Período de ajustamento no mercado de criptomoedas no início do ano: múltiplas previsões e a verdade por trás das divergências com a Fundstrat

Entrando em 2026, o mercado de criptomoedas apresenta uma situação complexa e fragmentada. Desde a orientação da política do Federal Reserve até às perspetivas do mercado por investidores institucionais, passando pelas diferenças de opinião entre analistas do setor e a pressão de desbloqueio de tokens específicos, múltiplos fatores entrelaçam-se para moldar o futuro deste mercado. E, neste processo, observadores e defensores como Natalie Brunell continuam a dar voz à indústria, construindo pontes de comunicação entre formuladores de políticas e profissionais do setor.

Mudanças de política e expectativas de mercado: a postura do Federal Reserve torna-se uma variável-chave

As últimas declarações de membros do Federal Reserve enviaram sinais importantes ao mercado. A membro do Fed, Harker, afirmou claramente que, após três cortes consecutivos na taxa de juros, não há necessidade de ajustes adicionais nos próximos meses. Ela está mais preocupada com a inflação persistentemente elevada do que com possíveis fragilidades no mercado de trabalho. Esta posição contrasta fortemente com as expectativas anteriores de cortes de juros do mercado.

Harker indicou que a expectativa básica é manter a taxa de juros no nível atual pelo menos até a primavera, até que haja evidências mais claras de que a inflação recuou para o nível-alvo ou que o mercado de trabalho apresenta sinais de fraqueza real. Embora ela não seja membro votante do Comitê de Política Monetária este ano, a partir de 2026 passará a ser, o que significa que sua postura influenciará diretamente a direção da taxa de fundos federais.

Isso tem profundas implicações para o mercado de criptomoedas — em um ambiente dominado por expectativas de aperto, ativos de risco enfrentam maior pressão, mas também oferecem oportunidades de posicionamento mais atraentes para aqueles que apostam na tendência de longo prazo.

Mudanças políticas e perspectivas do setor: a saída de Cynthia Lummis provoca ressonância na indústria

Outra mudança política relevante foi o anúncio de que a senadora dos EUA, Cynthia Lummis, não buscará reeleição. Essa decisão gerou ondas no setor de criptomoedas. Lummis tem sido vista como uma defensora-chave do Bitcoin e de ativos digitais no Congresso, e sua influência na formulação de políticas teve impacto significativo no desenvolvimento do setor.

Diversos atores importantes do setor responderam: Collin McCune, responsável por assuntos governamentais na a16z, afirmou que, sem a incansável luta de Lummis no Congresso, o setor de criptomoedas não teria evoluído até aqui; David Sacks, responsável por AI e assuntos de criptomoedas na Casa Branca, chamou-a de “grande aliada no setor de criptografia”; e os sócios da Multicoin Capital, Greg Xethalis e Kyle Samani, destacaram que, embora o trabalho ainda não esteja concluído, há legislação a ser impulsionada em 2026.

A defensora do Bitcoin, Natalie Brunell, também agradeceu a Lummis, elogiando seu “serviço e esforço para promover o Bitcoin”, desejando-lhe um novo capítulo promissor. Essa série de comentários reflete a posição central de Lummis na indústria de criptomoedas e a preocupação genuína do setor com sua saída.

Divergências nas previsões institucionais: várias organizações de pesquisa traçam o cenário de 2026

Diante do panorama de 2026, várias instituições de pesquisa renomadas publicaram relatórios de previsão, revelando tanto consensos quanto divergências.

Perspectiva otimista da Galaxy Research destaca que o Bitcoin atingirá US$ 250.000 até o final de 2027, embora admita que o mercado de 2026 seja demasiado caótico para previsões precisas. A precificação do mercado de opções para o preço do BTC em junho de 2026 mostra que há uma probabilidade igual de US$ 70.000 e US$ 130.000, e também de US$ 50.000 e US$ 250.000 até o final do ano — esse equilíbrio reflete a verdadeira dificuldade do mercado.

A Galaxy Research também prevê outros pontos importantes: pelo menos uma blockchain Layer-1 terá aplicações de receita integradas; o volume de negociações de stablecoins superará o sistema ACH; exchanges descentralizadas terão mais de 25% de participação no mercado à vista; e o valor de mercado de tokens de privacidade poderá ultrapassar US$ 100 bilhões.

