O CEO da Ripple revela algo raro: já considerou encerrar a empresa para distribuir XRP aos acionistas

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O CEO da Ripple, Brad Garlinghouse, revelou num discurso na Faculdade de Economia da Universidade de Kansas, em julho, que, após a SEC ter instaurado um processo judicial contra a empresa em 2020, ele e o cofundador Chris Larsen consideraram a sério encerrar a Ripple e distribuir, de forma proporcional, o XRP detido pela empresa pelos acionistas.

Quatro reuniões com a SEC sem aviso de que o XRP era um título; os custos do processo atingem 150 milhões de dólares

De acordo com a explicação de Garlinghouse, a SEC acusou a Ripple a partir de 2020, alegando que estava a vender o XRP como um título não registado, e a indicar Garlinghouse e Larsen como arguidos. Garlinghouse afirmou que, entre 2017 e 2019, reuniu quatro vezes com responsáveis da SEC sem a presença de advogados, mas nunca lhe foi dada a indicação de que o XRP pudesse ser considerado um título; ele entende que esta situação deixou a empresa sem regras regulamentares claras e sem uma oportunidade justa de aviso.

O processo durou cerca de quatro anos, e Garlinghouse estimou que a Ripple terá gasto aproximadamente 150 milhões de dólares neste litígio.

A Ripple vence finalmente: a juíza Torres decide que o XRP não é um título

Segundo as informações divulgadas, a Ripple acabou por vencer o processo: a juíza federal Analisa Torres decidiu que o próprio XRP não é um título. No ano passado (2024) em maio, depois de a administração Trump ter nomeado uma nova liderança na SEC com uma postura mais permissiva face às criptomoedas, a Ripple e a SEC acabaram por chegar a um acordo, pondo fim a uma batalha legal que durou quatro anos.

Garlinghouse afirmou, no seu discurso, que, olhando agora para trás, se sente aliviado por ter insistido em lutar — na altura, se tivessem optado por dissolver a empresa, ela não teria chegado ao ponto em que está hoje.

Perguntas frequentes

Por que razão Garlinghouse considerou encerrar a Ripple em 2020?

Segundo a explicação de Garlinghouse no seu discurso na Universidade de Kansas, ele considerou que, perante uma entidade governamental (a SEC) com “poder e recursos ilimitados”, dissolver a empresa após distribuir o XRP detido pelos acionistas seria uma opção mais fácil; também disse que, em quatro reuniões com a SEC entre 2017 e 2019, nunca lhe foi indicado que o XRP pudesse ser considerado um título, o que o fez sentir que as regras eram injustas.

Qual foi o resultado final do processo da Ripple?

De acordo com as informações divulgadas, a juíza Analisa Torres decidiu que o próprio XRP não é um título; em maio de 2024, após a nova liderança da SEC assumida na sequência da administração Trump, a Ripple e a SEC chegaram a acordo, pondo fim a um litígio que durou quatro anos. Durante o processo, Garlinghouse estimou que a Ripple terá gasto cerca de 150 milhões de dólares.

Qual é a importância da decisão de que o XRP da Ripple não é um título para a indústria cripto?

Segundo as informações divulgadas, a decisão da juíza Torres estabelece um precedente de que o próprio XRP (ou seja, a circulação de tokens em mercados secundários) não constitui um título, fornecendo algumas bases de referência para a situação jurídica de outros tokens cripto; os impactos regulamentares concretos dependerão das políticas subsequentes da SEC e das decisões posteriores dos tribunais.

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