Acabei de ver um relatório mais recente de gastos do tesouro de um projeto, e achei bem interessante.



Não é tanto ver quanto eles gastaram, e sim em que eles gastaram. Por exemplo, em alguns projetos, numa grande parte do gasto trimestral entram “incentivos de ecossistema” e “marketing”; mas, na prática, os dados de atividade on-chain e o TVL mal se mexem. Então, que tipo de incentivo é esse que “incentiva” quem? Pelo menos, eu vi vários casos parecidos, e no fim o preço da moeda caiu mais rápido do que em qualquer outro.

Pelo contrário, são aqueles projetos que divulgam marcos regularmente: tipo, a cada poucos meses lançam uma nova otimização de contrato, ou ajustam o mecanismo de distribuição de taxas. Mesmo que a mudança não seja grande, dá pra sentir que alguém está de olho no código e nos dados, e não apenas vendendo promessa.

Recentemente não tem gente questionando o MEV e a “justiça” na ordenação das transações? E falando a verdade, tem projetos que nem entenderam direito nem a ordenação básica das negociações e já saem vendendo uma ideia de “futuro da finança descentralizada”. É bem contraditório. Melhor seria como alguns times que ficam lá, na rotina, cuidando do tesouro e fazendo melhorias reais de governança: parece lento, mas é mais sólido.

No fim das contas, pelo que eu observo, se o time do projeto está realmente fazendo trabalho sério: ver como eles gastam o dinheiro e como explicam onde ele foi usado é muito mais confiável do que ouvir quais slogans eles estão soltando.
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