Acabei de ver aquela história da disputa sobre royalties e, sinceramente, minha primeira reação foi: não se apresse em escolher um lado.



Royalty no mercado secundário, no fundo, é o criador querer tirar um pedaço do bolo da liquidez. A ideia é boa, mas na prática a execução afeta spread, profundidade e afins; o market maker não aguenta. Dei uma olhada no livro de ofertas de alguns ativos e ficou claro que é um cenário que não agrada nem um lado nem outro.

Aí pensando bem, a discussão mais recente sobre re-staking ficou bem barulhenta também: “segurança compartilhada”, “combinação de rendimentos”… parece aquelas “bonecas russas”. Alguém me perguntou se eu entendo, e eu fui honesto: se não entendo, então não mexo. Antes havia um protocolo novo, que dizia conseguir resolver o conflito entre royalties e liquidez; eu dei uma olhada no whitepaper e a estrutura era complexa demais, então nem cheguei a encostar.

No fim, meu princípio é só um: se a estrutura do book não faz sentido e os dados não se sustentam, prefiro perder a oportunidade do que levar uma facada.
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