Dash lidera rali das criptomoedas de privacidade: entenda o ativo e a mudança de narrativa do mercado

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Source: PortaldoBitcoin Original Title: Dash (DASH) em alta: conheça o ativo que lidera o rali das criptomoedas de privacidade Original Link:

A ascensão das criptomoedas de privacidade

O recente aumento das chamadas “criptomoedas de privacidade” reacendeu um nicho que, por muito tempo, ficou restrito a entusiastas e usuários com demandas específicas. Se Monero (XMR) e Zcash (ZEC) são as normalmente citadas nesse tema, a Dash (DASH) tem chamado bastante atenção, com uma alta bem acima das suas concorrentes.

No dia 19 de janeiro, a Dash chegou a bater uma alta acumulada de 119% em sete dias. Mesmo perdendo força junto com o resto do mercado, seus números ainda se destacam: 72% de valorização em um mês, sendo 55% de alta apenas em 2026 até agora. Para se ter uma ideia, a Monero subiu 14% no último mês, enquanto o Zcash caiu 13%.

Por trás do rali, analistas apontam uma mudança de narrativa: com “mais vigilância on-chain” e pressões regulatórias, parte do mercado tem voltado a buscar ativos que prometem algum grau de privacidade como diversificação defensiva. Em um ambiente de aumento de regulação e corretoras colhendo mais dados de usuários, o interesse nas criptomoedas focadas em privacidade cresce já que elas utilizam tecnologias que dificultam ou impedem o rastreamento direto das transações, oferecendo mais proteção às informações financeiras.

O que é a Dash e como ela funciona

A Dash é uma criptomoeda criada para funcionar como dinheiro digital, permitindo enviar e receber valores pela internet sem depender de bancos. As transações são registradas em um “livro-razão” (blockchain), o que dá transparência e dificulta fraudes, com uma camada de privacidade opcional.

Para manter a rede segura, a Dash usa mineração (Proof of Work), um sistema parecido com o do Bitcoin em que computadores competem para validar blocos de transações. Quem valida um bloco recebe recompensas em DASH, e esse processo ajuda a proteger a rede porque alterar o histórico exigiria enorme poder computacional.

O diferencial é que a Dash tem uma segunda camada formada por servidores chamados masternodes, que ficam online continuamente e executam funções avançadas. Para operar um masternode, é preciso manter 1.000 DASH como garantia, o que cria um incentivo econômico para que esses participantes ajudem a manter a rede funcionando corretamente.

Essa camada habilita o InstantSend, que busca dar uma confirmação mais rápida para transferências, reduzindo a espera que é comum em blockchains tradicionais — uma característica importante quando a proposta é aproximar a cripto do uso cotidiano como meio de pagamento.

Já a privacidade vem do PrivateSend, também operado pela lógica dos masternodes e ativado apenas se o usuário quiser. Em termos simples, ele usa um mecanismo de “mistura” (mixing): a carteira divide valores em partes e embaralha essas partes com as de outros usuários que também estão usando a função, tornando mais difícil ligar “de onde veio” com “para onde foi” apenas observando o histórico público.

Por isso, embora seja frequentemente colocada ao lado de Monero e Zcash, a Dash é mais bem descrita como uma criptomoeda com privacidade opcional, que combina esse recurso com foco em velocidade e usabilidade.

O movimento de privacidade no mercado

O avanço de tokens de privacidade ocorreu enquanto o Bitcoin e várias altcoins caíam no fim de 2025, com a leitura de que o segmento pode se mover de forma parcialmente “anticíclica” em períodos de incerteza.

Analistas avaliam que a alta recente refletiu uma combinação de gatilhos de curto prazo e uma mudança mais estrutural de narrativa, com o mercado “reavaliando” o setor diante de maior regulamentação, aumento de rastreabilidade em blockchains públicos e exigências de compliance. Alguns associam o rali das criptos de privacidade a uma busca por posicionamento “defensivo” em meio a incertezas macro e ao fato de que a institucionalização das criptos tornou redes públicas mais rastreáveis.

No entanto, parte das análises também chama atenção para riscos típicos de altas rápidas — especialmente quando o ativo volta ao centro do fluxo especulativo. Entre as maiores criptomoedas de privacidade, a Dash tem um valor de mercado bem menor, o que abre margem para que mais especuladores operem o ativo. São US$ 798 milhões de valor de mercado para a Dash, enquanto a Monero vale US$ 9,4 bilhões e a Zcash tem capitalização de US$ 5,9 bilhões.

No fim, a Dash parece ocupar um espaço curioso, em que é grande o suficiente para entrar na conversa quando o tema é privacidade, mas “fora do radar” na maior parte do tempo, até que uma combinação de narrativa, liquidez e movimento técnico a traga de volta às manchetes.

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