte de suas estratégias de tesouraria.
O crescimento também é visível entre empresas especializadas em gestão de ativos digitais. O número dessas companhias saltou de apenas quatro, em 2020, para mais de 200 atualmente, sendo que quase 100 foram criadas apenas em 2025.
Paralelamente, o mercado de ETFs de cripto segue em expansão. Mais de 40 produtos foram lançados em 2025, embora ainda representem apenas entre 1% e 2% do mercado total de ETFs nos Estados Unidos. Para Long, essa discrepância evidencia o espaço significativo para a ampliação da participação institucional.
À medida que a exposição a cripto se normaliza, os mercados de capitais também devem acompanhar esse movimento. A executiva destaca que a mobilidade de garantias tende a se consolidar como um dos principais casos de uso institucionais em 2026, com bancos custodiantes e câmaras de compensação adotando a tokenização para modernizar processos de liquidação.
A expectativa é que entre 5% e 10% da liquidação nos mercados de capitais migre para o ambiente onchain, impulsionada pelo avanço regulatório e pela adoção de stablecoins por instituições consideradas sistemicamente relevantes.
Custódia cripto passa por consolidação
Outro pilar apontado por Long é a consolidação do mercado de custódia de ativos digitais. Para a executiva, o aumento da atividade de fusões e aquisições no setor cripto é um sinal claro de maturidade, e não apenas de crescimento acelerado.
Em 2025, o volume de operações de M&A no setor alcançou US$ 8,6 bilhões, impulsionado principalmente pela entrada de investidores institucionais. Nesse contexto, a custódia de ativos digitais deve liderar a próxima fase de consolidação, à medida que bancos, prestadores de serviços financeiros e empresas nativas de cripto passem a enxergar a custódia como um elemento central de suas estratégias em blockchain.
Segundo Long, a custódia tende a se tornar cada vez mais comoditizada, o que pressiona provedores independentes a diversificar suas ofertas ou a se integrar a plataformas maiores. Esse movimento deve estimular uma maior integração vertical no setor.
Ao mesmo tempo, exigências regulatórias estão levando bancos a adotarem estratégias com múltiplos custodiantes como forma de mitigação de riscos. Como resultado, a executiva projeta que mais da metade dos 50 maiores bancos do mundo formalize ao menos uma nova relação de custódia ao longo de 2026.
A consolidação, porém, não se limita a empresas nativas do ecossistema cripto. Segundo Long, o último ano foi marcado por uma aproximação mais intensa entre o setor de ativos digitais, as finanças tradicionais e as fintechs. Ela cita como exemplos aquisições estratégicas no setor.
Para a executiva, atrair o próximo bilhão de usuários — especialmente institucionais — passa necessariamente por tornar o uso de cripto “radicalmente mais simples, mais seguro e profundamente integrado aos fluxos financeiros existentes”.
Blockchain e IA avançam juntas
O quarto eixo destacado por Monica Long é a convergência entre blockchain e inteligência artificial. Segundo ela, as transformações mais profundas no sistema financeiro raramente ocorrem de forma isolada, e 2026 deve marcar um avanço relevante na integração dessas duas tecnologias.
De acordo com a presidente da Ripple, stablecoins e contratos inteligentes permitirão que tesourarias corporativas gerenciem liquidez, executem chamadas de margem e otimizem retornos em operações de recompra onchain de forma totalmente automatizada, em tempo real e sem intervenção manual.
No campo da gestão de ativos, Long afirma que modelos de IA combinados com infraestrutura blockchain permitirão o rebalanceamento dinâmico de exposições a ativos tokenizados e protocolos de rendimento em stablecoins, explorando a característica de funcionamento ininterrupto dos mercados onchain.
A executiva também destaca o papel da privacidade nesse processo. Segundo ela, tecnologias como provas de conhecimento zero devem permitir que sistemas baseados em IA avaliem risco de crédito e perfis de risco sem a necessidade de expor dados sensíveis, reduzindo fricções em operações de crédito e ampliando a adoção de ativos digitais em ambientes regulados.
Para Long, a interseção entre blockchain e inteligência artificial deve gerar ganhos expressivos de eficiência e colocar nas mãos das equipes financeiras ferramentas capazes de operar “na velocidade da internet”.
