CEO da Kalshi desmente negociações com informação privilegiada! Critica plataformas offshore por não serem reguladas, isso é um problema

Kalshi執行長撇清內線交易

Kalshi CEO Mansour apoia o projeto de lei apresentado pelo deputado Torres que proíbe funcionários federais de apostar em mercados de previsão. Esclarece publicamente que não mantém relação com plataformas “offshore não regulamentadas”, insinuando negociações internas na Polymarket. Uma conta na Polymarket apostou na queda de Maduro e lucrou 40 mil dólares. Em dezembro, o volume de negociações da Kalshi atingiu 6,26 bilhões de dólares, liderando a Polymarket com 2,28 bilhões.

Caso de prisão de Maduro desencadeia dúvidas sobre negociações internas

No início deste mês, uma conta na plataforma de previsão descentralizada Polymarket apostou que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, deixaria o cargo até o final de janeiro. Segundo relatos, após a prisão de Maduro, essa conta lucrou 40 mil dólares. Isso levantou preocupações sobre possível uso indevido de informações internas do governo. A peculiaridade do caso está na precisão do timing: a conta começou a montar posições semanas antes do ataque militar dos EUA na Venezuela e liquidou imediatamente no dia da prisão, obtendo lucro.

Essa precisão é extremamente rara em mercados de previsão. Eventos geopolíticos geralmente apresentam alta incerteza, e até analistas profissionais têm dificuldades em prever datas específicas. A capacidade dessa conta de se posicionar antes do evento e sair na hora certa quase não pode ser atribuída à sorte ou a análise de informações públicas. A explicação mais plausível é que o trader possuía informações privilegiadas, possivelmente provenientes do exército dos EUA, agências de inteligência ou do interior da Casa Branca.

Esse tipo de negociação com informações privilegiadas não só prejudica a integridade do Polymarket, como também pode configurar crime de vazamento de informações. Se funcionários do governo ou contratados vazarem planos militares para traders, isso constitui crime federal grave. O lucro de 40 mil dólares pode ser apenas a ponta do iceberg; se o trader compartilhou informações com outros ou operou múltimas contas, os ganhos reais podem ser várias vezes maiores.

O deputado Ritchie Torres propôs a “Lei de Integridade Pública dos Mercados de Previsão de 2026” como resposta a esse escândalo. A lei proibirá funcionários eleitos, nomeados políticos e funcionários do executivo de apostar em mercados de previsão relacionados a “políticas governamentais, ações do governo ou resultados políticos”. Essa proibição assemelha-se às regras de insider trading do mercado de ações, impedindo que funcionários usem informações não públicas obtidas por suas funções para negociar.

Três características do insider trading em mercados de previsão

Precisão temporal: montar posições semanas antes do evento, sair na data exata

Apostas unidirecionais: apostar apenas em um resultado, com valores elevados, sem hedge ou diversificação

Histórico de acertos: todas as apostas anteriores acertaram, com taxa de sucesso muito superior à estatística razoável

Kalshi e Polymarket: uma linha de divisão regulatória

Mansour tentou, em postagem no LinkedIn, dissociar a Kalshi de outras plataformas de previsão sob acusação de insider trading, sem citar nomes. Contudo, o setor sabe que ele se refere à Polymarket. Ele escreveu: “Isso é evidente, mas alguns relatos recentes confundem mercados de previsão regulamentados com mercados offshore não regulamentados. Plataformas fora dos EUA e não regulamentadas não têm relação com as plataformas regulamentadas americanas.”

Mansour afirmou que, como plataforma regulada pela CFTC, a Kalshi adota regras de insider trading semelhantes às da NYSE e Nasdaq, proibindo usuários que tenham acesso a informações não públicas de negociar. “Contudo, é importante destacar que essa lei americana aplica-se apenas a empresas regulamentadas nos EUA, não às não regulamentadas fora do país, e o problema está exatamente aí”, acrescentou.

Essa tentativa de dissociação pública mostra que a competição entre Kalshi e Polymarket está se intensificando. Como plataforma regulada nos EUA, a Kalshi deve cumprir rigorosas regras de KYC, AML e insider trading. A Polymarket, por ser descentralizada e registrada no exterior, não está sob supervisão direta dos EUA. Essa diferença regulatória dá vantagem à Kalshi em termos de conformidade, embora limite sua flexibilidade de produto.

Por outro lado, os dados indicam que a Kalshi está ganhando essa disputa. Segundo o The Block, em dezembro, ambos os mercados atingiram recordes de volume mensal: Kalshi com 6,26 bilhões de dólares e Polymarket com 2,28 bilhões. Desde março de 2025, a Kalshi, como maior plataforma de previsão global, mantém a liderança em volume de negociações.

Essa vantagem demonstra que, mesmo sob restrições regulatórias, mercados de previsão regulamentados continuam atraindo mais capital. Investidores institucionais e players tradicionais preferem plataformas regulamentadas por reduzir riscos legais. Apoiar a proibição de insider trading fortalece a vantagem de conformidade da Kalshi e pressiona plataformas descentralizadas como a Polymarket.

Futuro da regulação de mercados de previsão e reconfiguração do setor

Outros grandes nomes do setor de criptomoedas e apostas esportivas, como Crypto.com e DraftKings, também entraram no mercado de previsão. Essa entrada de empresas tradicionais impulsionará a adoção e a regulamentação do setor. Com equipes de compliance robustas e boas relações regulatórias, esses players elevarão os padrões de conformidade do mercado.

A longo prazo, a proibição de insider trading pode se tornar um divisor de águas. Plataformas regulamentadas como a Kalshi terão maior acesso a capital institucional e apoio político, enquanto plataformas descentralizadas como a Polymarket podem enfrentar regulações mais severas ou até serem forçadas a sair do mercado americano. Essa polarização deve remodelar o cenário competitivo dos mercados de previsão.

Para os usuários, optar por plataformas regulamentadas, embora possa significar mais restrições (como KYC, limites de apostas), oferece maior segurança e proteção legal. Já nas plataformas descentralizadas, embora haja mais liberdade, o risco de fraudes, congelamento de fundos ou ações regulatórias é maior.

De modo geral, apoiar a proibição de insider trading na Kalshi é uma estratégia inteligente. Isso reforça sua vantagem de conformidade e estabelece um padrão de integridade mais elevado para toda a indústria de mercados de previsão. O caso de 40 mil dólares na prisão de Maduro é apenas a ponta do iceberg; sem legislação adequada, esses mercados podem se tornar um paraíso para negociações internas.

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