A visão técnica da Coinbase Institutional concentra-se em palavras-chave como privacidade, IA, blockchains dedicadas a aplicações e tokenização de ações. A instituição acredita que o envolvimento institucional evoluirá de uma simples alocação de ativos para um modelo mais especializado, o “DAT 2.0”, incluindo negociação, custódia e aquisição de espaço em blockchain. No aspecto técnico, tecnologias como provas de conhecimento zero (ZKP) e criptografia totalmente homomórfica (FHE) beneficiar-se-ão do aumento da demanda por privacidade, enquanto o setor de IA×criptografia verá o surgimento de sistemas autônomos de negociação por agentes.

Previsões quantitativas do Citibank oferecem metas mais específicas: o Bitcoin pode alcançar US$ 143.000 nos próximos 12 meses, um aumento de 62% em relação aos cerca de US$ 88.000 atuais. Os analistas destacam US$ 70.000 como um nível de suporte crítico, prevendo que, sob cenário base, o BTC poderá subir significativamente devido à recuperação da demanda por ETFs e expectativas positivas no mercado de ações. Em cenário de baixa, uma recessão global poderia empurrar o Bitcoin para US$ 78.500; em cenário de alta, a demanda de investidores finais poderia elevar o preço para US$ 189.000.

Panorama interno da Fundstrat: aparente divergência, na verdade cooperação

Sobre as perspectivas de mercado de Tom Lee e do fundo Fundstrat, recentemente houve bastante discussão. À primeira vista, a postura otimista de Tom Lee contrasta com as previsões cautelosas do próprio Fundstrat, mas a compreensão aprofundada revela que a chave está na distinção de funções e horizontes temporais dos analistas.

Clareza na divisão de tarefas é o núcleo da colaboração interna do Fundstrat. Tom Lee foca em macroeconomia e estrutura de liquidez, atendendo grandes gestores de fundos e enfatizando uma visão de longo prazo; Sean Farrell, chefe de estratégia de ativos digitais, trabalha com clientes que possuem carteiras de criptomoedas com alta proporção (cerca de 20% ou mais), adotando estratégias mais agressivas; e Mark Newton analisa a estrutura do mercado a partir de uma perspectiva técnica, focando na recuperação estrutural.

Todos concordam que, no primeiro semestre de 2026, os riscos macroeconômicos serão elevados — o ambiente será bastante instável. Quanto às abordagens, cada um tem seu foco: Sean prioriza a defesa de riscos de curto prazo, com uma estratégia de manter cerca de 50% do portfólio em dinheiro/stablecoins, caso o BTC recupere para US$ 60.000–65.000 — uma ação de gestão de risco, não uma visão totalmente pessimista; Mark acredita que será necessário um repique técnico antes de uma fase de consolidação; Tom mantém uma visão de estrutura de alta de longo prazo, considerando o ciclo maior e a liquidez.

O cliente do Fundstrat, Cassian, destacou em uma postagem que entender quem fala, qual é a responsabilidade e qual o horizonte de tempo é fundamental. A visão mais cautelosa de Sean para o primeiro semestre reflete uma gestão de risco, com o mercado atualmente precificado quase perfeitamente, embora riscos como paralisações governamentais, volatilidade comercial, mudanças na presidência do Fed e spreads de títulos de alto rendimento ainda existam.

A previsão de base de Sean é que possa ocorrer uma recuperação no início do ano, seguida de uma nova correção no primeiro semestre, criando oportunidades mais atraentes para o posicionamento de fim de ano. A longo prazo, com a entrada de grandes corretoras, a demanda por ETFs deve melhorar, embora ainda haja desafios como a venda de detentores originais e pressão de mineradores. Para investidores, a estratégia é ser cauteloso no curto prazo, mas manter uma visão otimista de que o Bitcoin e o Ethereum podem atingir novas máximas históricas até o final do ano.

Alertas de segurança e inovação: o diálogo entre hackers e tecnologia

No aspecto de segurança, Wang Chun, cofundador do F2Pool, compartilhou uma história interessante. No ano passado, ele suspeitou que sua chave privada havia sido comprometida. Para verificar se o endereço tinha sido realmente invadido, transferiu 500 BTC para o endereço do hacker como uma sonda. O hacker levou apenas 490 BTC, deixando 10 BTC “para se sustentar” — embora seja uma brincadeira, isso reflete a complexidade da segurança na cadeia e a imprevisibilidade das ações de hackers.