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4 tendências que devem ditar o mercado de criptomoedas em 2026, segundo a Ripple
Source: PortaldoBitcoin Original Title: 4 tendências que devem ditar o mercado de criptomoedas em 2026, segundo a Ripple Original Link: https://portaldobitcoin.uol.com.br/4-tendencias-que-devem-ditar-o-mercado-de-criptomoedas-em-2026-segundo-a-ripple/ A presidente da Ripple, Monica Long, divulgou um artigo no qual elencou quais serão os principais tópicos para o setor de criptomoedas para o ano de 2026. A executiva aponta que stablecoins, ativos onchain, custódia cripto e automação por meio de inteligência artificial (IA) vão dominar os desenvolvimentos do mercado Web3.
“As stablecoins vão sustentar a liquidação global. Ativos tokenizados passarão a integrar balanços institucionais. A custódia será o pilar da confiança. E a blockchain — cada vez mais combinada à inteligência artificial — automatizará operações que hoje ainda limitam os mercados”, afirma a executiva.
Segundo Long, o setor amadureceu e agora o impulso vem de líderes financeiros focados em construir para o longo prazo. Para ela, 2026 deverá ser lembrado como o ano em que os criptoativos se tornaram parte fundamental da infraestrutura financeira global.
Stablecoins: o padrão para liquidação global
“Nos próximos cinco anos, as stablecoins devem se integrar plenamente aos sistemas globais de pagamentos — não como uma infraestrutura alternativa, mas como a base fundamental”, afirma Long. Ela ressalta que essa mudança já está ocorrendo na prática, com gigantes como Visa e Stripe incorporando essas trilhas diretamente aos fluxos tradicionais.
A presidente da Ripple crava que nos Estados Unidos, a aprovação do Genius Act inaugurou oficialmente a era do dólar digital. Com isso, stablecoins altamente compatíveis com a regulação e emitidas nos EUA — incluindo o Ripple USD (RLUSD) — devem se tornar o padrão-ouro para pagamentos globais programáveis, 24 horas por dia, sete dias por semana, além de servir como uma fonte crítica de colateral nos mercados financeiros modernos.
Além disso, Long aponta que com a recente aprovação condicional do Office of the Comptroller of the Currency (OCC) para a criação do Ripple National Trust Bank, o setor não está apenas seguindo as regras, mas estabelecendo um precedente para a conformidade institucional.
“Até 2027, é razoável esperar que instituições financeiras passem a explorar o potencial das stablecoins reguladas para a mobilidade de colateral em tempo integral em casos de uso nos mercados de capitais. Embora existam aplicações voltadas ao varejo, o verdadeiro motor de crescimento está no B2B”, afirma.
Estudos mostram que, no ano passado, os pagamentos B2B se tornaram o maior caso de uso real das stablecoins, alcançando um volume anualizado de US$ 76 bilhões. Isso representa um salto expressivo em relação ao início de 2023, quando as transferências mensais B2B com stablecoins não ultrapassavam US$ 100 milhões.
“A oportunidade vai muito além de uma liquidação mais rápida. As empresas mantêm volumes sem precedentes de capital de giro imobilizado — mais de US$ 700 bilhões parados apenas nos balanços das companhias do S&P 1500, além de mais de € 1,3 trilhão na Europa. As stablecoins abrem caminho para liquidez em tempo real, redução de custos de carregamento e ganhos relevantes de eficiência no fluxo de caixa. Esse conjunto de fatores explica por que as empresas devem liderar a próxima onda de adoção cripto”.
Ativos onchain entram no radar institucional
Para Monica Long, a exposição institucional a criptoativos está deixando de ser marginal para se tornar parte estrutural das finanças corporativas. Segundo a executiva, os criptoativos evoluíram de instrumentos predominantemente especulativos para uma camada operacional dos mercados financeiros modernos.
A expectativa, de acordo com a presidente da Ripple, é que até o fim de 2026 os balanços corporativos concentrem mais de US$ 1 trilhão em ativos digitais. Além disso, cerca de metade das empresas da Fortune 500 deve ter formalizado estratégias ligadas a ativos digitais, que vão além da simples exposição a criptomoedas e incluem ativos tokenizados, tesourarias digitais, stablecoins, títulos do Tesouro onchain e instrumentos financeiros programáveis.
“Não se trata apenas de manter cripto no balanço, mas de participar ativamente de um novo ecossistema financeiro baseado em ativos digitais”, aponta Long.
