Vejo bastante gente elogiando análise de fluxo de fundos usando etiquetas de endereços, e isso me deixou um pouco incomodado. Essas “finanças inteligentes” e “endereços institucionais”… na real, muitas etiquetas on-chain são preenchidas pelos próprios responsáveis pelo projeto, ou então são palpites feitos por algoritmos de agrupamento. Por exemplo, algum endereço de leilão em lote (auction/coleção de bids) é rotulado como “formador de mercado”, mas na prática é só um varejista que concentrou os fundos. Se a ideia é realmente acompanhar o fluxo de fundos, é melhor observar a profundidade do book e as mudanças no slippage; aquilo tem um custo de falsificação muito alto.



Recentemente, a febre de memes por causa de “call” de celebridades está alta, e os players antigos ficam tentando avisar os novatos para não pegarem o último bastão, mas sempre tem gente que não escuta. No fundo, os dados on-chain podem servir como referência, mas confiar neles é menos útil do que confiar no seu próprio julgamento sobre a liquidez.

Sobre as negociações: eu já não quero mais “vencer” o mercado; a mentalidade agora é treinar. Treinar como não se abalar quando o slippage dispara de repente, treinar como recuar quando todo mundo está gritando FOMO. Afinal, a taxa de acerto não vem de prever, e sim de controlar cada prejuízo para ficar dentro do que eu consigo aceitar. Por enquanto é isso.
MEME-1,54%
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