Ao mesmo tempo, Paolo Ardoino, CEO da Tether, revelou novidades da empresa: estão desenvolvendo uma carteira móvel de criptomoedas com integração de IA, que suportará apenas Bitcoin, USDT, a nova stablecoin USAT e tokens de ouro tokenizados (XAUT). Essa carteira integrará IA privada local via QVAC (plataforma de IA descentralizada da Tether) e será suportada pelo WDK (kit de ferramentas de desenvolvimento de carteiras open-source). Isso mostra que grandes empresas de criptografia estão incorporando tecnologia de IA em carteiras e ecossistemas de pagamento.

Corrida de desbloqueio de tokens: pressão de liquidez e testes de mercado

Nesta semana, vários tokens enfrentaram grandes desbloqueios, totalizando mais de US$ 7 milhões em valor. Esses desbloqueios envolveram projetos como H, XPL, JUP, entre outros:

  • H desbloqueou 105,36 milhões de tokens, aproximadamente US$ 15,62 milhões, representando 4,79% do circulating supply
  • XPL desbloqueou 88,89 milhões de tokens, aproximadamente US$ 11,50 milhões, representando 4,52%
  • JUP desbloqueou 53,47 milhões de tokens, aproximadamente US$ 10,28 milhões, representando 1,73%
  • SOON desbloqueou 21,88 milhões de tokens, aproximadamente US$ 8,82 milhões, representando 5,97%
  • MBG desbloqueou 15,84 milhões de tokens, aproximadamente US$ 8,04 milhões, representando 8,42%

Outros projetos com desbloqueios incluem UDS (US$ 517 mil), SAHARA (US$ 357 mil), ALT (US$ 278 mil), VENOM (US$ 257 mil), SOSO (US$ 231 mil), W (US$ 175 mil) e IOTA (US$ 109 mil).

Desbloqueios dessa magnitude costumam exercer pressão de curto prazo nos preços dos tokens relacionados, especialmente quando representam uma alta proporção do circulating supply. Investidores devem monitorar de perto a liquidez e a profundidade de mercado antes e após esses eventos.

Observação de mercado: sinais contínuos do fundador da MicroStrategy

Michael Saylor, fundador da MicroStrategy, voltou a divulgar informações sobre o tracker de Bitcoin. Segundo padrões anteriores, a MicroStrategy costuma divulgar suas aquisições de Bitcoin no dia seguinte ao anúncio. Esse sinal é interpretado por alguns participantes do mercado como uma indicação de potencial aumento de posições, refletindo a confiança contínua de investidores institucionais no valor de longo prazo do Bitcoin.

O preço atual do BTC é de US$ 87.88K, com variação de -0.73% nas últimas 24 horas, ainda próximo de níveis de suporte críticos.

Regulação e ordem de mercado: novas diretrizes de governança de plataformas

No âmbito da regulação de redes sociais, o TikTok publicou um novo código de conduta para o setor financeiro, proibindo claramente a promoção de conteúdos ilegais relacionados a finanças, especialmente aqueles envolvendo conceitos de blockchain, ativos digitais e troca de moedas virtuais. Isso indica que plataformas de grande porte estão reforçando a fiscalização de conteúdos relacionados a criptomoedas, caminhando para uma governança mais regulada.

Conclusão: buscando equilíbrio na fragmentação

O mercado de criptomoedas em 2026 encontra-se em uma encruzilhada crucial. Desde a postura de aperto do Federal Reserve até às previsões diversificadas de investidores institucionais, passando pela colaboração interna do Fundstrat e pelos efeitos do desbloqueio de tokens, esses fatores compõem um cenário complexo.

Observadores e defensores como Natalie Brunell continuam a desempenhar um papel importante na manutenção de uma ponte de comunicação entre setor e formuladores de políticas. Independentemente das oscilações de curto prazo, a trajetória de longo prazo do setor de criptomoedas — com avanços em privacidade, IA, pagamentos com stablecoins e ativos tokenizados — permanece firme. O essencial é compreender os diferentes papéis dos participantes em diferentes horizontes temporais e buscar equilíbrio na fragmentação.

BTC2,46%
ACH-2,53%
XPL6%
JUP3,2%
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