Os dados, segundo ela, já indicam essa tendência. Uma pesquisa realizada em 2025 mostrou que 60% das empresas da Fortune 500 estão trabalhando ativamente em iniciativas de blockchain. Atualmente, mais de 200 companhias abertas já mantêm bitcoin como parte de suas estratégias de tesouraria.
O crescimento também é visível entre empresas especializadas em gestão de ativos digitais. O número dessas companhias saltou de apenas quatro, em 2020, para mais de 200 atualmente, sendo que quase 100 foram criadas apenas em 2025.
Paralelamente, o mercado de ETFs de cripto segue em expansão. Mais de 40 produtos foram lançados em 2025, embora ainda representem apenas entre 1% e 2% do mercado total de ETFs nos Estados Unidos. Para Long, essa discrepância evidencia o espaço significativo para a ampliação da participação institucional.
À medida que a exposição a cripto se normaliza, os mercados de capitais também devem acompanhar esse movimento. A executiva destaca que a mobilidade de garantias tende a se consolidar como um dos principais casos de uso institucionais em 2026, com bancos custodiantes e câmaras de compensação adotando a tokenização para modernizar processos de liquidação.
A expectativa é que entre 5% e 10% da liquidação nos mercados de capitais migre para o ambiente onchain, impulsionada pelo avanço regulatório e pela adoção de stablecoins por instituições consideradas sistemicamente relevantes.
Custódia cripto passa por consolidação
Outro pilar apontado por Long é a consolidação do mercado de custódia de ativos digitais. Para a executiva, o aumento da atividade de fusões e aquisições no setor cripto é um sinal claro de maturidade, e não apenas de crescimento acelerado.
Em 2025, o volume de operações de M&A no setor alcançou US$ 8,6 bilhões, impulsionado principalmente pela entrada de investidores institucionais. Nesse contexto, a custódia de ativos digitais deve liderar a próxima fase de consolidação, à medida que bancos, prestadores de serviços financeiros e empresas nativas de cripto passem a enxergar a custódia como um elemento central de suas estratégias em blockchain.
Segundo Long, a custódia tende a se tornar cada vez mais comoditizada, o que pressiona provedores independentes a diversificar suas ofertas ou a se integrar a plataformas maiores. Esse movimento deve estimular uma maior integração vertical no setor.
Ao mesmo tempo, exigências regulatórias estão levando bancos a adotarem estratégias com múltiplos custodiantes como forma de mitigação de riscos. Como resultado, a executiva projeta que mais da metade dos 50 maiores bancos do mundo formalize ao menos uma nova relação de custódia ao longo de 2026.
A consolidação, porém, não se limita a empresas nativas do ecossistema cripto. Segundo Long, o último ano foi marcado por uma aproximação mais intensa entre o setor de ativos digitais, as finanças tradicionais e as fintechs. Ela cita como exemplos aquisições estratégicas no setor.
Para a executiva, atrair o próximo bilhão de usuários — especialmente institucionais — passa necessariamente por tornar o uso de cripto “radicalmente mais simples, mais seguro e profundamente integrado aos fluxos financeiros existentes”.
Blockchain e IA avançam juntas
O quarto eixo destacado por Monica Long é a convergência entre blockchain e inteligência artificial. Segundo ela, as transformações mais profundas no sistema financeiro raramente ocorrem de forma isolada, e 2026 deve marcar um avanço relevante na integração dessas duas tecnologias.
De acordo com a presidente da Ripple, stablecoins e contratos inteligentes permitirão que tesourarias corporativas gerenciem liquidez, executem chamadas de margem e otimizem retornos em operações de recompra onchain de forma totalmente automatizada, em tempo real e sem intervenção manual.
No campo da gestão de ativos, Long afirma que modelos de IA combinados com infraestrutura blockchain permitirão o rebalanceamento dinâmico de exposições a ativos tokenizados e protocolos de rendimento em stablecoins, explorando a característica de funcionamento ininterrupto dos mercados onchain.
A executiva também destaca o papel da privacidade nesse processo. Segundo ela, tecnologias como provas de conhecimento zero devem permitir que sistemas baseados em IA avaliem risco de crédito e perfis de risco sem a necessidade de expor dados sensíveis, reduzindo fricções em operações de crédito e ampliando a adoção de ativos digitais em ambientes regulados.
Para Long, a interseção entre blockchain e inteligência artificial deve gerar ganhos expressivos de eficiência e colocar nas mãos das equipes financeiras ferramentas capazes de operar “na velocidade da internet”.